Atividades educativas na Usina da Paz no Guamá marcaram o encerramento da Semana da
Alimentação realizada nas escolas públicas de Belém.
A Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (ADEPARÁ) em parceria com mais de 20 instituições realizou, no final de semana, na Usipaz Guamá, atividades educativas que culminaram com o encerramento da semana mundial da alimentação.
Na programação, os estudantes recebiam um passaporte para participar de um circuito em que iam entrando nas salas onde aconteceram oficinas; dinâmicas; sorteios; palestras didáticas e degustação de alimentos.
No espaço dedicado a inspeção de alimentos , médicos veterinários e agrônomos falaram de forma lúdica sobre a importância do consumo de frutas e de alimentos que passaram por inspeção sanitária como queijos, leite , iogurte , mel , além de farinhas e demais derivados da mandioca.
A professora e coordenadora da escola Parque Amazônia, na Terra Firme, Selma Sarraf, acredita que a atividade cumpriu com seu objetivo.
“É importante esse tipo de trabalho para que eles tenham consciência de que para terem saúde e disposição para estudar e brincar, precisam de uma alimentação saudável e nutritiva”.
Ela também destacou a importância da inspeção. “Quando a gente vai comprar algum alimento a gente observa se possui o selo de inspeção que indica que o produto passou pelo processo de higienização porque esse cuidado é necessário por questões de saúde”,concluiu.

Semana da Alimentação- Durante a semana, em sete escolas públicas de Belém, a equipe de Educação Sanitária da Adepará realizou palestras para estudantes na faixa etária entre 08 a 13 anos de idade disseminando as informações e orientações sobre segurança alimentar e também sobre o consumo de alimentos de origem animal e vegetal inspecionados.
Criado em 1981, o Dia Mundial da Alimentação é comemorado todo dia 16 de outubro. Atualmente, mais de 150 países celebram a data como uma oportunidade para consciencializar a opinião pública sobre questões relativas à nutrição e à alimentação
Em 2025, a temática da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura – ONU/FAO - foi "De mãos dadas por melhores alimentos e um futuro melhor", que enfatiza a importância da colaboração global para criar sistemas agroalimentares sustentáveis e garantir segurança alimentar para todos. O tema convida governos, organizações, setores e comunidades a trabalharem juntos para transformar o modo como os alimentos são produzidos, distribuídos e consumidos.
Em Belém, a união de mais de 20 instituições dentre elas MPPA, ADEPARÁ, PROCON, Sespa, Sesma e demais parceiros , foi decisiva para a reativação do “PROJETO DE ALIMENTAÇÃO SAUDAVÉL E SUSTENTÁVEL”. “O objetivo é conscientizar sobre os malefícios do consumo de alimentos ultraprocessados consumidos de forma desenfreada por crianças e seus familiares”, disse Alexandre Mendes, gerente de educação sanitária da Adepará.

A promotora de justiça Erika Almeida, que coordena o NÚCLEO DE DEFESA DO CONSUMIDOR DO MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARÁ -NUCON/MPPA - explicou além das ações com os estudantes, mais de 500 merendeiras foram capacitadas pela casa do Açaí e receberam a carteirinha de manipulador de alimentos.
“É muito importante mudar esse paladar muito adocicado, muito açucarado, muito industrializado por um paladar mais saudável por comida de verdade. E a comida paraense é uma comida de verdade, não tem nada de industrializada”
Nas atividades realizadas na Usipaz do Guamá turmas de 20 alunos de sete escolas municipais de Belém, acompanhados pelos professores, também fizeram avaliação nutricional; degustação de açaí e demonstração de equipamentos utilizados no processamento do fruto.
O comerciante Eron Amaral Rocha fez a demonstração do açaí que passa pela tríplice lavagem e pelo processo de branqueamento, o que torna o produto apropriado para o consumo.
“Nós viemos trazer um pouco do conhecimento que temos a respeito do açaí para os alunos. E despertar essa consciência de consumir um açaí saudável processado de forma correta. Hoje, manipular o açaí virou uma questão de saúde pública. Se manipular errado as pessoas adoecem”, explicou o comerciante que foi o primeiro a receber o selo de qualidade para o açaí em Belém e o primeiro batedor de açaí capacitado no programa de alimento seguro do Sebrae.
