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23/05/2019 - 12:15
A Agência de Defesa Agropecuária do Pará (Adepará) criou um grupo de trabalho, formado por técnicos especializados, para trabalhar no reconhecimento, na prevenção e no combate as pragas por meio de articulação e implementação de ações emergenciais de vigilância e defesa fitossanitária na ocorrência de emergências. Para isso, houve a necessidade de atualização da equipe visando o fortalecimento das ações do Programa Estadual Fitossanitário da Cultura da Soja, que já atua desde 2006, e cuja ideia principal é trabalhar para evitar prejuízos econômicos causados por pragas que atacam as lavouras de soja. As informações são do gerente de Programas de Pragas de Importância Econômica, da Adepará, Rafael Haber.
 
A portaria número 1706/2019 foi publicada na quarta-feira (22), no Diário Oficial do Estado, e leva em conta, dentre outros aspectos, a importância da cultura da soja em território paraense. A chamada sojicultura é bastante expressiva e cresce em várias microrregiões do Pará. Oficialmente o grupo se chama Equipe Estadual de Emergência Fitossanitária da Cultura da Soja, EEFCS. Sua prioridade é o atendimento às suspeitas e focos de Ferrugem Asiática da Soja, de nematoides da soja, de Helicoverpa armigera, de Amaranthus palmeri, além de outras pragas de importância para a cultura da soja. 
 
Outro trabalho que o grupo vai desenvolver é o estímulo à participação dos produtores rurais, visando a conscientização e participação nas ações fitossanitárias da cultura da soja. “O grupo de trabalho foi criado principalmente para atuar nas situações de emergências e defesa fitossanitárias, na organização das ações de vigilância e educação sanitária, a fim de assegurar o completo restabelecimento da normalidade produtiva”, complementa Nelson Masayuki Futatsumori, diretor de Defesa e Inspeção Vegetal da Adepará. 
 
Todo o cuidado se explica: o estado do Pará, face ao interesse de produtores rurais, vem crescendo sua área plantada a cada safra, e se constituiu em nova fronteira agrícola na produção de grãos. Resultados preliminares do Censo Agro 2017 mostram que a expansão da soja foi de 1.750%, entre 2006 e 2017. Além do que, a soja é a commodity agrícola mais exportada do Pará. 
 
São vários os municípios onde é forte a cadeia produtiva no Estado, como os município de Paragominas, Dom Eliseu, Ulianópolis, Rondon do Pará, Santarém, Mojuí dos Campos, Santana do Araguaia e outras cidades como Belterra, Santa Maria das Barreiras, Redenção, Conceição do Araguaia, Novo Progresso e Tailândia. 
 
O que é a ferrugem asiática?
 
É causada por um fungo cujo nome científico é Phakopsora Pachyrhizi. Começa aparecendo como pontos mais escuros no tecido das folhas. Depois a torna amarelada. Por isso o nome "ferrugem". Os danos na lavoura podem ser consideráveis e também elevado o custo para a aplicação de agrotóxicos.Para sobreviver, o fungo precisa que a planta esteja viva para completar o seu chamado ciclo vital. Nisso foi criado o Vazio Sanitário, que é quando há a total ausência de plantas vivas de soja. Quem fiscaliza esse Vazio Sanitário é a Adepará.