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18/05/2020 - 15:00

 

As iniciativas desenvolvidas pela Agência de Defesa Agropecuária do Estado (Adepará) promovem a sanidade e a qualidade da produção agropecuária paraense. Devido a isso, são atividades consideradas essenciais, pois garantem a segurança alimentar da população. 

Uma delas consiste na fiscalização intra e interestadual do transporte de animais e vegetais, feita em postos fixos e móveis, localizados nas divisas estaduais e limites municipais. Em 2019, foram inspecionados 74.340 veículos pela Adepará.

Os servidores do posto de fiscalização agropecuária do município de Itinga, na divisa do estado do Pará com o Maranhão, estão empenhados em realizar a defesa e inspeção das cargas que entram e saem do estado, com produtos e subprodutos de origem animal e vegetal. O engenheiro agrônomo Fábio Correa informou sobre o fluxo na barreira. "É o posto onde tem o maior volume de trânsito de mercadorias no estado. Cerca de 60% de tudo que é consumido no Pará passa por aqui", explicou.

A fiscalização tem o objetivo de verificar a conformidade dos produtos em trânsito com a legislação vigente e servir como barreira para a entrada de doenças e pragas exóticas na região, que possam causar prejuízos à economia do Pará. Além disso, a atividade evita a entrada ou saída de produtos elaborados ou processados sem inspeção sanitária, que podem oferecer riscos à saúde dos consumidores.

Todas as cargas de animais vivos precisam estar com a Guia de Trânsito Animal (GTA) em dia, assim como os produtos vegetais necessitam da Permissão de Trânsito Vegetal (PTV). No transporte de animais, são exigidos ainda exames de sanidade, como atestados de vacinação contra a Brucelose e a Febre Aftosa.

As fiscalizações são feitas por médicos veterinários, engenheiros agrônomos, auxiliares de campo e técnicos agropecuários. Eles trabalham em equipes, com revezamento a cada 15 dias. 

 

Sanidade Vegetal – A engenheira agrônoma e Fiscal Estadual Agropecuária, Cassia Eliane Socorro, atua há 12 anos na Adepará. Lotada no escritório de Curralinho, pertencente à regional de Breves, ela pontuou a relevância do trabalho da instituição para a cadeia produtiva do setor agropecuário. 

“No segmento da sanidade vegetal, seguimos com as atividades essenciais alinhadas com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), como por exemplo as ações de monitoramento da mosca da carambola (Bactrocera carambolae), praga que pode causar grandes prejuízos à fruticultura, inclusive em produtos de exportação”, frisou. 

De acordo com Cassia Socorro, a fiscalização do trânsito de frutos hospedeiros da praga é realizada por meio de ações de educação sanitária, em abordagens e palestras com distribuição de informativos. A engenheira agrônoma destacou que as atividades não pararam, no cenário atual de pandemia, para que o abastecimento da população não sofresse prejuízos.

“A nossa atuação na área da defesa agropecuária garante que cheguem à mesa do consumidor produtos com qualidade e segurança, mantendo a competitividade do agronegócio no mercado”, afirmou.

Sanidade Animal - O médico veterinário e Fiscal Estadual Agropecuário, Roberto Francisco de Oliveira, trabalha desde 1998 na defesa sanitária animal. Ele é responsável pela Unidade Local de Sanidade Agropecuária (Ulsa) de Ulianópolis, sudeste do Pará, e também atua com atendimentos à suspeita de doenças de animais pecuários, nos municípios de Paragominas e Ipixuna do Pará.

Roberto de Oliveira ressaltou que o trabalho de defesa agropecuária não para. “Mesmo em tempos de pandemia, além de termos de nos proteger e a nossos familiares, nos esforçamos ao máximo para atendermos nossa clientela, os produtores rurais e o público em geral, para darmos prosseguimento aos programas sanitários desenvolvidos pela Adepará, sempre objetivando o desenvolvimento do agronegócio e o consumidor final”, relatou.

Assim, a sociedade é beneficiada com as ações, que, entre outros objetivos, visam desenvolver a pecuária local, estadual e nacional, como afirmou o médico veterinário. “Atuamos no controle e combate às doenças, fornecendo credibilidade aos produtos participantes do agronegócio e propiciando alimentos de qualidade aos consumidores em geral”, concluiu Roberto de Oliveira.

Os servidores das unidades locais e gerências regionais da Adepará têm desenvolvido suas atividades em atenção às medidas de segurança preconizadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS), para a prevenção ao novo coronavírus. []

*Matéria originalmente publicada em: https://www.agenciapara.com.br/noticia/19603