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26/05/2017 - 12:15

Cerca de 110 fiscais, entre médicos veterinários e engenheiros agrônomos, estão hoje habilitados em várias regiões do Pará para fazer o trabalho de educação sanitária, atividade de grande importância que procura sensibilizar, conscientizar e motivar as comunidades rurais e urbanas para o controle e/ou erradicação da doença dos animais e vegetais. No Estado, as ações são desenvolvidas pela Agência de Defesa Agropecuária do Pará (Adepará), por meio da Gerência de Educação Sanitária e Comunicação (Ges).

Em 2016, quase oito mil ações foram realizadas em todo Estado do Pará, 65% delas referentes à área animal, sendo a febre aftosa, e a brucelose e tuberculose os principais assuntos abordados. “A febre aftosa é um dos assuntos mais abordados entre as ações de educação sanitária, com 5.256 atividades realizadas”, diz a gerente da Ges, Alice Thomaz.

A ideia é disseminar, construir e assimilar conhecimentos, por parte dos diversos atores das cadeias produtivas e pela população em geral, relacionadas com a saúde animal, sanidade vegetal e qualidade dos produtos, subprodutos e insumos agropecuários, contribuindo para uma atividade agropecuária e agroindustrial sustentável no Pará. “É essencial alcançar todos aqueles que participam dos processos produtivos do agronegócio e estender para aqueles que produzem, trabalhadores rurais, como também para toda a sociedade, incluindo consumidores, comerciantes, lideranças e escolas”, destaca Alice.

“Tem importância fundamental na execução dos programas sanitários e fitossanitários trabalhados pela Adepará. O esclarecimento do produtor rural, quanto às enfermidades, pragas dos vegetais, inspeção de produtos e subprodutos de origem animal e vegetal, é de vital importância para que ele sirva de aliado estratégico na realização das atividades de defesa e inspeção agropecuária”, complementa a gerente da Adepará.

Parceria com o produtor – Além dos 112 fiscais agropecuários habilitados, qualquer servidor da Adepará que domine determinado assunto pode fazer esclarecimentos ao produtor rural ou ao cidadão. O agente de fiscalização agropecuária Lélio Tomaz Santos, da Adepará de Goianésia do Pará, que possui cerca de 250 mil cabeças de gado, é um servidor que não perde a oportunidade de elucidar dúvidas ou conversar com o produtor sobre como evitar doenças e pragas.

“Aproveito que o produtor vem até a Adepará tirar um Guia de Trânsito Animal (GTA), por exemplo, ou durante o período de comprovação de vacina, em que a unidade fica lotada, para fazer esclarecimentos. Informação nunca é demais. Não existe outro meio de sensibilizar o produtor sobre a importância da defesa e da sanidade dos animais e vegetais se não for pela educação sanitária”, acredita. No escritório, os banners que ilustram resumidamente sobre as doenças, formas de prevenção e combate, por exemplo, já servem de ferramentas de trabalho para Lelio, conta ele.

“Procuro falar uma linguagem que se aproxime da realidade daquela pessoa. Às vezes, não adianta falar em nomes científicos porque pode confundir o cidadão, sobretudo, quem não tem muito estudo, e ele pode acabar não absorvendo a informação. Usamos palavras que se adaptam a realidade de cada um. Os assuntos são os programas sanitários da Adepará, ou seja, febre aftosa, raiva, brucelose e tuberculose, peste suína clássica, anemia infecciosa equina, mormo, entre outros”, diz. “Não só eu, como o veterinário Dorgival Roberto, costumamos ser contundentes e, às vezes, até radicais com determinados assuntos, para que o produtor compreenda a importância de cuidar dele e dos animais, e o risco que ele corre”.

Alice Thomaz acredita que a metodologia usada por Lelio é uma das formas de envolver o produtor, vendo-o como um colaborador. “Porém, para ocorrer a educação não basta apenas distribuir panfletos ou dar uma orientação. Precisamos estar juntos, pois para que ocorra a comunicação entre nós, técnicos, e a sociedade em geral, é preciso ter interesse e persistência para criar um canal de comunicação, levando em consideração várias questões, entre elas, o condicionamento sociocultural. Somente a  partir da identificação dos graus de conhecimento, atitudes e comportamentos de uma população, frente a um determinado problema sanitário, diagnosticado e dimensionado, é que poderemos elaborar e desenvolver ações educativo-sanitárias em apoio às ações de defesa sanitária”, afirma.

O fiscal Nivaldo Lima, da Adepará de Capanema, também busca essa aproximação junto ao produtor, por meio da educação sanitária em sua região. Reunir produtores de uma comunidade rural para uma palestra e aproveitar as visitas às fazendas para também conversar com o trabalhador do campo são as algumas das atividades. “Fazer vigilância epidemiológica e ainda tratar o cadastro junto a Agência como muito importantes são fundamentais e prioritários, além de acompanhar o estado dos animais, saber se apresentam alguma sintomatologia. Ou seja, não basta, realizar a ação em si, é preciso acompanhar o desenrolar do que foi ensinado ao produtor rural”, diz.

Para Alice, o produtor é um componente-chave para a implementação e sucesso dos programas da Adepará. Para isso, é necessário atraí-lo. “Somente através do conhecimento e compreensão da importância do controle de determinadas doenças e pragas para a proteção de seu rebanho e/ou para a proteção de sua própria saúde e de sua família e/ou proteção de sua lavoura, o produtor rural poderá sentir-se responsável pelo cumprimento dos objetivos sanitários”, complementa a gerente da Adepará.

Principais projetos educativos desenvolvidos pela Adepará:

- Projeto Pará Todo Livre de Aftosa

- Projeto Pará Avançando no Controle da Brucelose e Tuberculose

- Projeto Pará livre de Peste Suína Clássica

- Projeto Uso Correto de Agrotóxicos

- Projeto de Erradicação da Mosca da Carambola

- Vazio Sanitário da soja, adote essa ideia

- Projeto Ácaro Vermelho das Palmeiras

- Projeto Educando nos Parques

- Projeto Alimentos Seguros e Saudáveis

- Projeto Adepará na Escola

- Projeto Conscientizar para Prevenir