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30/12/2019 - 17:30
 

A Agência de Defesa Agropecuária do Estado (Adepará) chega ao fim de 2019 apostando no planejamento e execução de projetos que garantam a sanidade e qualidade da produção agropecuária e, dessa forma, fornece suporte para o desenvolvimento sustentável e competitivo do agronegócio no Pará. Colhe, assim, os frutos positivos de ações baseadas na inovação tecnológica e qualificação profissional de seus servidores, espalhados por todo o Estado. 

Os técnicos da Adepará começaram e terminam o ano vencendo desafios. Um dos primeiros foi um possível "fechamento" do Estado para a exportação de frutas, logo em janeiro, por causa da ameaça da mosca da carambola. A partir de uma força-tarefa solicitada pelo governador Helder Barbalho, e que envolveu, além da Adepará, a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (Sedap), a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater) e a Federação da Agricultura e Pecuária do Pará, um trabalho intenso foi feito e a ameaça superada. Hoje, o Pará produz know how sobre o assunto.

Prova disso é que esse conhecimento já foi apresentado até mesmo no exterior: a engenheira agrônoma Gabriela Cunha, fiscal estadual agropecuária, representou a Adepará e participou de um treinamento para 23 servidores do Ministério da Agricultura, Pecuária e Pesca do Suriname (LVV), em Paramaribo. Os participantes receberam o certificado de conclusão da capacitação para controle e erradicação da mosca da carambola das mãos do embaixador do Brasil no Suriname, Laudemar Aguiar, e do titular do LVV, ministro Rabin Parmessar. 

Vacinação contra a febre aftosa e brucelose supera metas da OIE

Vacinar o rebanho contra a febre aftosa e brucelose é obrigação do produtor rural e, assim, garantir alimentos de qualidade na mesa do consumidor. Em 2019, o trabalho feito pela Adepará manteve o Estado tranquilo quanto a isso. Houve campanhas no primeiro e segundo semestres.

"Nosso plano é sempre alcançar 100% do rebanho protegido, bem como em propriedades rurais. O estado do Pará sempre supera a meta estipulada pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), que é de 90% de proteção em animais e propriedades, para áreas livres de febre aftosa com vacinação. Nossos alcances sempre são acima de 98%". George Santos, médico veterinário e gerente do Programa Estadual de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa.

Açaí, farinha e queijo avaliados em alto nível de qualidade 

O Pará é o maior produtor nacional de açaí e, buscando potencializar cada vez mais essa excelência, o diretor-geral da Agência, Geovanny Farache Maia, anunciou a implantação da Guia de Trânsito Vegetal do Açaí nos municípios do Marajó e Baixo Tocantins, polos centrais de produção do fruto no Pará. A meta é levantar dados gerais sobre a cultura e, dessa forma, obter informações que auxiliem na elaboração de políticas públicas. Com a implantação da GTV, prevista para abril de 2020, serão gerados dados de rastreabilidade que identifiquem produtores e meçam as áreas plantadas. 

Como forma de incrementar a cadeia produtiva da mandioca, uma caravana percorreu 16 municípios do Estado. Os técnicos foram a Capanema, Salinópolis, Santa Luzia do Pará, Viseu, São João de Pirabas, Bragança e outras 10 cidades para certificar as farinhas paraenses como produtos regionais e, por tabela, preservar seu patrimônio cultural e econômico. Beneficiamento, aprimoramento, certificação e registro estadual necessário para a comercialização do produto foram alguns dos tópicos abordados nas visitas.  

Fechando o tripé alimentação, o queijo do Marajó, premiado em nível internacional, e que está sendo servido nas escolas da rede municipal de ensino de Soure, na Ilha do Marajó, ganhou excelente avaliação dos experts da Adepará. Trata-se de um certificado que atesta sua qualidade. E, com o registro, é possível comercializar o produto em todo o Estado e até mesmo participar de concursos pelo mundo afora. É feita uma inspeção na categoria artesanal (fabricação diária nunca acima de mil litros de leite) para dar origem a alimentos sólidos. Os técnicos orientam os produtores com visitas técnicas in loco e palestras, e a produção segue as normas previstas em lei. Resultado: o consumidor final recebe um alimento com ainda mais qualidade.

Aposta na inovação e maior interação com os usuários de serviços 

Com o status de unidade administrativa permanente, subordinada diretamente à Diretoria Geral, e com esfera de atuação no setor técnico, operacional e em todas as unidades administrativas da instituição, a Ouvidoria foi implantada esse ano na Adepará, que, por sua vez, aderiu à Rede Nacional de Ouvidorias. Agora, a interação da Agência com o público ficou ainda mais acentuada, por meio de pedidos de informações, reclamações, denúncias e elogios, que podem ser feitos pelo cidadão presencialmente, na sede da instituição, ou por meio de telefone e e-mail.

O investimento em tecnologia, a capacitação de servidores e o diálogo franco e aberto com a cadeia produtiva nortearam as ações da Adepará esse ano.

"Buscamos estimular o mercado e dar suporte para que o produtor se fortaleça e gere empregos e, consequentemente, renda. Trabalhamos muito para, cada vez mais, alavancar a cadeia produtiva desse Estado tão rico que é o Pará". Geovanny Farache.

185 certificados e registros emitidos em seis meses

Nos últimos seis meses, a Adepará emitiu 185 certificados e registros. A média é de um a cada 24 horas. Trata-se de cadastros de empreendimentos que trabalham com o comércio de sementes e mudas, registros de estabelecimentos que atuam na venda de suco de frutas, além de produtos e subprodutos da mandioca. 

Outros dos documentos concedidos focam em empresas de beneficiamento de pescado e produtos de pescado, registros de fábricas de laticínios, dentre outras categorias. "Esperamos dinamizar o acesso aos serviços da Adepará de forma cada vez menos burocrática e mais rápida. Desse modo, queremos contribuir com o acesso de novos produtos no mercado local, fomentando a identificação geográfica em todo estado do Pará", informa Maia.

O projeto desenvolvido na Adepará está diretamente alinhado aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU) 08 e 09, que preconizam, respectivamente, "trabalho decente, inclusivo e crescimento econômico sustentado", além da construção de "infraestrutura resiliente, promoção da industrialização inclusiva e sustentável, e fomento da inovação".

 

*Publicado originalmente emhttps://agenciapara.com.br/noticia/17158