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22/02/2018 - 10:30

Há dois anos trabalhando com a produção de queijo do Marajó, o produtor Alfredo Leal resolveu que era hora de avançar. Procurado pela Agência de Defesa Agropecuária do Pará (Adepará), ele foi orientado a certificar a produção, e assim aumentar as possibilidades de negócios. “Eu já sabia como se produzia o queijo do Marajó, porém minha produção era pequena. A Adepará me procurou para que eu me adequasse às normas de produção e, dessa forma, pudesse comercializar o queijo para todo o Estado. Depois das adequações, estou aqui hoje, recebendo o certificado”, contou Alfredo Leal, proprietário da fábrica “Laticínios Leal”, que recebeu nesta quarta-feira (21), da Adepará, o certificado de empresa artesanal.

O certificado para a produção de queijo foi entregue pelo diretor-geral da Adepará, Luiz Pinto, que destacou a importância da certificação para que o produtor possa expandir a produção. “Para se enquadrar como artesanal, a produção deve seguir critérios, e a Adepará tem a função de auxiliar os produtores a se certificarem. Com isso, ganham eles, que podem distribuir melhor seus produtos, e ganha o consumidor, que tem a garantia de um produto de qualidade”, explicou o diretor-geral.

Ao todo, 37 estabelecimentos considerados artesanais de origem animal estão registrados na Adepará, sendo sete empresas certificadas como produtoras de queijo do Marajó. Os produtos vão de derivados do leite a peixe, camarão, carne de caranguejo, entre outros.

Selo - A Portaria nº 0418/2013 regulamenta a produção do queijo como um produto artesanal, garantindo ao produto um selo que permite a comercialização de forma legal no Estado. Os produtores não precisam mais atender às exigências sanitárias de padrão industrial, bastando se adequar às normas da produção artesanal e às boas práticas firmadas no protocolo, que garante a associação entre segurança alimentar e tradição.

A certificação descreve o processo produtivo do queijo do Marajó e estabelece as normas para os produtores, entre elas a qualidade da água utilizada; o processo de ordenha de animais, já que o queijo é feito a partir do leite de búfala; as condições de higiene dos locais de produção; o transporte e o armazenamento.

À Adepará cabe fiscalizar esses estabelecimentos e produtos, assim como orientar, por meio de visitas técnicas. O objetivo é fazer o produtor se adequar às normas, garantindo à população acesso a um produto de qualidade.

Condição sanitária - A gerente de Produtos Artesanais Animal da Adepará, Glaucy Carrera, ressaltou que a certificação visa garantir que o produtor agregue valor ao produto, e que a população tenha certeza que está consumindo algo de qualidade. “Nosso foco maior não é a quantidade, mas sim a certificação em qualidade. Tudo tem que estar conforme as regras para não gerar nenhum dano aos consumidores. Estabelecimentos que já possuem o registro são vistoriados rotineiramente. Qualquer que seja o produto tem que haver uma condição sanitária satisfatória", acrescentou Glaucy Carrera.

Produtores rurais que tenham interesse em registrar a produção de origem animal, para que possam comercializar legalmente em todo o Pará e atestar a qualidade do produto, devem procurar o escritório da Adepará em seu município ou entrar em contato com a Gerência de Produtos Artesanais Animal, pelo número (91) 3210-1144.