
Com o objetivo de qualificar o corpo técnico para atuar frente a emergências sanitárias, a Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (ADEPARÁ) enviou duas fiscais estaduais agropecuárias, as médicas veterinárias Samyra Albuquerque e Glaucy Carreira, integrantes, respectivamente, das Gerências de Epidemiologia e Emergência Sanitária Animal (GEESA) e Vigilância para Febre Aftosa e Doenças Vesiculares (GEVFAR) para participar do treinamento simulado em emergência sanitária, realizado em Minas Gerais, no início de outubro.
Promovido pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e pelo Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), no município de Montes Claros, no norte do estado, o exercício simulado de emergência para febre aftosa contou com a presença de representantes de 22 estados brasileiros. Ao todo, 270 profissionais foram capacitados este ano.
O treinamento é realizado anualmente e dura uma semana. O Mapa seleciona o local que vai abrigar o evento e em conjunto com o órgão de defesa agropecuária estadual organiza e garante toda a logística para a capacitação das equipes. No ano passado, o treinamento ocorreu no estado do Acre, e também contou com a participação de técnicos da ADEPARÁ.

De acordo com gerente de epidemiologia da ADEPARÁ, fiscal agropecuária Samyra Albuquerque, os profissionais puderam vivenciar na prática uma situação de emergência sanitária para febre aftosa com tudo que é exigido no protocolo de emergência e o envolvimento dos demais órgãos estaduais.
Segundo a veterinária, o treinamento simulado de emergência Zoossanitária é uma ferramenta crucial para a preparação do Serviço Veterinário Oficial frente à ocorrência de doenças animais de alto impacto. Seu objetivo primordial é capacitar as equipes e avaliar a eficiência e a aplicação prática dos procedimentos e ações previstas em um Plano de Contingência.
“É nesse exercício prático que o serviço oficial tem a oportunidade de treinar a implementação de toda a estrutura de resposta, desde a aplicação dos conceitos do Sistema de Comando de Incidentes (SCI) para a organização da operação, até a correta execução das funções de cada setor dentro do Centro de Operações de Emergência Zoossanitária (COEZOO). As coordenações previstas no COEZOO – como a Coordenação Geral, a de Operações de Campo (incluindo Vigilância e Trânsito), a de Planejamento e a de Logística – praticam a cadeia de comando, a comunicação de risco, a gestão de recursos e a tomada de decisões de forma integrada, simulando um cenário real. O treinamento permite, assim, identificar vulnerabilidades, aprimorar os protocolos e garantir uma resposta rápida e eficaz para contenção e erradicação do foco de doença, minimizando os impactos econômicos e sociais”, explicou a gerente.

Zona livre de Febre Aftosa sem Vacinação -Em maio de 2025, o Brasil foi declarado zona livre de febre aftosa sem vacinação pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA). O reconhecimento da OMSA encerra uma jornada de trabalho árduo no campo com campanhas anuais de vacinação em massa realizadas pelo Serviço Veterinário Estadual para erradicar a doença. Para evitar a reintrodução do vírus e manter o novo status sanitário, a ADEPARÁ segue realizando o aprimoramento contínuo das estratégias de vigilância e investindo na qualificação do corpo técnico para, em casos suspeito de doença vesicular, ter a capacidade de agir com rapidez e eficácia para evitar a disseminação da enfermidade para outros rebanhos, reduzindo os impactos econômicos para o País.