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13/06/2017 - 17:45

A Agência de Defesa Agropecuária do Pará (Adepará) iniciou, nesta quarta-feira (7), em Santarém, a capacitação técnica para reconhecimento da praga Ácaro Vermelho das Palmeiras, destinada aos engenheiros agrônomos da Agência. O objetivo é capacitar e habilitar os técnicos durante as ações de levantamento de detecção das pragas nas áreas de produção de açaí, dendê e coco.

Com duração de dois dias, o curso acontece no Sindicato Rural de Santarém e está sendo ministrado pela Fiscal Estadual Agropecuário (FEA), Carla Corrêa, pelo Agente de Fiscalização Agropecuária (AFA), Celso Pereira, e pela pesquisadora e entomologista da Embrapa, Dra. Aloyséia Noronha.

O ácaro vermelho das palmeiras (Raoiella indica) é uma espécie invasora, tendo se tornado praga do coqueiro em diversos países da América, devido aos danos e à redução de produtividade que causa às plantas.

O diretor geral da Adepará, Luiz Pinto, participou da abertura do curso e destacou a importância da capacitação voltada para os agrônomos da Agência. “Fizemos questão que essa capacitação fosse realizada aqui no município, para que os técnicos da Adepará possam conhecer de perto essa praga, e dessa forma podermos tomar medidas de prevenção e controle do ácaro”, destacou o diretor.

Ainda segundo Luiz Pinto, se faz necessária a capacitação dos técnicos quanto aos pontos considerados mais importantes para esta praga, quais sejam a sua origem e histórico de dispersão, morfologia, hospedeiros, prejuízos que causa, reconhecimento, métodos de coleta, monitoramento e manejo.

No Brasil, o ácaro foi detectado pela primeira vez em 2009, no estado de Roraima. Posteriormente nos estados do Amazonas, São Paulo, Ceará, Alagoas e Sergipe. Já bem recentemente, em 2016, foi confirmada no Pará pelo Serviço de Inspeção Vegetal da Adepará, que detectou no município de Juruti, um foco do ácaro vermelho das palmeiras.

Segundo a fiscal, Carla Corrêa, o ácaro vermelho não traz perigo para a saúde humana, e sim à produtividade, por isso é fundamental a detecção dela. “Embora minúscula, a praga é facilmente identificada a olho nu, pela sua cor vermelha intensa, nas partes de baixo dos folíolos dos coqueiros, especialmente onde já estão amareladas. No entanto, é mais fácil com uso de lupa de bolso de pelo menos 10 vezes de aumento", disse.

Para prevenção da praga, Carla recomenda o manejo integrado com diversas medidas complementares. O ácaro pode se disseminar por outros plantios através da atividade humana, pelo transporte de material vegetal infestado, uso de implementos agrícolas e circulação de pessoas.

A praga ataca palmeiras como coqueiro, açaí, buriti, pupunha, palmeira-areca, e também bananeira e plantas ornamentais (heliconiáceas e strelitziáceas). Os sintomas de ataque do ácaro são o amarelecimento severo e ressecamento das folhas, levando à redução considerável da produtividade.

As ações de reconhecimento ocorrerão primeiramente nos municípios de Cametá, Mocajuba, Igarapé Miri, Limoeiro do Ajuru, Concórdia do Pará, Moju, Tailândia, Acará, Tomé Açu, Portel, Curralinho, São Sebastião da Boa Vista, Muaná e Ponta de Pedras, dentre outros onde houver a necessidade.