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Vigilância fitossanitária alcança os 144 municípios

Enviado por rosa.cardoso em

Ações fortalecem a prevenção e o controle da mosca-da-carambola em todo o território paraense.

 

Atualmente, o Pará mantém uma rede de vigilância fitossanitária presente nos 144 municípios, com ações estruturadas de acordo com o nível de risco de cada região.

 

 

 

 

Nas áreas consideradas mais vulneráveis, o monitoramento é intensificado. Além da utilização sistemática de armadilhas, são realizadas ações de fiscalização, coleta de frutos quando necessária, educação sanitária, controle de focos e acompanhamento do trânsito de produtos hospedeiros.

 

A modernização dos processos também passou a integrar a estratégia de vigilância da ADEPARÁ. A digitalização do monitoramento permite à Gerência do Programa acompanhar com maior agilidade as informações produzidas pelas equipes em campo, identificar inconsistências, verificar áreas sem monitoramento e detectar situações que demandem intervenção.

 

A estratégia adotada pelo Estado combina prevenção, detecção precoce e resposta rápida, buscando impedir que uma eventual introdução da praga evolua para a dispersão em novas regiões.

 

 

 


Tecnologia amplia controle e rastreabilidade


O sistema digital foi estruturado para atender todo o território paraense e modernizar o monitoramento da mosca-da-carambola nos 144 municípios.

 

O aplicativo está integrado ao sistema da Defesa Vegetal e permite o registro digital das informações coletadas pelas equipes em campo. Entre as funcionalidades estão o cadastro georreferenciado das armadilhas, registro das inspeções, informações sobre capturas, situação das armadilhas e dos hospedeiros, registro fotográfico, localização geográfica e sincronização dos dados com a base central.

 

Na prática, o fluxo de informações passou a seguir uma estrutura integrada:

 

Campo → Aplicativo → Sistema → Acompanhamento gerencial

Segundo Josivan Barbosa, responsável pelo desenvolvimento da ferramenta, a digitalização proporciona maior agilidade e confiabilidade ao processo.

 

“Isso permite maior velocidade na circulação das informações, rastreabilidade das atividades, padronização dos registros e melhor capacidade de tomada de decisão pela gestão do programa”, informa.

 


Capacitação fortalece uso da ferramenta


Para ampliar e aperfeiçoar a utilização do sistema, a ADEPARÁ promove capacitações voltadas aos servidores que atuam no monitoramento da praga. Os treinamentos abrangem tanto os fundamentos do Programa de Erradicação da Mosca-da-Carambola quanto a utilização prática do aplicativo.

 

Entre os conteúdos estão o cadastro e a localização das armadilhas, registro fotográfico, realização das inspeções, preenchimento das informações, sincronização dos dados e execução do monitoramento diretamente em campo.

 

Uma das principais inovações é a substituição de registros anteriormente realizados em planilhas e documentos físicos por dados digitais e georreferenciados. A mudança permite que as informações sejam disponibilizadas à gestão de forma mais rápida e organizada.

 

O sistema também vem sendo aperfeiçoado a partir das experiências dos próprios usuários em campo, com ajustes destinados a corrigir inconsistências e aprimorar mecanismos de controle, rastreabilidade e gestão das informações.

 

O aplicativo já está em utilização operacional e segue em processo contínuo de implantação, capacitação e aperfeiçoamento. O lançamento institucional deverá consolidar e apresentar oficialmente a ferramenta desenvolvida pela área de Defesa Vegetal da ADEPARÁ.

 

 

 

 

 


Experiência do Pará ganha projeção

 

 

 


A experiência desenvolvida no Pará tem despertado o interesse de outros estados por oferecer uma alternativa tecnológica para modernizar uma atividade que tradicionalmente depende de grande volume de registros de campo e posterior consolidação das informações.

 

O diferencial está na integração entre georreferenciamento, registro das inspeções, acompanhamento das armadilhas, sincronização dos dados e gestão das informações, ampliando a capacidade de acompanhamento da rede de vigilância.

 

O modelo apresenta potencial para servir de referência a outros órgãos estaduais de defesa agropecuária que também desenvolvem ações de vigilância e controle da mosca-da-carambola.

 

Para Adalberto Tavares, o interesse de outras instituições reforça a relevância do trabalho desenvolvido pela ADEPARÁ.

 

“O interesse externo reforça a importância do trabalho desenvolvido pela Defesa Vegetal da ADEPARÁ, tanto na construção da ferramenta tecnológica quanto na experiência dos servidores que atuam diretamente no campo. A mesma experiência que levou os combatentes paraenses a serem convidados para colaborar no Amazonas é a que vem permitindo ao Pará avançar na modernização da vigilância fitossanitária e na proteção de sua fruticultura”, conclui.