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O Pará é reconhecido pela Organização Mundial de Saúde Animal como Estado livre da febre aftosa com vacinação desde 2014. Agora, começa a dar os primeiros passos para se tornar área livre da doença sem vacinação até 2020. O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) já apresentou o plano para retirada da vacina em todo o País, e até 2023 o Brasil deve conquistar o status de zona livre da aftosa sem vacinação.

A Agência de Defesa Agropecuária do Pará (Adepará) iniciará na quarta-feira (1º) a segunda etapa da Campanha de Vacinação Contra a Febre Aftosa, que já faz parte do planejamento estratégico do Mapa para retirada da vacinação. Essa etapa abrangerá todo o território paraense, com exceção do Arquipélago do Marajó e dos municípios de Faro e Terra Santa, na região oeste, porém apenas o rebanho de 0 a 24 meses de idade deve ser vacinado.

O produtor é o responsável pela vacinação, e tem até o dia 15 de dezembro para fazer a comunicação da vacina nos escritórios da Agência, e mesmo o produtor que não possua animais nessa faixa etária deverá atualizar o cadastro na Adepará.

Retirada gradual - A meta é imunizar 9.084.876 milhões de cabeças, em 48.433 propriedades espalhadas por 127 municípios paraenses. O diretor geral da Adepará, Luiz Pinto, explica a importância do procedimento e como será a retirada da vacina no Pará. “Nessa etapa vamos iniciar oficialmente a campanha de vacinação contra a febre aftosa, dentro do planejamento estratégico do Ministério da Agricultura para erradicação da aftosa sem vacinação até 2023. Este ano já vamos iniciar a retirada gradual da vacinação, vacinando nesta segunda etapa apenas animais de 0 a 24 meses de idade”, informou.

A campanha de vacinação é um passo para o Estado se tornar cada vez mais livre da aftosa. “Estamos querendo caminhar para sermos uma zona tão protegida a ponto de não precisar da vacinação, ou seja, como não tem doença, não precisa de vacinação. Vamos ter um controle maior do que vem de outros estados ou países, e isso facilitará a vida do produtor”, garantiu o diretor geral.

Ainda segundo Luiz Pinto, o status de livre da aftosa vai otimizar os recursos, tanto para o produtor quanto para o governo do Estado. “Isso permitirá que utilizemos esse recurso, que antes era gasto com as etapas de vacinação, para investir em fiscalização e controle, em uma proporção muito maior. Isso possibilitará a abertura de mercados e oportunidades para o Estado. Além disso, o produtor também não vai ter mais gastos com vacinação, podendo utilizar esse recurso para gerar mais lucro para ele”, ressaltou.

Mercado - O rebanho do Pará é o quinto maior do Brasil, com mais de 20 milhões de cabeças, o que demonstra a importância do setor para a economia local e nacional e, como consequência, o fortalecimento das ações de defesa sanitária. A febre aftosa é a principal barreira sanitária do mundo, e a exportação de cortes bovinos é o principal item da pauta estadual no setor de carne.

O Pará livre da febre aftosa sem vacinação vai garantir a abertura de mercados em todo o mundo, já que a população paraense consome apenas 30% da produção de carne bovina do Estado. Os outros 70% são destinados à exportação. Alguns países, como Japão, não importam carne de países que ainda vacinam. “A aquisição desse status representa ganho de mercado e fortalecimento da nossa vigilância sanitária. Agora, é discutir junto com o setor questões técnicas, de logística e até de exportação, para que o País saia mais fortalecido deste processo”, informou Luiz Pinto.

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