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28/08/2018 - 10:00

O Chile, um dos principais mercados consumidores da carne brasileira, está de olho na importação de carne paraense. Em visita ao Pará nesta segunda-feira, 27, o chefe de sanidade animal da Divisão de Proteção da Pecuária do Chile, José Rodrigues, reuniu com a equipe da Agência de Defesa Agropecuária do Pará (Adepará) para conhecer o serviço de defesa sanitária executado pela Agência.

O Pará tem o maior rebanho bubalino e é o 5º maior rebanho bovino do Brasil. Atualmente, o Estado exporta carne para Hong Kong, Egito, Emirados Árabes e Rússia, com mais de 200 mil toneladas de carne exportadas em 2017. Para o diretor geral da Adepará, Luiz Pinto, a abertura de mercado com o Chile vai atrair outros negócios para exportação da carne paraense.

“O Pará, em relação aos grandes rebanhos do país, é único estado que ainda não está credenciado a operar com países da união europeia. Acreditamos que essa abertura com o Chile vai nos dar condições de acessar esses mercados, e isso vem exatamente no momento que o Pará está 100% livre de febre aftosa com vacinação”, destacou Luiz.

Ainda segundo Luiz, a visita do representante do Chile é extremamente importante para a pecuária paraense, pois vai dar uma melhor classificação para a carne produzida no Estado. “É uma possibilidade de alcance aos mercados que até então o Pará não conseguia acessar. O Chile é um parceiro diferenciado na aquisição da carne, por ser um país que exporta direto para a União Europeia e abre um acervo de possibilidades para o Pará”, completou.

Durante a reunião, a equipe da Adepará apresentou os serviços executados pela Agência nos municípios paraenses e como funcionam as ações de defesa sanitária que permitem que o Pará alcance novos mercados.

Segundo José Rodrigues, chefe da Divisão de Proteção da Pecuária do Chile, a decisão de conhecer o sistema de defesa sanitária da pecuária paraense foi tomada após o Estado receber, no mês de maio, a certificação internacional de livre da aftosa com vacinação. “O objetivo é verificar a situação do Estado como livre de febre aftosa com vacinação e seu sistema de defesa sanitária. Para começarmos a importar a carne, passamos por várias etapas. A primeira é a visita a campo para verificar as condições. A próxima é a habilitação por planta exportadora”, explicou José.

Ao final da reunião, o representante do Chile elogiou o serviço de defesa sanitária executado pelo Estado e deu continuidade ao trabalho com visita as unidades da Adepará em Xinguara e Paragominas, municípios escolhidos pelo Chile para importar carne. “Vamos conhecer de perto como funciona o serviço veterinário da Adepará nessas cidades, onde temos interesse de importar carne. Xinguara e Paragominas têm plantas industriais dinâmicas e modernas e com possibilidade de trabalhar com a exportação de grandes quantidades de carne”, concluiu José Ferreira.