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05/10/2017 - 08:45

Um novo censo agropecuário foi iniciado em todo o Brasil pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), voltado à atualização dos dados por meio de um sistema de coleta com uso de GPS. O trabalho começou no dia 1° de outubro e será encerrado no dia 28 de fevereiro de 2018, fazendo uma radiografia do setor agropecuário de todo o país.

O último censo foi realizado há 10 anos, e agora o IBGE conta com a participação dos proprietários de estabelecimentos no campo e as instituições na pesquisa, com o slogan “Vamos abrir as portas para o Censo Agro”.

No Pará, o IBGE terá a parceria do governo do Estado, que vai disponibilizar as plataformas de trabalho em todos os 144 municípios, o apoio técnico e o repasse das informações da base de dados para os órgãos governamentais.

A Secretaria de Estado de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (Sedap), que coordena as políticas e diretrizes para o crescimento sustentável e o fortalecimento das atividades agrícolas, pecuárias, pesqueiras e aquícolas no Pará, será uma das parceiras na realização do censo.

Exportação - O titular da Sedap, Giovanni Queiroz, considera a pesquisa fundamental para o planejamento das ações do Estado na produção rural. “É importante que os órgãos afins estejam comprometidos com esse trabalho, que vai favorecer o aumento da produção de alimentos no país e gerar excedente para exportação. Para isso, precisamos conhecer as vocações regionais para as diversas modalidades da produção”, acrescentou Giovanni Queiroz.

O secretário enfatizou que o Censo Agropecuário vai levantar não só o que o Pará produz, mas também o número de áreas tituladas, de propriedades regularizadas, famílias assentadas e de projetos executados pelo Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária). “O engajamento das instituições governamentais neste sentido facilitará as ações que vão proporcionar o desenvolvimento sustentável em cada região do país” concluiu.

Desenvolvimento - A Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Pará (Emater), que atua diretamente com agricultores em todo o Estado na execução da política de Ater (assistência técnica), também apoiará o processo de coleta e compartilhamento de informações, para compor o sistema de dados e das estatísticas que formatarão o perfil do setor primário.

 “A sistematização da estatística local de produção agrícola exige preparação constante, e vem ocorrendo previamente à realização do censo. É um trabalho que inclui etapas, nas quais os dados são levantados e confirmados, a fim de retratar o mais fielmente possível a realidade rural. É uma ação que ocorre com a parceria dos produtores rurais, condição importante para a concretização dos trabalhos no campo”, explicou Ozias Aquino, coordenador de Planejamento da Emater.

Para Luiz Pinto, diretor geral da Agência de Defesa Agropecuária do Pará (Adepará), o levantamento é muito importante para o segmento rural porque vai fortalecer a sanidade animal e vegetal. “Não tem como pensar em desenvolvimento agropecuário sem incluir a questão da sanidade e qualidade do produto. Hoje, o mercado exige um alto padrão de qualidade, e quem não se enquadrar não tem como produzir. Os programas de defesa sanitária trabalham não só com doenças, mas também com padrão qualitativo voltado para o consumidor”, destacou Luiz Pinto.

Sustentabilidade - No contexto nacional, o Pará se destaca como uma das principais fronteiras agrícolas do país. É o maior produtor brasileiro de cacau, açaí, mandioca e dendê. Possui o 4º maior rebanho bovino do país, com 21 milhões de cabeças, e a maior população bubalina, com cerca de 510 mil animais. Esses números favorecem os segmentos de carne e leite. Na área de mineração, o Pará é o 2º maior produtor nacional de minério de ferro, e registrou o terceiro maior saldo na balança comercial em 2016, atrás de Minas Gerais e Mato Grosso.

A Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas (Fapespa) será mais uma instituição a contribuir para o Censo Agropecuário do IBGE, com a publicação Barômetro da Sustentabilidade de Municípios do Estado do Pará, composta de análises socioeconômicas e ambiental, que apontam o nível de sustentabilidade das regiões.

O presidente da Fapespa, Eduardo Costa, informou que “as ferramentas que viabilizem a mensuração e a análise do desenvolvimento sustentável tornam-se necessárias, uma vez que integram um número considerável de informações advindas de uma pluralidade de áreas de conhecimento, possibilitando uma visão mais ampla da realidade”. (Colaboração das assessorias da Emater, Adepará e Fapespa).

Agência Pará