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04/12/2017 - 09:30

Com o objetivo de resguardar a cadeia produtiva da fruticultura paraense, a Agência de Defesa Agropecuária do Pará (Adepará) está realizando até este sábado, 2, ações educativas de combate à Mosca da Carambola – praga que atinge principalmente frutas.

A programação educativa está sendo realizada no distrito de Monte Dourado, no município de Almeirim, que faz divisa com Laranjal do Jari, no sul do Amapá, e que tem a praga, com risco de dispersar para outros estados. Os dois municípios são divididos apenas por um rio, com intenso fluxo de pessoas e embarcações.

A mosca pode trazer sérios prejuízos, com forte impacto socioeconômico, já que as frutas atacadas ficam impróprias para o consumo, ocasionando perdas na produção. Ela ataca várias espécies frutíferas, tais como, carambola, manga, caju, laranja, goiaba, acerola, caju, jambo e, recentemente, foram descobertas como hospedeiras a licania, pimenta de cheiro, muruci, ajuru, ameixa roxa, araçá boi, biribá e cutite.

A educação sanitária objetiva esclarecer à população sobre os aspectos legais, trânsito de frutos, danos econômicos e os problemas sociais gerados pela mosca da carambola. A equipe está no local realizando palestras nas escolas, abordagem, sensibilização e distribuição de material informativo nas casas, supermercados e feiras, além de abordagem na área portuária alertando aos proprietários das embarcações sobre os riscos inerentes ao transporte de frutos potencialmente infestados.

Segundo a engenheira agrônoma e fiscal da Adepará, Gabriela Cunha, o objetivo principal é alertar à população com relação ao trânsito de fruto hospedeiro. “Mesmo sem saber, a pessoa pode estar transportando um fruto que aparentemente pode estar sadio, mas que por dentro pode conter uma larva e que pode se desenvolver em outro município, numa área sem foco”, explicou.

Entre as recomendações, o cuidado para não trazer fruto hospedeiro do Amapá para o Pará, independentemente da quantidade, deixar as equipes de combate entrar nas casas, manter as crianças longe das armadilhas, entre outras. “É muito importante a parceria com a população exercendo o papel de cidadão como multiplicadores da informação”, ressaltou Gabriela.

Ação de Combate

Desde que foi detectado o foco no município, a Adepará vem realizando ações de combate, com resultados positivos, como a princípio, a redução no número de moscas. Além disso, baseado no Programa Nacional de Erradicação da Mosca da Carambola, técnicos da Agência desenvolvem atividades de adensamento das armadilhas, monitoramento semanal, coleta de frutos para quebrar o ciclo da praga, além da fiscalização do trânsito de frutas hospedeiras para controlar a entrada e a saída de produtos, e orientação acerca da praga, que é a principal barreira para a exportação das frutas brasileiras.

“A praga não causa danos à saúde, sua restrição provém das exigências de acordos internacionais com países exportadores de frutas nacionais”, esclareceu o gerente de Pragas de Importância Quarentenária da Adepará, Luiz Guamá.

Ainda segundo Guamá, é proibido por lei o transporte e o comércio de frutos hospedeiros de regiões infestadas para locais livres da praga. Quem transportar ou vender frutos hospedeiros nas regiões com presença da mosca da carambola pode sofrer penalidades.