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PROGRAMAS EXECUTADOS PELA GERÊNCIA DE PRAGAS QUARENTENÁRIAS - GPQ:

 

  1. PROGRAMA DOS CITROS
  2. PROGRAMA DO CACAU
  3. PROGRAMA DA BANANA
  4. PROGRAMA DO AMARELECIMENTO LETAL

OBJETIVO DOS PROGRAMAS:

Realizar levantamentos de detecção com a finalidade de atestar a AUSÊNCIA das Pragas Quarentenárias inerentes a cada programa, e se eventualmente, houver detecção de foco de alguma das pragas, implementar imediatamente os protocolos de emergência fitossanitária, previstos nas respectivas legislações. Os levantamentos de detecção realizados periodicamente, conforme determinam as legislações em vigor, determinam o status da praga nas UFs, e definem os critérios para a certificação e trânsito interestadual e internacional da produção.

IMPORTÂNCIA DOS PROGRAMAS:

     Os levantamentos de detecção quando atestam a ausência das pragas dos citros (cancro cítrico, Greening e pinta preta), cacau (monilíase do cacaueiro), banana (FOCR4T) e palmeiras (amarelecimento letal) viabilizam a produção e comercialização da produção para outras UFs e até para o exterior, gerando emprego e renda para a população do Estado e protegem os investimentos realizados pelos produtores.     

     Importante destacar que a NÃO realização dos levantamentos de detecção (das pragas referentes aos Programas executados no estado, por determinação do MAPA), que comprovam a ausência da praga em questão, definirá para o Estado o status de “UF de RISCO DESCONHECIDO”.

 

 

STATUS DO PARÁ REFERENTES AOS PROGRAMAS EXECUTADOS POR DETERMINAÇÃO DO MAPA:

CITROS:

  • Cancro cítrico - Área Livre de Pragas para o cancro cítrico,
  • Pinta Preta – Praga ausente no Estado;
  • Grenning – Praga ausente no Estado

 

BANANA

  • Moko da Bananeira e Sygatoka Negra – Presentes no Estado -  Produção em Sistema de Mitigação de Risco (SMR)
  • MAL DO PANAMÁ (FOC R4T) (Fusarium oxysporum f.sp cubense raça 4 tropical)- Praga ausente no País

CACAU

  • Monilíase do Cacaueiro – Praga ausente no país

CÔCO (PALMEIRAS)

  • Amarelecimento Letal – Praga ausente no país

 

CACAU

O Brasil é o 7º maior produtor de cacau do mundo e ocupa o 5º lugar no consumo mundial de chocolate, embora, consumo per capita ainda seja muito baixo (2,5 kg per capita/ano) em relação aos maiores consumidores cujo consumo per capita varia de 5 a 12 kg per capita/ano. O Brasil produz 170 mil ton´s de amêndoas e importa 250 mil ton´s para atender a demanda interna.

     O Pará é, atualmente, o maior produtor do Brasil com 182 mil ha de área plantada, 140.500 ha, produzindo 127 mil toneladas (dados de 2018- CEPLAC), entretanto, ainda existe um enorme potencial para crescimento dessa cultura no Pará e no Brasil 

     Em fevereiro deste ano aconteceu uma reunião em Brasília entre representantes do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento – MAPA, dos governos dos estados produtores de cacau e representantes das industrias de chocolate, cuja finalidade foi debater a expansão dos cultivos de cacau no Brasil. O objetivo é dobrar a produção nacional em 10 anos. Segundo Laerte Moraes, diretor de Cacau e Chocolate da Cargill, “A expansão da produção no país aumentará a geração de renda, a inclusão de pequenos produtores e incentivará o reflorestamento”

    Embora haja um cenário bastante positivo relacionado ao cultivo de cacaueiros no Pará e no Brasil, convivemos com o risco fitossanitário provocado pela Monilíase do Cacaueiro (Moniliophthora roreri), praga quarentenária que embora ausente do Brasil, encontra-se dispersa na Venezuela, Colômbia, Peru e Bolívia, todos países que fazem fronteira com Estados do Norte do Brasil: Acre, Amazonas, Rondônia e Roraima e Mato Grosso no Centro Oeste. Os efeitos do ingresso e dispersão da Moniliophthora roreri, no Brasil, e particularmente no Pará, será catastrófico para a  cacauicultura do Estado, com consequências semelhantes as que aconteceram no Estado da Bahia, quando do ataque da vassoura de bruxa na década de 1980 (Dr. Paulo Albuquerque - CEPLAC), caso não estejamos preparados para detectá-la precocemente, contê-la e se possível erradicá-la do nosso Estado. O trânsito rodoviário de pessoas e cargas no sentido Peru/Brasil, através da Estrada do Pacífico, e  do intenso fluxo de pessoas e mercadorias, inclusive agrícolas, que são deslocados  através da navegação fluvial entre as cidades de Tabatinga (Amazonas/Brasil), Leticia (colômbia) e Iquito (Peru), conhecida como tríplice fronteira, potencializam o risco de ingresso da praga nos Estados fronteiriços com os países já mencionados e a provável dispersão para as áreas de cultivo do cacau no Brasil. O Pará mesmo não fazendo fronteira com nenhum dos países já mencionados, faz limite com o Estado do Amazonas, onde existe intenso fluxo de navegação fluvial com o transporte de cargas e passageiros nos dois sentidos, fato que obriga a ADEPARA, Agência de Defesa Agropecuária do Pará, a manter ações de prevenção nas áreas de risco de ingresso e nas áreas de produção.

CITROS

O Brasil é o 3º maior produtor de frutas do mundo atrás somente da Índia e da China, possui 2,2 milhões de hectares cultivados, produziu 45,6 milhões toneladas de frutas frescas ((2014/2015), possui 30 polos produtivos espalhados pelo país, emprega 5,4 milhões de pessoas, que representam 27% da mão de obra agrícola do agronegócio brasileiro e gerou uma receita de U$ 735 milhões em 2015.

Na fruticultura paraense a cultura dos citros coloca o Estado do Pará como o 7º produtor em nível nacional e o 1º produtor da Região Norte, em toneladas de frutos de citros (IBGE, 2015). Parte da produção é exportada para os estados de Amazonas, Bahia, Ceará, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Piauí e Tocantins e a partir de 2016 para União Europeia.

A produção de frutas cítricas, no Pará, está concentrada nos municípios de Capitão Poço, Irituia, Ourém, Garrafão do Norte e Nova Esperança do Piriá (nordeste paraense) havendo, entretanto, produção nos municípios de Monte Alegre, Prainha, Alenquer, Santarém e Mojuí dos Campos (oeste paraense conhecido como baixo Amazonas), principalmente de limão Taiti.

No Polo Citrícola do nordeste paraense, em 2015, a ADEPARA emitiu 4.521 PTVs para o trânsito de 51.230,75 toneladas de frutas cítricas que foram exportadas para outros estados da União. As principais cultivares produzidas nos municípios da pretensa Área Livre de Pragas para o Cancro cítrico são: Laranja Pera, Limão Taiti e Tangerina Mearina. O principal porta-enxerto utilizado é o Limão Cravo.

As informações acima mencionadas definem a importância econômica e social da produção de frutas cítricas no Estado do Pará, pois garantem o sustento de famílias de agricultores familiares e pequenos agricultores. Também garantem renda à milhares de pessoas em razão da oferta de empregos diretos e indiretos gerados pelos médios e grandes produtores e por toda cadeia produtiva, entretanto, a ocorrência do cancro cítrico, Greening e pinta preta em várias Unidades da Federação, exigem da ADEPARÁ, permanente vigilância (levantamentos de detecção e fiscalização do trânsito) com a finalidade de impedir o ingressos das pragas mencionadas em nosso Estado do Pará.  

BANANA

     Segundo a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), as bananas são um produto agrícola vital para a segurança alimentar e o setor rural da América Latina e do Caribe. O Brasil é o quarto maior produtor de banana do mundo, atrás apenas da Índia, China e Indonésia. Produziu em 2017, quase sete milhões de toneladas e gerou uma renda de 14 bilhões de reais. Quando olhamos para dentro do Brasil, o Pará aparece com a 3ª maior área plantada e na 5ª posição no ranking da produção com mais de 500 mil toneladas (dados do IBGE-2017), portanto, fica fácil entender a importância da bananicultura para o Brasil e para o Pará. Entretanto, nem tudo “são flores” para o produtores, que convivem com ataque de pragas que geram prejuízos, impõe limitações ao trânsito e seus controles aumentam sobremaneira os custos de produção. No Pará, os produtores de banana convivem com o Moko da Bananeira (Ralstonia solanacearum, raça 2) e Sigatoka Negra (Mycosphaerella Fijiensis), que são pragas quarentenárias presentes que foram introduzidas no Brasil e posteriormente no Pará. A ocorrência dessas pragas exigem atenção permanente dos produtores, visto que, o cultivo dos frutos são realizados em Unidades de Produção onde esteja instalado o Sistema de Mitigação de Risco para essas pragas, que possibilita a certificação da produção, pela ADEPARÁ, para o trânsito com destino a outras Unidades da Federação.

     Além das pragas acima mencionadas atualmente convivemos com o risco fitossanitário provocado por uma variação mais agressiva do já conhecido Mal do Panamá provocado pelo Fusarium oxysporum f.sp.cubense raça 4 tropical, praga originária da Ásia, se encontra em 19 países do mundo, e foi detectada pela primeira vez na América Latina e Caribe, ano passado na Colômbia, país que tem fronteira com o Brasil, especificamente com o Estado do Amazonas, vizinho do Pará, entre os quais existe um intenso fluxo de passageiros e cargas, especialmente, por via fluvial, nos dois sentidos, por isso, esse trânsito constitui-se  em rota de risco de dispersão para o Pará, na hipótese de ingresso no Amazonas a partir da Colômbia.

     O FOC R4T, é uma das 20 pragas, as quais o Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento – MAPA, já havia eleito, em 2018, como prioritária para que fossem estabelecidos Planos de Contingência nos Estados produtores. Depois de comprovada a ocorrência na Colômbia a preocupação aumentou, para nós, do Pará, visto que, o cultivo da banana ocorre em praticamente todos os municípios do Estado em pomares comerciais e domésticos. 

 

COCO (PALMEIRAS)

O Pará, no Ranking nacional aparece como o maior produtor de açaí (95,3% da produção nacional), maior produtor do dendê (98% da produção nacional), 4º maior produtor nacional de coco, ficando atrás da Bahia, Sergipe e Ceará (dados da EMBRAPA -Agência de Informações Tecnológicas). O Amarelecimento Letal (AL), praga ausente do Brasil, mas que o MAPA a colocou entre as vinte pragas quarentenárias prioritárias, em razão da detecção no Pará, município de Santa Izabel, da cigarrinha Haplaxius crudus, principal vetor do Amarelecimento Letal. O foco das ações de vigilância se dará especialmente nos estados (UFs) produtores de coco (hospedeiro principal), que devem realizar ações de vigilância com vistas a prevenir o ingresso da referida praga. Esse programa ainda está fase de implementação no Pará, onde após a capacitação dos servidores para o reconhecimento dos sintomas da doença, serão implementados os levantamentos de detecção.

 

OBSERVAÇÃO:

RANKING DO PARÁ REFERENTE À PRODUÇÃO NAS CULTURAS PROTEGIDAS PELAS AÇÕES DE VIGILÂNCIA (PRAGAS QUERENTENÁRIAS) DA ADEPARÁ

CITROS - Pará: 7º maior produtor do Brasil;

CACAU – Pará:1º lugar na produção;

BANANA – Pará: 5º lugar na produção;

PALMEIRAS - O Pará é o maior produtor de açaí e dendê, além de ser o 4º maior produtor de coco do Brasil, atrás dos estados da Bahia, Sergipe e Ceará.

 

LEGISLAÇÃO FITOSSANITÁRIA

 

OUTROS PROGRAMAS

 

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Gerente: Luiz Carlos C. Guamá