Pará encerra, nesta terça (30), última campanha de vacinação contra a febre aftosa

Enviado por rosa.cardoso em Seg, 29/04/2024 - 11:06

 

Produtor tem até o dia 15 de maio para comprovar a vacinação do rebanho em uma unidade da Adepará. Prazos não serão prorrogados.

 

 

Estado com o segundo maior rebanho do País - mais de 26 milhões de bovinos - e cobertura vacinal acima de 98%, o Pará finaliza a última campanha de vacinação contra a febre aftosa nesta terça-feira, 30, em 129 municípios do Estado. 

A Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (Adepará) alerta que o produtor tem até o dia 15 de maio para comprovar a vacinação do rebanho em uma unidade da Adepará do seu município e reforça que os prazos, tanto para vacinar quanto para declarar a quantidade de animais vacinados, não serão prorrogados.

 

 

Trata-se da última etapa de vacinação para que o Pará seja reconhecido como zona livre de aftosa sem vacinação, status que foi conferido nacionalmente ao Estado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) conforme portaria nº 665/2024 e que começa a vigorar a partir de maio.

O diretor-geral da Adepará, Jamir Macedo, destaca a importância dos produtores rurais ficarem atentos para o encerramento do prazo. “É muito importante que o produtor rural atente para esse período, pois não vai ser possível realizar prorrogação da etapa de vacinação. Então, o produtor rural deve se direcionar a uma revenda agropecuária cadastrada e registrada na Adepará para adquirir a sua vacina e imunizar o seu rebanho o quanto antes”, enfatiza o diretor.

 

Jamir Macedo, Diretor Geral da Adepará , ressalta a importãncia da parceria com os produtores rurais para avançar no status de zona livre de aftosa sem vacinação

Jamir Macedo, Diretor Geral da Adepará , ressalta a importãncia da parceria com os produtores rurais para avançar no status de zona livre de aftosa sem vacinação.

 

Com o fim da vacinação, a partir de maio, será proibida a comercialização de vacina contra a febre aftosa nas revendas agropecuárias e também a entrada de animais oriundos de lugares em que o rebanho ainda é vacinado, ressalta George Santos, fiscal agropecuário e gerente do Programa de Erradicação da Febre Aftosa. 

 

“Nós já temos essa portaria do Ministério nos considerando, nacionalmente, como livre de febre aftosa sem vacinação. Portanto, nós vamos proibir a entrada de bovinos e bubalinos de Estados que ainda vão vacinar no segundo semestre, como Ceará, Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte. Essa é a atual situação do Estado do Pará frente a esse processo de suspensão da vacina, frente a esse processo de se tornar livre de febre aftosa sem vacinação, e tudo isso vai ser avaliado pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), e ano que vem eles chancelam esse reconhecimento internacional”.

 

George Santos, gerente do Programa Estadual de Erradicação da Febre Aftosa

George Santos, gerente do Programa Estadual de Erradicação da Febre Aftosa

 

Nesta última campanha, estão sendo vacinados bovinos e bubalinos de todas as idades no Estado, com exceção do arquipélago do Marajó. Com a suspensão da vacinação, a Adepará  executará uma vigilância baseada em risco e intensificará as fiscalizações nas revendas, considerando a proibição da venda de vacinas contra a doença, e no trânsito agropecuário, para evitar que animais bovinos e bubalinos vacinados entrem no Estado.

 

Faro e Terra Santa – Nos dois municípios do oeste paraense, a vacinação não foi antecipada e seguiu o calendário normal previsto para a região. O prazo para vacinar também encerra no dia 30. Nestes municípios a vacinação durou 45 dias, iniciou em 15 de março e vai até 30 de abril com prazo de declaração até 15 de maio. Terra Santa possui 35 mil animais, entre bovinos e bubalinos. Em Faro, são 10 mil cabeças de gado. Na última campanha de vacinação, os municípios alcançaram 100% de cobertura vacinal.  

 

Serviço: Última vacinação contra Febre Aftosa no Pará - até 30 de abril.