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30/08/2017 - 10:15

O município de Floresta do Araguaia, no sul do Pará, é o maior produtor nacional de abacaxi. Com esse status, o controle de doenças e pragas que podem atacar a produção dessa cultura é fundamental. Nesta terça-feira (29), a Agência de Defesa Agropecuária do Pará (Adepará) realizou no município de São João da Ponta, na região nordeste, palestra para cerca de 70 produtores rurais sobre fitossanidade do abacaxi e uso correto e seguro de agrotóxicos.

Segundo Mauro Fadul, responsável técnico pelo Programa Fitossanitário do Abacaxi na Adepará, o objetivo da palestra foi orientar os produtores para a detecção de pragas e doenças na região. “Temos que alertar o produtor sobre os cuidados que deve ter com o plantio. Essas pragas causam perda econômica, e para diminuir essas perdas temos que trabalhar a prevenção por meio do conhecimento técnico repassado para eles. Isso vai gerar uma produção maior, com mais qualidade e, consequentemente, gerar uma renda maior para sua família”, informou Mauro Fadul.

O clima e o solo são favoráveis ao desenvolvimento da cultura, além da grande disponibilidade de áreas apropriadas ao cultivo do fruto, com produtividade média superior à nacional. Além de Floresta do Araguaia, os municípios de Conceição do Araguaia, também no sul, e Salvaterra, no Arquipélago do Marajó, aparecem entre os maiores produtores de abacaxi no Pará, que tem uma produção atual de 372 milhões de frutos.

Outros polos - Ainda segundo o técnico da Adepará, essa foi a primeira palestra, de um ciclo que será promovido em outros municípios. “Tivemos um bom retorno com a palestra que realizamos aqui. Percebemos que tiramos muitas dúvidas dos produtores e conseguimos atingir nossa meta no município, que era alertar sobre essas doenças e ajudá-los a identificá-las. Com certeza, vamos realizar em outros polos dessa cultura”, ressaltou Mauro Fadul.

Há 7 anos, Izaque Neves largou o emprego no comércio e resolveu produzir abacaxi em São João da Ponta. “Percebi que poderia gerar uma renda maior para mim, assim como ter mais qualidade de vida. Hoje, vivo apenas da produção dessa fruta, e ganho muito melhor do que antes quando trabalhava no comércio. Agradeço o empenho da Adepará em fazer essa palestra, que foi fundamental para tirar muitas dúvidas dos produtores dessa região”, disse Izaque.

As palestras foram ministradas pela pesquisadora Aloyséia Noronha, da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária); pelo professor Marco Aurélio, da Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra), e pelo técnico Leônidas Castro, da Adepará.

A legislação, o uso de agrotóxicos, a obrigatoriedade do uso de Equipamento de Proteção Individual (EPI) e a devolução de embalagens vazias de agrotóxicos foram alguns dos assuntos mais questionados pelos produtores. “O produtor deve devolver a embalagem vazia à revenda onde foi adquirida ou ao posto de recebimento, tendo duas opções para não deixar essa embalagem no campo. Assim, estamos contribuindo para que tenhamos um campo limpo de agrotóxicos”, reiterou Leônidas Castro, que ministrou palestra sobre uso de agrotóxicos.