Sobre acessibilidade

Áreas

O Programa

O Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e da Tuberculose Animal (PNCEBT) foi instituído em 2001 pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) com o objetivo de diminuir o impacto negativo dessas zoonoses na saúde humana e animal, além de promover a competitividade da pecuária nacional. O PNCEBT introduziu a vacinação obrigatória contra a brucelose bovina e bubalina em todo o território nacional e definiu uma estratégia de certificação de propriedades livres ou monitoradas.

Como a brucelose e a tuberculose são zoonoses e causam grandes prejuízos à pecuária paraense, deve-se diminuir o impacto negativo destas zoonoses na saúde comunitária, a fim de promover uma maior competitividade da pecuária estadual.

 Objetivos Específicos do Programa

Reduzir a prevalência e a incidência de novos focos de brucelose e de tuberculose.
Criar um número significativo de propriedades certificadas como livres de brucelose e tuberculose ou monitoradas para brucelose e tuberculose, e que ofereçam ao consumidor produtos de baixo risco sanitário.

Estratégias

Para garantir a qualidade técnica das ações do Programa, foi elaborada uma série de medidas que visam:

  • capacitar médicos veterinários e laboratórios, tanto oficiais como privados;
  • padronizar os métodos de diagnóstico utilizados;
  • permitir as ações de fiscalização e monitoramento que cabem ao serviço oficial de defesa sanitária animal;
  • melhorar a integração desse serviço de defesa sanitária com o serviço oficial de inspeção de produtos de origem animal.

 

A Vacinação

A vacinação só poderá ser realizada sob a responsabilidade de médicos veterinários; estes deverão estar cadastrados no serviço oficial de defesa sanitária animal de seu Estado de atuação. Em regiões onde houver carência de veterinários privados, ou nos casos em que eles não atendam plenamente às necessidades do Programa, o serviço oficial de defesa sanitária animal poderá executar ou supervisionar as atividades de vacinação.

O PNCEBT também autoriza a vacinação de fêmeas com idade superior a oito meses, desde que sejam utilizadas vacinas que não interfiram com os testes de diagnóstico e atendam aos critérios estabelecidos em norma específica.

A vacinação contra brucelose deverá ser realizada sob a responsabilidade de médicos veterinários. Por tratar-se de vacina viva atenuada, sua compra só poderá ser efetuada mediante a apresentação da receita emitida por médico veterinário. Esses profissionais ficarão obrigatoriamente cadastrados no serviço veterinário oficial de seu Estado de atuação.

A Habilitação

O PNCEBT envolve um grande número de ações sanitárias profiláticas e de diagnóstico a campo. Assim sendo, torna-se necessário habilitar médicos veterinários do setor privado para atuarem junto ao PNCEBT, sob supervisão do MAPA e das Secretarias de Agricultura dos Estados.

Para executar as atividades de diagnóstico a campo e participar do programa de certificação de propriedades livres ou monitoradas, o MAPA só habilitará médicos veterinários que tenham sido aprovados em curso de treinamento em métodos de diagnóstico e controle de brucelose e tuberculose, previamente reconhecido por esse Ministério. Esses cursos são ministrados em instituições de ensino ou pesquisa de todo o País com o objetivo de atualizar os conhecimentos dos profissionais que vão atuar no Programa e, sobretudo, de padronizar as ações sanitárias. Os instrutores desses cursos serão habilitados por meio da participação em seminários de referência do Programa Nacional, organizados pelo MAPA e oferecidos regularmente.

Documentos Necessários para Cadastro

2 (duas) Ficha de Solicitação de Cadastro, devidamente datada, carimbada e assinada;
Comprovante de Residência no nome do Médico Veterinário solicitante;
Cópia de documento de inscrição junto ao CRMV – PA ou cópia da carteira do CRMV – PA
2 (duas) fotos 2x2.
Obs: Caso o comprovante de residência não esteja no nome do médico veterinário solicitante, o comprovante de residência deverá vir acompanhado de uma certidão passada em cartório do proprietário do comprovante de que o veterinário solicitante do cadastro reside no endereço informado.

Documentos Necessários para Habilitação

Obs: Caso o Médico Veterinário solicitante não seja cadastrado, isso ocorrerá automaticamente.

2 (duas) Ficha de Solicitação de Cadastramento;
2 (duas) Requerimento ao Superintendente Federal de Agricultura;
2 (duas) Termo de Compromisso;
2 (duas) Declaração de não sofrer processo ético junto ao CRMV;
2 (duas) Cópia do Certificado de Participação do Curso de Treinamento em Métodos de Diagnósticos e Controle da Brucelose e Tuberculose Animal e de Noções em Encefalopatias Espongiformes Transmissíveis – EET;
2 (duas) Declaração de Compartilhamento de Laboratório (Se for o caso);
2 (duas) Laudo de Vistoria Assinado e Carimbado pelo Médico Veterinário Oficial que fez a vistoria e pelo Médico Veterinário requisitante da habilitação;
2 (duas) Cópia do CRMV/PA;
2 (duas) Cópia do Comprovante de Residência atual em nome do interessado;
02 fotos 02x02 ou 03x04;
2 (duas) Cópias do RG e CPF.

Documentos para Download

Ficha de solicitação de Cadastro;
Requerimento ao Superintendente Federal de Agricultura;
Termo de Compromisso;
Declaração de Compartilhamento de Laboratório;
Laudo de Vistoria;

Inquérito Epidemiológico para Brucelose e Tuberculose

  1. Manual de Procedimentos para Brucelose e Turbeculose;

  2. Planilha de dados;

  3. Portaria Nº 7477/2016 - ADEPARÁ  

  4. Questionário de Brucelose e Tuberculose em Bovinos e Bubalinos;

  5. Termo de Compromisso;
     

Modelos Vet. Cadastrado:

  1. Modelo carimbo cadastrado.
  2. Requerimento para cadastrono GPECEBT
  3. Termo responsabilidade vacinador.

Modelos de Vet. Habilitados:

  1. Declaração que sofre processo ético disciplina no CRMV e de não realizar exame para brucelose
  2. Requerimento junto ao MAPA para Habilitação
  3. Declaração de compartilhamento de sala diagnóstico.
  4. Modelo de carimbo habilitado.
  5. Modelo de laudo de vistoria técnica inicial
  6. Modelo de laudo de vistoria técnica de rotina
  7. Termo de compromisso de médico veterinário habilitado

Revendas

  1. Procedimento Operacional Padrão - Pop

  2. Instrutivo da Ficha de Controle de Estoque de AAT, PPD´S Bovina e Aviária Mensal

  3. Modelo de FICHA DE CONTROLE DE ESTOQUE AAT

  4. Modelo de FICHA DE CONTROLE DE ESTOQUE PPD AVI

  5. Modelo de FICHA DE CONTROLE DE ESTOQUE PPD BOV

Leis 

Legislação Estadual

Legislação Federal

 

PERGUNTAS E RESPOSTAS SOBRE NORMAS E PROCEDIMENTOS

1. POR QUE VACINAR CONTRA BRUCELOSE?

Para induzir imunidade ou proteção contra a doença e diminuir a prevalência da brucelose bovina e bubalina. Quanto maior for o número de fêmeas vacinadas, maior será a imunidade do rebanho, menor o número de animais suscetíveis e menor a possibilidade de difusão da doença.

2. QUAIS ANIMAIS DEVEM SER VACINADOS?

Todas as fêmeas bovinas e bubalinas entre 3 e 8 meses de idade, somente uma vez na vida. É proibida a vacinação de machos de qualquer idade e de fêmeas com idade superior a 8 meses. Sendo vacinada até os 8 meses, evita-se que a fêmea apresente títulos aglutinantes persistentes em testes sorológicos, após os 24 meses de idade.

3. QUE TIPO DE VACINA PODE SER UTILIZADA?

Para a vacinação de fêmeas entre 3 e 8 meses de idade é obrigatório o uso da vacina com amostra B19. Como é uma vacina viva atenuada, apresenta riscos para a saúde humana e, portanto, deve ser SEMPRE aplicada sob a responsabilidade técnica de um médico veterinário. A utilização de vacinas produzidas com outras amostras, que não a B19, para fins de vacinação estratégica, será disciplinada em norma específica do MAPA.

4. QUEM APLICA A VACINA?

Médico veterinário cadastrado na Unidade Veterinária Local (UVL) do serviço oficial de defesa sanitária animal, ou um vacinador Vacina contra Brucelose

5. COMO CADASTRAR-SE PARA FAZER A VACINAÇÃO?

O médico veterinário deve solicitar o cadastramento em uma Unidade Veterinária Local do serviço oficial de defesa sanitária animal do(s) Estado(s) onde trabalha.

6. ONDE E COMO ADQUIRIR A VACINA?

Em estabelecimentos comerciais de produtos de uso veterinário, registrados no serviço oficial de defesa sanitária animal. É obrigatória a apresentação de receita emitida por médico veterinário cadastrado ou por médico veterinário oficial, nos casos em que estes assumirem a responsabilidade direta pela vacinação.

7. É PRECISO EMITIR UMA RECEITA PARA CADA PROPRIEDADE?

Não. O médico veterinário cadastrado poderá adquirir vacina para mais de uma propriedade com uma única receita apresentada em um estabelecimento comercial. Contudo, deverá ser emitido um atestado de vacinação para cada propriedade atendida.

8. COMO CONSERVAR A VACINA?

Deve ser mantida sob refrigeração, em temperatura entre 2ºC e 8ºC, e ao abrigo do sol, inclusive durante o processo de vacinação das bezerras. Ao ser reconstituída na forma líquida, a vacina deve ser imediatamente aplicada, não podendo ser utilizada posteriormente.

9. COMO PREPARAR A VACINA PARA O USO?

A vacina liofilizada deve ser reconstituída imediatamente antes do uso. Deve ser agitada de maneira suave durante alguns minutos. Sobras de vacina não podem ser aproveitadas. devidamente treinado e supervisionado por esse médico veterinário.

Onde não houver médicos veterinários cadastrados, ou em regiões onde eles não atenderem plenamente à demanda do PNCEBT, o serviço oficial de defesa sanitária animal poderá assumir a responsabilidade técnica ou, mesmo, a execução da vacinação.

10. QUAIS SÃO OS CUIDADOS NA APLICAÇÃO DA VACINA?

Por ser uma vacina viva e patogênica para o homem, deve ser manuseada com cuidado, evitando-se a contaminação. Portanto, recomenda-se o uso de óculos e luvas de proteção. Após o uso, os frascos, as aguhas e seringas devem ser esterilizados e descartados adequadamente.

11. COMO APLICÁ-LA?

Usar agulhas e seringas estéreis descartáveis, e não usar desinfetantes. Pode-se também utilizar agulhas e seringas após fervura. O volume de vacina usado para cada bezerra, assim como sua via de inoculação, deve ser conforme a recomendação do laboratório fabricante (seguir a orientação da bula).

12. COMO IDENTIFICAR AS FÊMEAS VACINADAS?

As bezerras deverão ser marcadas a ferro candente com a letra V, acompanhada do algarismo final do ano da vacinação, no lado esquerdo da cara. As fêmeas destinadas ao registro genealógico, quando devidamente identificadas, ou aquelas identificadas individualmente por sistema aprovado pelo MAPA, ficam excluídas da obrigatoriedade da marcação a fogo, sendo que, nesse caso, deverá ser utilizado modelo específico de atestado de vacinação.

13. COMO COMPROVAR A VACINAÇÃO?

Por meio de atestado, emitido pelo médico veterinário cadastrado responsável pela vacinação, conforme a legislação vigente. O atestado deverá ser encaminhado pelo proprietário à Unidade Veterinária Local do serviço oficial de defesa sanitária animal, onde a propriedade está cadastrada. É obrigatória a comprovação da vacinação de bezerras, no mínimo, uma vez por semestre.

Cadastramento de Médicos Veterinários

14. POR QUE SE CADASTRAR?

Para que a vacinação de bezerras contra a brucelose possa ter reconhecimento oficial. O serviço oficial de defesa sanitária animal poderá contatar o médico veterinário cadastrado sempre que houver necessidade de fiscalizar e monitorar as ações, ou para fornecer informações oficiais.

15. QUEM FAZ O CADASTRAMENTO?

O serviço oficial de defesa sanitária animal estadual.

16. QUANDO SE CADASTRAR?

Não há prazo limite para cadastramento. Basta procurar um escritório do serviço oficial de defesa sanitária animal do Estado. Habilitação de Médicos Veterinários

17. POR QUE SE HABILITAR E QUAIS OS DIREITOS DO HABILITADO?

Para realizar testes de diagnóstico de rotina para brucelose (Antígeno Acidificado Tamponado – AAT e Teste do Anel em Leite – TAL) e tuberculose em bovinos e bubalinos. Para ser responsável pelo processo de saneamento das propriedades, visando à certificação de LIVRE ou MONITORADA para brucelose e tuberculose. O médico veterinário habilitado atua sob supervisão do serviço oficial de defesa sanitária animal.

18. O QUE É PRECISO PARA SER HABILITADO E QUAIS OS DEVERES DO HABILITADO?

Estar inscrito no(s) Conselho(s) de Medicina Veterinária da(s) Unidade(s) Federativas(s) de atuação. Ter sido aprovado em curso de treinamento em métodos de diagnóstico e controle da brucelose e tuberculose, reconhecido pelo DSA/MAPA, e realizado por instituição de ensino ou pesquisa em Medicina Veterinária. Cumprir o Regulamento Técnico e demais normas complementares do PNCEBT. Possuir infra-estrutura e material adequado à execução dos testes de diagnóstico. Fornecer informações e apresentar relatórios de atividades, relacionados com o PNCEBT à Unidade Veterinária Local do serviço oficial de defesa sanitária animal.

19. ONDE SE HABILITAR?

Ao concluir o curso de treinamento e de posse do certificado, o veterinário deverá formalizar seu pedido de habilitação junto a uma Unidade Veterinária Local do serviço oficial de defesa sanitária animal, onde irá, estando habilitado, apresentar os relatórios de atividades relacionados ao PNCEBT.

20. QUAL É A ABRANGÊNCIA PARA ATUAÇÃO DO HABILITADO?

Todo o território da Unidade Federativa na qual o médico veterinário foi habilitado. Para atuar em mais de uma Unidade da Federação, o médico veterinário deverá estar inscrito no respectivo CRMV, procurar o serviço oficial de defesa sanitária animal desse outro Estado, apresentar o certificado de conclusão do curso de treinamento e formalizar seu pedido de habilitação.

21. QUAL A ABRANGÊNCIA DO CURSO DE TREINAMENTO?

O curso tem validade em todo o território nacional, desde que seja reconhecido pelo DSA/MAPA. Antígenos para Brucelose e Tuberculinas

22. QUAIS SÃO OS TESTES PARA DIAGNÓSTICO DA BRUCELOSE?

Para uso do médico veterinário habilitado são: Antígeno Acidificado Tamponado (AAT) e Teste do Anel em Leite (TAL). Para uso dos laboratórios credenciados são: Antígeno Acidificado Tamponado (AAT), 2-Mercaptoetanol (2-ME) e Teste do Anel em Leite (TAL). Para uso dos laboratórios oficiais credenciados são: Antígeno Acidificado Tamponado (AAT), 2-Mercaptoetanol (2-ME), Teste do Anel em Leite (TAL) e Fixação de Complemento (FC).

O teste de Fixação de Complemento só terá valor oficial se realizado em laboratório oficial credenciado.

23. QUAIS SÃO AS TUBERCULINAS UTILIZADAS?

Para o Teste Cervical Simples (TCS) e o Teste da Prega Caudal (TPC) é o PPD bovino.

Para o Teste Cervical Comparativo (TCC) são os PPD bovino e PPD aviário.

24. ONDE ADQUIRI-LOS?

No serviço oficial de defesa sanitária animal do Estado.

25. COMO ADQUIRI-LOS?

Mediante preenchimento de formulário próprio, no local onde for adquirir os produtos biológicos.

26. QUANDO ADQUIRI-LOS?

Sempre que necessário. Para aquisição de novos produtos biológicos, deverá ser apresentado relatório de utilização dos insumos adquiridos anteriormente.

27. QUEM PODE ADQUIRI-LOS?

Somente os médicos veterinários habilitados junto ao PNCEBT, os laboratórios credenciados, os laboratórios oficiais credenciados, as instituições de ensino ou pesquisa em medicina

veterinária e os médicos veterinários cadastrados no Serviço Oficial como responsáveis técnicos de granjas de suídeos.

28. COMO CONSERVAR E UTILIZAR OS PRODUTOS BIOLÓGICOS?

Os produtos devem ser conservados sob refrigeração (2°C a 8°C) e usados sempre dentro do prazo de validade. Não podem ser congelados. Diagnóstico de Brucelose

29. QUAIS ANIMAIS DEVEM SER TESTADOS?

As fêmeas de idade igual ou superior a 24 meses, desde que vacinadas entre 3 e 8 meses; os machos e a as fêmeas não vacinadas, a partir dos 8 meses de idade. Excluem-se desses os animais castrados. As fêmeas submetidas a testes sorológicos, no intervalo de 15 dias antes e até 15 dias após o parto, deverão ser retestadas no período de 30 a 60 dias após o parto.

Para certificação de propriedade MONITORADA, os testes serão aplicados apenas em fêmeas com idade igual ou superior a 24 meses e nos machos reprodutores, de acordo com o estabelecido no regulamento técnico do PNCEBT.

30. FÊMEAS VACINADAS (AMOSTRA B19) PODEM SER TESTADAS?

Podem, desde que com idade igual ou superior a 24 meses.

31. ANIMAIS DE PROPRIEDADES QUE NÃO ESTIVEREM SENDO CERTIFICADAS PODEM SER TESTADOS?

Sim, desde que os animais POSITIVOS sejam marcados, afastados da produção e isolados até serem SACRIFICADOS ou DESTRUÍDOS, num prazo máximo de 30 dias. Os testes só podem ser realizados por médicos veterinários habilitados ou por laboratórios credenciados pelo MAPA.

32. QUAIS TESTES PODEM SER FEITOS PELO MÉDICO VETERINÁRIO HABILITADO?

O Teste do Antígeno Acidificado Tamponado (AAT) e o Teste do Anel em Leite (TAL).

33. COM QUAL FINALIDADE SERÁ UTILIZADO O TESTE DO ANEL EM LEITE?

Para monitorar a condição sanitária de estabelecimentos de criação. Este teste poderá ser usado por veterinários habilitados, por laboratórios credenciados ou, ainda, pelo serviço oficial de defesa sanitária animal.

34. QUAL A CONDUTA A SER ADOTADA EM REBANHOS QUE APRESENTAREM O TESTE DO ANEL EM LEITE POSITIVO ?

Em caso de positividade, os animais do estabelecimento de criação deverão ser submetidos a TESTES SOROLÓGICOS individuais para diagnóstico de brucelose.

 

Diagnóstico de Tuberculose

35. QUAIS TESTES PODEM SER FEITOS PELO MÉDICO VETERINÁRIO HABILITADO?

São os testes alérgicos: de tuberculinização cervical simples, cervical comparativo e na prega caudal.

36. EM QUE CIRCUNSTÂNCIA É PERMITIDO O TESTE NA PREGA CAUDAL?

Somente quando o teste é aplicado em rebanhos de corte.

37. EM QUE CIRCUNSTÂNCIA É RECOMENDADO O TESTE CERVICAL SIMPLES?

Como diagnóstico de rotina, em virtude de ser a prova de tuberculinização de maior sensibilidade.

38. EM QUAIS CIRCUNSTÂNCIAS RECOMENDA-SE O TESTE CERVICAL COMPARATIVO?

Em animais reagentes ao Teste da Prega Caudal e ao Teste Cervical Simples.

É também recomendado como teste de rotina para estabelecimentos de criação com ocorrência de reações inespecíficas, estabelecimentos certificados como livres e para estabelecimentos de criação de bubalinos, visando garantir boa especificidade diagnóstica.

39. QUAIS EQUIPAMENTOS DEVEM SER USADOS PARA DIAGNÓSTICO DE TUBERCULOSE?

Equipamento para tricotomia, cutímetro, agulhas intradérmicas e seringas multidoses específicas para tuberculinização em bovinos.

40. ANIMAIS DE PROPRIEDADES QUE NÃO ESTIVEREM EM SANEAMENTO OU CERTIFICADAS PODEM SER TESTADOS?

Podem, desde que os animais POSITIVOS sejam marcados, afastados da produção e isolados até serem SACRIFICADOS ou DESTRUÍDOS, num prazo máximo de 30 dias. Em todos os casos, os testes só podem ser realizados por médicos veterinários habilitados no PNCEBT.

41. QUAIS ANIMAIS DEVEM SER TESTADOS?

Todos os bovinos e bubalinos, machos e fêmeas, com mais de 6 semanas de idade.

As fêmeas não reagentes aos testes de diagnóstico realizados no intervalo de 15 dias antes do parto e até 15 dias após o parto, deverão ser retestadas no período de 60 a 90 dias após o parto, obedecendo a um intervalo mínimo de 60 dias entre os testes.Para certificação de propriedade MONITORADA, serão testadas as fêmeas com idade igual ou superior a 24 meses, e os machos reprodutores da mesma faixa etária.

42. QUAL A CONDUTA QUANDO O RESULTADO FOR INCONCLUSIVO?

Se for realizado Teste Cervical Simples, o animal reagente positivo ou inconclusivo poderá ser sacrificado (ou destruído), em um prazo máximo de 30 dias ou, ainda, ser submetido ao Teste Cervical Comparativo com intervalo de 60 a 90 dias após o teste anterior. Se for feito teste comparativo e o resultado também for inconclusivo, o animal poderá ser sacrificado (ou destruído) em um prazo máximo de 30 dias ou ainda ser submetido a segundo teste comparativo com intervalo mínimo de 60 dias entre os testes. Se o resultado desse segundo teste comparativo também for inconclusivo, o animal será classificado como reagente positivo e DEVERÁ ser marcado a ferro candente com letra P no lado direito da cara, isolado de todo rebanho e sacrificado (ou destruído) no prazo máximo de 30 dias. Destino dos Animais Reagentes Positivos

43. O QUE FAZER COM OS ANIMAIS POSITIVOS?

Em primeiro lugar, retirá-los da produção e isolá-los dos demais animais do rebanho. Marcar com ferro candente um P no lado direito da cara. No prazo máximo de 30 dias encaminhá-los ao abate em estabelecimento com inspeção sanitária oficial, ou destruí-los na propriedade, desde que com acompanhamento do serviço oficial de defesa sanitária animal.

44. AS CRIAS RECÉM-PARIDAS DE FÊMEAS POSITIVAS PODEM SER APROVEITADAS?

Sim, desde que o animal recém-nascido seja separado imediatamente da mãe POSITIVA e alimentado com colostro e leite de fêmea NEGATIVA. Posteriormente, esse animal deverá ser submetido aos testes para diagnóstico de brucelose e tuberculose.

45. O LEITE DAS FÊMEAS POSITIVAS PODE SER APROVEITADO?

Não. Os animais POSITIVOS devem ser marcados e afastados da produção imediatamente, até que sejam sacrificados. O leite NÃO poderá ser usado nem para consumo humano, nem para alimentação de qualquer espécie animal.

46. A CARNE DE ANIMAIS POSITIVOS PODE SER CONSUMIDA?

A carne pode ter aproveitamento condicional, segundo critérios estabelecidos pelo Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Animal. Se o animal for destruído no estabelecimento de criação, a carne NÃO deve ser aproveitada para consumo humano, nem como alimento para qualquer espécie animal.

 

Trânsito Interestadual e Aglomerações de Bovinos e Bubalinos (Feiras e Exposições)

47. QUAIS ANIMAIS DEVEM SER TESTADOS EM CASO DE EXPOSIÇÕES E LEILÕES DE REBANHO DE ELITE?

Teste de brucelose: machos e fêmeas acima de 8 meses de idade. Excluem-se desse teste os animais cujo destino final seja o abate (animais de corte), fêmeas de até 24 meses, desde que vacinadas entre 3 e 8 meses de idade, os animais castrados e os animais procedentes de estabelecimento de criação livre de brucelose. Teste de tuberculose: machos e fêmeas com idade igual ou superior a 6 semanas. Excluem-se desse teste os animais cujo destino final seja o abate (animais de corte) e aqueles provenientes de estabelecimento de criação livre de tuberculose.

48. QUANDO ELES DEVEM SER TESTADOS?

Até 60 dias antes do transporte ou do início do evento.

49. QUAL O PRAZO DE VALIDADE DOS TESTES DE BRUCELOSE E TUBERCULOSE?

Valem por 60 dias.

50. QUAL A DOCUMENTAÇÃO NECESSÁRIA PARA TRÂNSITO INTERESTADUAL DE ANIMAIS DESTINADOS À REPRODUÇÃO?

Para fins de trânsito interestadual de machos e de fêmeas, das espécies bovina e bubalina, destinados à reprodução, é obrigatória a apresentação de testes NEGATIVOS para brucelose e tuberculose. Para a tuberculose, os animais devem ser testados a partir das 6 semanas de idade e, para a brucelose, a partir dos 8 meses de idade (machos e fêmeas não vacinadas).

No caso de fêmeas de até 24 meses de idade e VACINADAS contra brucelose, é necessário que conste na GTA a vacinação contra brucelose, que será comprovada na Unidade Veterinária Local onde o documento de trânsito foi emitido. Ficam excluídos dos testes os animais oriundos de estabelecimento de criação livre de brucelose e tuberculose ou monitorado para brucelose e tuberculose.

(Fonte: Manual Técnico PROGRAMA NACIONAL DE CONTROLE E ERRADICAÇÃO DA BRUCELOSE E DA TUBERCULOSE ANIMAL (PNCEBT), Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Brasília – 2006).

Contatos
E-mail: gpncebt@adepara.pa.gov.br