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30/11/2018 - 10:15

 

 

A 50º edição do Encontro Ruralista aconteceu nos dias 27 e 28 de novembro, no auditório do Palácio da Agricultura, em Belém. O evento proporcionou um momento para debater os desafios do agronegócio paraense, e encontrar soluções para o Estado do Pará deslanchar sua produtividade, sustentabilidade, riqueza e segurança rural.  Participaram do encontro, delegados representantes de 134 Sindicatos Rurais, coordenadores de Núcleos Regionais, diretores, técnicos, palestrantes e autoridades do segmento. 

 

O diretor geral da Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará – (Adepará), Luiz Pinto e parte de sua equipe técnica participaram da abertura do encontro na terça-feira, 27, e apresentaram as principais ações realizadas pela Adepará na área de defesa e controle da praga da Mosca Carambola e do vírus da febre aftosa, temas que merecem atenção no cenário atual no Estado do Pará.

 

Durante o Encontro, a Agência de Defesa Agropecuária do Pará – Adepará apresentou o Plano de Trabalho do Programa de Erradicação da Mosca da Carambola no Estado do Pará que faz um  zoneamento, com as delimitações dos status fitossanitários para a mosca da carambola, estabelecendo três zonas para o controle e vigilância da praga.  “Com esta zonificação, a Adepará em ação conjunta com o MAPA pretendem erradicar a Mosca da Carambola do território paraense”, explica Luiz Guamá - Gerente de Pragas Quarentenárias da Adepará.  

 

 Na oportunidade foi divulgado aos participantes a notícia da liberação da área de quarentena dos produtores de frutos hospedeiros que estavam impedidos de serem comercializados para fora do Estado. A liberação do trânsito dos frutos hospedeiros foi uma conquista da Adepará após a apresentação de um novo plano de trabalho atendendo as exigências do Ministério da Agricultura e Pecuária - MAPA, com isso respaldados na resolução do MAPA, nº 6, de 23 de novembro de 2018, o Estado do Pará encontra-se aberto para a comercialização dos  21 frutos hospedeiros da Carambola.   

 

 A praga Bactrocera carambolae, conhecida como Mosca da Carambola, é originária da ilha de Java, na Polinésia, e foi introduzida no continente americano provavelmente por via aérea espalhando-se pelo Suriname, Guiana Francesa e tingindo o Brasil, via Estado do Amapá, em 1995. A Mosca da Carambola ataca diversas frutas, ditas hospedeiras da praga, cerca de 21: Abiu, Acerola, Ajuru, Ameixa-roxa, Amendoeira, Araça Boi, Biribá, Caimito, Carambola, Cutite, Fruta-pão, Goiaba, Goiaba-araça, Gomuto, Jaca, Jambo roa, Jambo d’água ou Jambosa, Jambo amarelo, Jambo vermelho, Jujuba ou Maçã de pobre, Jujuba chinesa, Laranja da terra, Laranja amarga, Laranja caipira, Laranja doce, (Citrus sinensis), Limão cayena, Bilimbi, Carambola amarela, Manga, Lurici ou Muruci, Pimenta de cheiro, pimenta picante ou Pimenta do diabo, Pitanga vermelha, Sapotilha ou Sapoti, Tangerina, Mexerica, Mandarina, Bergamota, Poncã, Tapereba, Cajá mirim, Cajá, Tomate, Toronja e Bacupari.

 

Outro assunto relevante apresentado no Encontro Ruralista foi  a retirada da vacinação contra a febre aftosa do Estado do Pará prevista para 2020.  "No Estado do Pará não há registro de casos de febre aftosa há 14 anos. No entanto, é necessária a intensificação e a incessante vigilância por parte da Adepará e do produtor para garantir a saúde do seu rebanho, para que as investigações e diagnósticos sejam satisfatórios e nos dê a certeza de que não há febre aftosa, mesmo sem vacinação", esclarece George Santos, Gerente do Programa Estadual de Erradicação da Febre Aftosa da Adepará.

 

A meta é de que no primeiro semestre de 2020, a vacinação contra a febre aftosa seja totalmente retirada do Estado do Pará, mas para isso, há vários critérios a serem seguidos e metas a serem alcançadas, passando por auditorias do MAPA como forma de avaliação. Uma equipe de trabalho envolvendo órgãos, entidades e setor produtivo, já foi montada para que os resultados sejam alcançados após avaliação do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.  "Estamos fazendo um trabalho integrado  para tirarmos a vacinação contra a febre aftosa no Estado do Pará, e a idéia é que até 2022  o Brasil inteiro esteja livre como um todo da obrigatoriedade da vacinação", esclarece Luiz Pinto, diretor geral da Adepará.