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20/02/2019 - 14:45

Agência de Defesa Agropecuária do Pará investe em ações para livrar estado da ameaça da mosca da carambola e garantir a exportação de frutas.

 
Manter a fronteira paraense aberta para a exportação de frutas. Esse é um dos principais desafios da Agência de Defesa Agropecuária do Pará (Adepará). Atual diretor-geral do órgão, o engenheiro agrônomo Lucivaldo Moreira Lima, corre contra o tempo para garantir o estado como área livre da mosca da carambola até o próximo dia 31 de março. 

O prazo foi negociado diretamente com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) depois que a gestão passada deixou de cumprir várias metas estabelecidas pelo órgão federal para o controle da praga que ataca pelo menos 30 variedades de frutas, prejudicando a comercialização e, principalmente, a exportação da produção. 

“Nessa função específica de impedir o avanço da mosca-da-carambola, encontrei a Adepará numa situação bastante deficitária, com o Ministério da Agricultura impondo barreiras ao Pará como medida de proteção da fruticultura brasileira”, contou. 
Cumprir as condicionantes do Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), segundo Lima, representa assegurar uma movimentação de pelo menos R$ 250 milhões na economia do estado, além da manutenção de postos de trabalho e geração de renda impulsionadas pela fruticultura no estado. 
“Quando assumimos a perspectiva era de fechamento do estado (ou seja, Pará não poderia exportar nenhum tipo de fruta). Então tivemos de atuar rapidamente para controlar a crise”, explica.

Uma das primeiras medidas da atual gestão foi conseguir prorrogar o prazo - que encerraria no início do ano - para implantar as ações necessárias para conter o avanço da mosca da carambola, que hoje já está presente no estado do Amapá, oriunda principalmente da Guiana Francesa. 
“Por mais que a gente se esforce ainda teremos o problema da fronteira com o Amapá, por isso estamos empenhados também em apoiar o Governo do Amapá a controlar a situação. Outro ponto igualmente importante é pedir ao governo brasileiro que converse com os governos dos países limítrofes aqui ao Norte”, recomenda. 

 

AÇÕES 
A Adepará trabalha em parceria com o Mapa, Emater, Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Federação da Agricultura do Estado do Pará (Faepa), Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA) e produtores rurais, além do próprio Governo do Amapá, para traçar estratégias de combate à mosca da carambola.

Entre as medidas já adotas está a retomada da fiscalização em pelo menos 180 pontos do estado, que, segundo Lima, estava prejudicada pela falta de policiamento nos postos de fiscalização. “Nossos fiscais tinham dificuldade de parar um caminhão durante a noite, por exemplo, sem ter policiamento. Mas esse suporte já está garantido.” 
 

Além da fiscalização nas estradas, portos e embarcações também são alvos. O objetivo é evitar o transporte de frutas que possam conter larva do inseto para regiões livres da mosca da carambola. “Temos um fluxo migratório muito grande entre Pará, Amapá, Marajó... em que as pessoas tradicionalmente carregam frutas, seja como presente ou para a própria alimentação. O problema é que essa fruta, que está dentro da sacola, pode ter larva da mosca. O que nós precisamos, também, é de um nível de consciência entre essas pessoas para que evitem esse costume sob pena de a nossa economia ser fortemente prejudicada”, alerta o diretor-geral da Adepará. 
 

A Agência investe também em ações educativas, com palestras, treinamentos e capacitações nos municípios do interior do estado, além da divulgação de materiais como cartilhas, folderes e vídeos, que alertam, orientam e esclarecem sobre os perigos da mosca da carambola, além de prevenção e formas de combater a praga.