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12/03/2019 - 09:00
Por Redação - Agência PA (SECOM) 23-05-19
 
As médicas veterinárias e fiscais estaduais agropecuárias, Susi Barros e Samyra Alves, servidoras da Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (Adepará) participaram, em Florianópolis (SC), de um Curso de Capacitação em Supervisão de Defesa Sanitária Animal. O evento foi promovido pela Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola local (Cidasc) e aconteceu na semana passada. A meta da formação: capacitar técnicos no quesito realização de atividades desenvolvidas antes, durante a após a supervisão, partindo da preparação anterior à chegada no campo até a elaboração do relatório com o diagnóstico e medidas corretivas a serem adotadas para a situação encontrada.
 
O curso teve a participação de auditores fiscais federais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), que expuseram os vários formatos de auditorias, supervisões e suas metodologias. Por outro lado, definiram o perfil ideal do auditor/supervisor, no trabalho de aquisição de informações para que o serviço veterinário oficial seja feito com efetividade, nas supervisões e auditorias. Dentre os requisitos requeridos estão conhecimento técnico, postura ética e equilíbrio. 
 
"Temos um projeto de curso de formação de supervisores com o perfil definido.  A princípio, o curso está previsto para ser realizado no período de 06 a 09 de agosto próximos. Após a capacitação, teremos um número satisfatório de servidores aptos a desenvolver as atividades de supervisão técnica do serviço de defesa sanitária animal executado pela Adepará, com o objetivo de aferir a qualidade do serviço, identificar pontos a serem aperfeiçoados e propor medidas com essa finalidade", informa Susi Barros.
 
Em outro momento, médicos veterinários da Cidasc, que cuidam de programas sanitários e de outros setores da Defesa Sanitária Animal, apresentaram planilhas. Elas serão usadas como roteiros, em atividades de supervisão nas unidades locais veterinárias, escritórios de atendimento e postos fixos de fiscalização agropecuária. As planilhas englobam desde o conhecimento da legislação de defesa sanitária, os procedimentos técnicos a serem adotados no atendimento a uma suspeita de enfermidade em animal de produção, até a interação do serviço de defesa sanitária animal com outros segmentos do setor agropecuário.
 
Exercício prático - Após os estudos teóricos, as servidoras da Adepará tiveram acesso a um exercício prático, em que a turma, dividida em dois grupos, fez supervisão de forma simulada, em uma unidade local veterinária. A atividade foi a forma de aplicar as orientações da planilha, em nível local, além de fixar as orientações para a correta supervisão.   
 
Na avaliação das servidoras da Adepará, que participaram do curso, a formação foi de grande importância, uma vez que, atualmente, o mercado consumidor está cada vez mais exigente. Isso somado a outro fator: o Plano Estratégico 2017-2026 da Febre Aftosa, do Mapa, que coloca o Pará num momento de transição, onde atualmente está havendo a substituição do uso da vacina trivalente de 5 ml para a bivalente de 2 ml. 
 
Dentro de algum tempo, a vacina que combate a febre aftosa será retirada no Pará e substituída por um maior e mais abrangente trabalho de prevenção. Esse trabalho obedece mudança estratégica, adotada pelo Mapa, para erradicar a doença e, nisso, o setor de Defesa Sanitária Animal da Adepará vai potencializar o acompanhamento, aferição e adoção de medidas corretivas, com finalidade de melhorar a qualidade do serviço veterinário oficial e, consequentemente, expandir a cadeia do agronegócio paraense, nos mercados nacional e internacional. 
 
Segundo o cronograma estabelecido pelo Mapa, em maio de 2020 será realizada a última vacinação contra febre aftosa no Pará. A partir daí, ela não mais será permitida. "Porém, para que possamos retirar a vacina, precisamos de um serviço veterinário oficial robusto e eficiente, e dos setores agroprodutivo, acadêmico, de extensão e de pesquisa trabalhando de forma participativa e integrada ao serviço de defesa sanitária animal. Com responsabilidades compartilhadas e metas a cumprir, definidas no Plano Estratégico 2017-2026, e estando sob acompanhamento e avaliação constante do Mapa, que é o responsável pela autorização da retirada da vacinação no Estado, a tendência é conquistarmos nossos objetivos", complementa a médica veterinária Susi Barros.
 
O que é a febre aftosa?
 
É uma doença infecciosa aguda que deixa o animal com febre. Aparecem em seguida vesículas (aftas), na boca e pés de em bovinos, bubalinos, caprinos, ovinos e suínos. O vírus, que a causa, tem sete tipos distintos e sua disseminação é muito rápida, caso medidas de controle não sejam imediatamente adotadas. Está presente no epitélio (tecido que reveste) e fluído das vesículas, e também na saliva, leite e fezes do animal doente.Quando chega ao auge, a febre aftosa pode ser encontrada também no sangue da vítima. A disseminação é feita entre animais ou através de alimentos e objetos contaminados. A doença também pode ser transmitida por meio de mãos de pessoas, que estiveram em contato com animais adoecidos, calçados, roupas e outros objetos e utensílios que contenham a virose. 

 

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Durante reunião, Adepará e SESPA  traçam estratégias para fazer levantamento sobre o controle da raiva em animais e humanos nas regiões de Breves, Melgaço, Curralinho, Bagre, Anajás e Gurupá.

No último dia 11 de março de 2019, no município de Breves, foi realizada reunião com representantes da SESPA Belém, Diretor da Vigilância em Saúde, Amiraldo da Silva Pinheiro, Diretora do 8º Centro da Regional de Saúde, Jucineide Barbosa, Coordenadores de Zoonoses Estadual, Fernando, Coordenadores Estadual da Raiva, Alberto Begot, Técnicos de Endemias e a coordenadora regional do Programa da Raiva dos herbívoros da ADEPARÁ, Arlinéa Rodrigues. 

A reunião teve como objetivo fazer levantamento atual da situação com relação ao controle da raiva em animais e humanos nas regiões de Breves, Melgaço, Portel, Curralinho, Bagre, Anajás e Gurupá.

No decorrer da reunião cada gestor e/ou representante de cada setor explanou suas reais dificuldades e necessidades, todas as ações realizadas foram analisadas e estratégias de ação foram sugeridas. 

O objetivo da ADEPARÁ nessa reunião foi buscar métodos e formas que melhorassem a comunicação entre ADEPARÁ e SESPA, viabilizando as estratégias de atuação em campo, garantindo maior celeridade nos processos de atendimentos e controle das situações de foco, evitando assim maiores transtornos e/ou prejuízos sociais e econômicos.

Foi proposto também que a partir do primeiro contato do produtor ou indivíduo atendido pela ADEPARÁ ou SESPA, ou seja, sempre que houver toda e qualquer notificação suspeita de doença nervosa (via Adepará), ou notificação humana (via SESPA), a instituição notificada deverá formalizar imediatamente, via oficio sobre o ocorrido, para que as instituições possam atuar concomitantemente, onde assim ambas possam tomar conhecimento de todas as notificações ocorridas, planejarem e atuarem em parceria buscando um maior controle da situação encontrada.

Foi proposto o encaminhamento de um modelo de ofício padrão a ser utilizado tanto pela Adepará quanto para SESPA sempre que houverem notificações. 
O modelo de ofício, será encaminhado via circular, informando a todos os FEA’s sobre sua obrigatoriedade.