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19/11/2018 - 12:00
A meta é suspender a vacinação contra a febre aftosa no Estado do Pará em 2020
  
 Em cumprimento as diretrizes do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento- MAPA, e da Organização Mundial de Saúde Animal-OIE, que definem a metodologia e critérios para a retirada da vacinação contra a febre aftosa no Brasil. Foi criada uma equipe gestora no estado do Pará, através da Portaria 1418 de 28/05/2018, com representantes da cadeia produtiva de todo o Estado e com técnicos dos órgãos envolvidos na defesa animal e setor produtivo com objetivo de planejar e monitorar a execução, bem como realizar avaliação das operações previstas no Plano Estratégico 2017-2026.
 
 Sob coordenação da Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (Adepará), foi realizada na manhã desta terça-feira dia 13/11, na sede da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Pará –FAEPA, a primeira reunião para expor o plano estratégico aos membros da equipe gestora, bem como mostrar os resultados das primeiras atividades de vigilância, cadastramento, atualização cadastral e georreferenciamento dos estabelecimentos rurais na divisa do Pará com o Mato Grosso, realizado pela ADEPARÁ e pelo Instituto de Defesa Agropecuária do Estado do Mato Grosso – INDEA.
 
Esse mapeamento é imprescindível para delimitarmos as áreas entre os Blocos II (ao qual o Pará faz parte, juntamente com AP, AM e RR) e o Bloco IV (MT, TO, GO, DF, MG e MS), pois o bloco II suspenderá a vacina em 2020 e o bloco IV em 2021, não sendo possível o trânsito de animais (susceptíveis a Febre Aftosa) do Bloco IV para o II, durante esse período, sendo necessário a criação de medidas de fiscalizações mais intensas, bem como Postos de Fiscalização Agropecuária nas divisas do PA com MT e TO.
O plano estratégico detém as ações e a metodologia que será adotada para suspender a exigência da vacinação contra a febre aftosa no Pará e no Brasil, obedecendo a um cronograma já publicado.  A meta é de que no primeiro semestre de 2020, a vacinação seja totalmente retirada, mas para isso, há vários critérios a serem seguidos e metas a serem alcançadas, passando por auditorias do MAPA como forma de avaliação. Na reunião de instalação da equipe trabalho foram apresentadas   as exigências a serem cumpridas por cada órgão, entidades e setor produtivo, e definida a divisão de tarefas para que os resultados que serão avaliados pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento sejam alcançados.  
 
"No Estado do Pará não há registro de casos de febre aftosa há 14 anos. No entanto, é necessária a intensificação e a incessante vigilância por parte da ADEPARÁ e do produtor para garantir a saúde do seu rebanho, para que as investigações e diagnósticos sejam satisfatórios e nos dê a certeza de que não há febre aftosa, mesmo sem vacinação", esclarece George Santos, Gerente do Programa Estadual de Erradicação da Febre Aftosa da ADEPARÁ. Os trabalhos de cada componente da equipe gestora e de todo o corpo técnico da ADEPARÁ serão avaliados durante auditorias previstas para 2019, pelo MAPA, para que a meta da retirada da vacina seja alcançada, o que vai representar enormes benefícios ao segmento produtivo da pecuária do Pará, afirma George. 
 
O Estado do Pará tem o quinto maior rebanho bovino do Brasil, com mais de 21 milhões e 200 mil cabeças.  Possui o rebanho mais comercial do Brasil, além do maior rebanho bubalino do Brasil com cerca de 400 mil cabeças.  Por isso, muitos países têm interesse em comercializar animais, produtos e subprodutos, mas querem comprar de quem já não vacina mais, é uma exigência de mercados como Japão, União Européia, Canadá, EUA e outros.  A equipe gestora do   plano estratégico é composta por representantes da ADEPARÁ, SFA/MAPA, EMATER, FAEPA, SEDAP, CRMV, SINDICARNE, SINDICORTE e ABEG, e já tem data da próxima reunião, prevista para dezembro de 2018.