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Adepará capacita servidores das regionais de Marabá e São Geraldo do Araguaia com o sistema de rastreabilidade - 20/02/2025

  • Descrição:

    O SIGEAGRO 2.0 faz a gestão dos programas de defesa agropecuária, como o programa Pecuária Sustentável do Pará

     

    TREINANDOS1

     

    Médicos veterinários, fiscais e agentes estaduais agropecuários das gerências regionais da Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (Adepará) de Marabá e São Geraldo do Araguaia, foram treinados para usar o SIGEAGRO 2.0 (Sistema de Gestão Agropecuária do Estado do Pará), na identificação individual dos bovinos do Programa Pecuária Sustentável do Pará.

     

    Conforme o diretor-geral da Agência de Defesa, Jamir Macedo, o programa avança pelas principais regiões do Pará, onde a produção de bovinos é uma atividade econômica forte.

     

    "Nós já temos na base de dados hoje um pouco mais de 3 mil animais identificados e esse número tende a aumentar no decorrer dos próximos meses. Nós temos uma meta muito bem definida que é 100% do trânsito animal dentro do estado do Pará identificado até dezembro de 2025 e no início de 2027 todo rebanho do estado identificado individualmente. Então, essa é a meta do programa para que nós possamos avançar de maneira rápida nessa identificação", projeta o diretor.

     

    MATÉRIA-PRIMA

     

    O município se destaca com cerca de 363 mil cabeças de bovinos e 647 propriedades com até 100 cabeças de bovinos. Durante o treinamento, foram identificados individualmente 75 animais bovinos, com dois brincos, sendo um boton eletrônico com tecnologia RFID e outro brinco visual ISO 076 Brasil, na propriedade "Chácara Bom Lugar". Produtores com até 100 cabeças de bovinos ou bubalinos recebem os elementos de identificação individual do programa. 

     

    Ao todo, foram dois dias de capacitação prática de campo, com uso do sistema de gestão e defesa agropecuária responsável por armazenar todas as informações que serão geradas no momento da identificação individual de bovinos e bubalinos. "Aqui em São Geraldo do Araguaia, os servidores foram capacitados dentro do programa da rastreabilidade e também a utilizarem o sistema de gestão que faz parte do programa, o SIGEAGRO 2.0. Nesse primeiro contato, o servidor fica habilitado para operar o sistema na versão de aplicativo, versão web e no modo offline", comentou o médico veterinário da Gerência de cadastro, controle e rastreabilidade animal (GRCA) da Adepará, John Almeida. 

     

    O treinamento habilita as equipes de campo a operar o novo sistema desenvolvido pela Adepará. "Desenvolvemos um novo sistema de gestão de informações agropecuárias totalmente moderno. O SIGEAGRO 2.0 é um sistema que tem linguagem de última geração, que está albergado na rede da AWS, que é uma das principais redes de albergues de sistema, que tem camadas de segurança e desenvolvimento utilizados pelos melhores sistemas do mundo", ressalta Jamir Macedo, diretor-geral.

     

    TREINANDOS2

     

    Defesa Agropecuária - Fortalecendo a sanidade e a produção do rebanho no estado, o Governo do Pará saiu na frente quando lançou o Programa Pecuária Sustentável, estruturado em três eixos: rastreabilidade, integridade e agregação de valor. A rastreabilidade animal é um dos pilares dentro do programa, no âmbito do Sistema de Rastreabilidade Bovídea Individual do Pará (SRBIPA), executado pela Agência de Defesa que iniciou em agosto a identificação individual dos bovinos conforme as fases do programa. O rebanho bovino em trânsito deve ser identificado individualmente com dois brincos, sendo um visual e outro um boton eletrônico, até dezembro de 2025 e todo rebanho bovino e bubalino do estado até dezembro de 2026.

     

    Requalificação Comercial - O produtor que já aderiu ao programa Pecuária Sustentável do Pará, caso tenha alguma área a ser recuperada, pode participar do programa de Requalificação Comercial do Estado, conduzido pela Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas), que permite o retorno de produtores rurais ao mercado formal da carne. Para isso, os produtores devem, além de possuir o Cadastro Ambiental Rural, comprovar o isolamento da área desmatada após 22 de julho de 2008, permitindo o início do processo de regeneração da floresta. No Programa de Requalificação, o processo é 100% digital, permitindo que o produtor acompanhe o andamento da sua solicitação.

     

    FIM DO DIA

     

     

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Semas e Adepará apresentam programa Pecuária Sustentável do Pará em evento em São Geraldo do Araguaia - 19/02/2025

  • Descrição:

    Iniciativa foi apresentada pelos titulares da Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Estado (Semas) e da Agência de Defesa Agropecuária do Pará (Adepará)

     

    EVENTO SOBRE PECUÁRIA SUSTENTÁVEL NO PARÁ

     

    Mais de 100 pessoas, entre produtores rurais, representantes de prefeituras e da iniciativa privada da região do Sudeste do Estado, compareceram, nesta terça-feira (18), ao auditório do frigorífico Masterboi, em São Geraldo do Araguaia, para um evento que teve entre seus destaques o Programa Pecuária Sustentável do Pará, que busca contribuir com a integridade e o desenvolvimento de toda a cadeia da carne no estado. 

     

    Lançado na Conferência do Clima das Nações realizada em Dubai em 2023, a COP 28, o programa é a maior iniciativa de rastreabilidade individual do Brasil. Estruturado em três eixos, quais sejam: rastreabilidade, integridade e agregação de valor, o programa estabelece que o rebanho bovino em trânsito deve ser identificado individualmente com dois brincos, sendo um visual e outro um boton eletrônico, até dezembro de 2025 e todo rebanho bovino e bubalino do estado até dezembro de 2026.

     

    O evento em São Geraldo do Araguaia foi organizado pelo frigorífico Masterboi, que desenvolve um projeto piloto de rastreabilidade individual, contribuindo com os objetivos do programa estadual. O município tem cerca de 363 mil cabeças bovinas. 

     

    Um dos destaques apresentados pelo Executivo Estadual foi a rastreabilidade individual do rebanho paraense. O Diretor Geral da Agência de Defesa Agropecuária do Pará (Adepará), Jamir Macedo, apresentou os detalhes de como funciona o trabalho, que consiste na aplicação de um brinco visual em uma orelha do animal e na outra orelha um brinco eletrônico. Após isso, os dados dos animais identificados são inseridos no Sistema de Gestão Agropecuário da Adepará, o Sigeagro 2.0. Atualmente, já são mais de 3,2 mil animais entre bovinos e bubalinos inseridos no sistema. 

     

    DIRETOR GERAL DA ADEPARÁ

     

    “A Adepará tem quase 200 operadores da rastreabilidade, o OPR, em atividade já cadastrados. Nosso time, e equipe técnica, vem realizando treinamentos com o Sigeagro 2.0 e já foram inseridos no sistema 3.225 animais entre bovinos e bubalinos. Inclusive a versão do aplicativo do Sigeagro para Android encontra-se disponível. Nós já estamos com quatro regionais treinadas para utilizar o sistema de rastreabilidade e vamos avançar nas outras regionais” informou Jamir Macedo. 

     

    Requalificação comercial 

     

    O secretário de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Pará, Raul Protazio Romão, apresentou o programa de Requalificação Comercial, que integra as ações do programa Pecuária Sustentável, e destacou a relevância da política pública para o setor. 

     

    SECRETÁRIO DE MEIO AMBIENTE E SUSTENTABILIDADE DO PARÁ

     

    “A requalificação comercial é uma política pública importante para nós pois temos clareza de que para atingirmos os nossos objetivos não podemos deixar ninguém pra trás e é sob essa perspectiva que estamos avançando. Já são 38,2 mil hectares de terras requalificados e 3,3 mil hectares isolados e devemos, muito em breve, intensificar o engajamento do programa nos municípios com o apoio de sindicatos e organizações locais, pra alcançarmos mais produtores”, explicou o secretário.

     

    “A finalidade principal é garantir que o produto que sai de dentro das fazendas de vocês e vem pra dentro de fábricas como essa possa acessar mais mercados do que acessa hoje ou não perder os mercados que já tem hoje. A gente está, com esse programa, se antecipando ao problema, se antecipando a uma condição de mercado, que vai vir, pra que quando ela aconteça o Pará vai ser o estado que mais vai estar à frente nesse processo”, destacou Raul Protazio em seu discurso para o público presente no evento.

     

    Prevista no TAC da carne, celebrado em 2014 por entidades ligadas à produção rural e o Ministério Público Federal (MPF), a requalificação comercial permite o retorno de produtores rurais ao mercado formal da carne. Para isso, os produtores devem, além de possuir o Cadastro Ambiental Rural, comprovar o isolamento da área desmatada após 22 de julho de 2008, permitindo o início do processo de regeneração da floresta. No Programa de Requalificação, o processo é 100% digital, permitindo que o produtor acompanhe o andamento da sua solicitação.

     

    Após a comprovação do isolamento da área desmatada, o produtor será considerado apto à comercialização da carne. Porém, caso seja detectada a interrupção do processo de regeneração, novo desmatamento ou a não adesão ao PRA, a Certidão de Adequação Ambiental será cancelada e o produtor não poderá mais utilizar os sistemas.

     

    [Original por Igor Nascimento (SEMAS)]

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ADEPARÁ faz 1º reunião técnica online sobre a Vassoura de Bruxa da Mandioca - 19/02/2025

  • Descrição:

    Por Rosa Cardoso (ADEPARÁ)

     

    A Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (ADEPARÁ), por meio da Gerência de Pragas Quarentenárias, realizou nesta terça-feira (18/02), a 1ª Reunião Técnica sobre a vassoura de bruxa da mandioca.

    PLANTA_INFESTADA

     

    Intitulada "Conhecendo a Vassoura de Bruxa da Mandioca", a reunião foi online e contou com a participação de mais de 90 servidores das 20 unidades regionais da ADEPARÁ, que abrangem 144 municípios paraenses.

    O evento teve como convidado o  Dr. Adilson Lima, pesquisador da Embrapa Amapá, que abordou os sintomas e as medidas de prevenção à doença.

     

    O pesquisador, que atua na área de controle biológico, com ênfase  no isolamento, caracterização e avaliação de agentes fúngicos para o controle biológico e promoção do crescimento vegetal,  detalhou a situação da doença no Amapá e o trabalho dos pesquisadores que percorreram áreas de difícil acesso para chegar às aldeias do  Oiapoque, onde foram identificados os primeiros registros da doença.

     

    De acordo com Adilson Lima, os sintomas da doença nas plantações de maniva devem ficar mais evidentes em março e abril com a intensidade do período das chuvas.  

     

    Para evitar a disseminação da praga, o pesquisador orientou que deve-se evitar o uso de maquinários agrícolas de áreas infectadas em locais de cultivo sem a presença da doença, higienizar as ferramentas  para eliminação de plantas doentes e multiplicar as manivas sementes resistentes ao patógeno - uma das principais medidas que tem sido estudadas para barrar a entrada do fungo.

     

    A gerente de pragas quarentenárias da ADEPARÁ, Maria Alice Thomaz, disse que essa é primeira atividade direcionada aos servidores do campo e em breve serão feitos treinamentos para que eles possam atuar na defesa do território paraense contra essa praga.

    GPQ-ALICE_THOMAZ

     

    “Nesse primeiro momento, nós queremos nivelar os conhecimentos sobre essa praga com todos os nossos servidores. Em uma próxima reunião que faremos, já será para apresentar aos nossos servidores nosso plano de ação para prevenção e controle caso essa praga adentre nosso Estado, pois atualmente só ocorre em 6 municípios do Amapá”, explicou a gerente Maria Alice Thomaz.

     

    Vassoura de bruxa da mandioca - É a mais nova  doença que está afetando a cultura da mandioca, no Amapá. A praga não tem qualquer relação com a vassoura de bruxa do cacaueiro. Trata-se de uma doença nova, detectada oficialmente em julho de 2024 em aldeias indígenas do Oiapoque, no Amapá. O fungo não é capaz de causar mal nenhum para a saúde humana, apesar de ser altamente destrutivo para as lavouras de mandioca. A praga encontra-se presente, até o momento, apenas no Amapá.  O Mapa decretou emergência fitossanitária para a doença nos estados do Amapá e do Pará.

     

    "O Pará foi incluído pois, como a doença segue avançando dentro do Amapá, nosso estado possui divisa terrestre com esse Estado, além do Pará ser o estado com maior produção de mandioca do Brasil”, explicou a gerente.

     

    Desde que foi declarada emergência sanitária para a praga quarentenária, a Adepará construiu em conjunto  com a Superintendência Federal de Agricultura (SFA/PA), um plano emergencial de combate à vassoura de bruxa da mandioca , que irá realizar primeiramente levantamentos emergenciais para detecção da praga em 28 municípios escolhidos pela proximidade com o Amapá e pela produção expressiva de mandioca.

     

    A reunião foi uma oportunidade para os servidores de diversas regiões do estado se atualizarem sobre o tema. “Conhecer a praga é importante porque quando fizermos a inspeção de campo, vamos ter certeza que a praga não está no Pará. Sem conhecer, sem saber identificar a praga, pode gerar  dúvida. Então, ficar atualizado sobre onde essa praga está presente hoje, faz com que a gente fortaleça a inspeção e a vigilância nos municípios na divisa com o Amapá” , disse o fiscal agropecuário Cássio Polla.

     

    Para os servidores que atuam no campo como agentes fiscais agropecuários, a reunião técnica esclareceu o assunto. "Nós tivemos muitas informações sobre a presença da praga e como devemos nos preparar  e agir, caso ela chegue ao nosso território, com ações preventivas, levantamentos e educação sanitária nas unidades produtivas da mandioca", disse Andressa Bentes , agente fiscal agropecuária.

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ADEPARÁ realiza 1º Reunião Técnica on-line  sobre a Vassoura de Bruxa da Mandioca - 17/02/2025

  • Descrição:

    Planta de mandioca com vassoura de bruxa

     

    A Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (ADEPARÁ), por meio da Gerência de Pragas Quarentenárias realiza, nesta terça-feira, 18/02, às 13h, a 1ª Reunião Técnica on-line intitulada "Conhecendo a Vassoura de Bruxa da Mandioca", que será ministrada pelo Dr. Adilson Lima, pesquisador da Embrapa Amapá.


    Direcionada aos servidores das vinte regionais da Agência, o encontro remoto será pela plataforma Teams.“Essa primeira reunião será apenas com os servidores da Adepará, de todas as unidades da Agência  dos 144 municípios. Nesse primeiro momento, queremos nivelar os conhecimentos sobre essa praga com todos os nossos servidores. Em uma próxima reunião que faremos, já será para apresentar aos nossos servidores nosso plano de ação para prevenção e até para o controle caso essa praga adentre nosso Estado, pois atualmente ocorre em 6 municípios do Amapá”, explica a gerente Maria Alice Thomaz. 

     

    A vassoura de bruxa é a mais nova  doença que está afetando a cultura da mandioca, no Amapá. A praga não tem qualquer relação com a vassoura de bruxa do cacaueiro. Trata-se de uma doença nova, detectada oficialmente em julho de 2024 em aldeias indígenas do Oiapoque, no Amapá. O fungo não é capaz de causar mal nenhum para a saúde humana, apesar de ser altamente destrutivo para as lavouras de mandioca. A praga encontra-se presente, até o momento, apenas no Amapá.  O Mapa decretou emergência fitossanitária para a doença nos estados do Amapá e do Pará. "O Pará foi incluído pois, como a doença segue avançando dentro do Amapá, nosso estado possui um fronteira terrestre com esse Estado, além do Pará ser o estado com maior produção de mandioca do Brasil”, explicou a gerente.

     

    Desde que foi declarada a emergência sanitária para a praga quarentenária, a Adepará construiu em conjunto com a Superintendência Federal de Agricultura (SFA/PA), um plano emergencial de combate à vassoura de bruxa da mandioca , que irá realizar levantamentos emergenciais para detecção da praga em 28 municípios escolhidos pela proximidade com o Amapá e pela produção expressiva de mandioca.  

     

    A reunião desta terça será uma oportunidade para os servidores se atualizarem sobre o tema.
    Para participar, ao acessar o link pelo PAE, o  servidor deverá se identificar com nome, sobrenome e local de lotação. Essa identificação é essencial para que possam permanecer logados durante a reunião.  

     

    reunião técnica

     

    SERVIÇO:


    1ª  Reunião Técnica on-line "Conhecendo a Vassoura de Bruxa da Mandioca" 
    Data: 18 de fevereiro de 2025
    Horário: 13 horas
    Plataforma: Teams

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ADEPARÁ e SEAF apresentam ações emergenciais de combate à vassoura-de-bruxa da mandioca para agricultura familiar - 14/02/2025

  • Descrição:

    Doença já está presente no Amapá. No Pará, ações serão intensificadas para evitar que o fungo seja introduzido em território paraense.

     

     

    evento mandioca

    Fotos: Ascom/ ADEPARÁ

     

    Representantes de mais de 60 entidades ligadas à agricultura familiar participaram, nesta quinta-feira (13/02), no auditório da Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (ADEPARÁ), em Belém, no evento “Vassoura de Bruxa da Mandioca - Ações Emergenciais de Defesa Sanitária”, onde foram apresentadas as principais medidas para evitar a ocorrência da doença no Pará, maior produtor nacional.

     

     

    O evento foi transmitido pelo canal oficial da ADEPARÁ no YouTube e contou de forma remota com  64 entidades que integram o Conselho Estadual de Desenvolvimento Rural Sustentável (CEDRS) em diversas regiões do estado, alcançando mais de 300 visualizações.

     

    Na abertura, o diretor-geral da ADEPARÁ, Jamir Macedo falou sobre os grandes desafios da defesa vegetal no Estado.

    “Nós temos uma atuação forte contra a monilíase (praga do cacaueiro), realizando fiscalização intensa. Nós fazemos vigilância constante no controle da mosca da carambola com atuação prioritária contra essa praga, inclusive com reconhecimento do Mapa. E, agora, instituímos como prioridade a atuação frente à vassoura de bruxa da mandioca. Nosso trabalho, como órgão estadual de defesa, é atuar para que essas doenças não entrem no estado e não causem prejuízos para a nossa produção agrícola, prevenindo essa doença conseguimos cumprir com a nossa atividade fim, que é proporcionar o desenvolvimento do setor produtivo do Pará”, disse.

     

    Ele destacou as medidas legais e ações preventivas na divisa do Pará com o Amapá, onde cinco postos fixos de fiscalização agropecuária estão em alerta. “Nós já intensificamos a fiscalização na zona de fronteira, trabalho em conjunto com o MAPA. Vamos intensificar as visitas às propriedades rurais, orientar os produtores.Também vamos intensificar o trânsito agropecuário para verificar se não tem material vegetal de maniva de área de ocorrência entrando no estado. Está vigente uma portaria que impede o fluxo de produtos da mandioca do Amapá para cá. Então, todas as ações estão sendo intensificadas neste momento para evitar a entrada desta praga no Pará”, ressaltou Jamir Macedo, diretor-geral da ADEPARÁ.

     

    Jamir Macedo fala sobre os desafios da defesa vegetal

     

    No evento, setores da ADEPARÁ responsáveis pela fitossanidade - Diretoria de Defesa e Inspeção Vegetal e Gerência de Pragas Quaternárias - explicaram sobre o fungo causador da doença e ressaltaram a importância da construção de um plano de trabalho coletivo de prevenção. 

     

    A fiscal agropecuária Thaís Leão, responsável técnica do programa estadual de prevenção à vassoura de bruxa da mandioca, detalhou as principais ações planejadas e o panorama da cadeia produtiva no estado. 

    "Nós sabemos pouco sobre esse fungo , então nós precisamos  conter pelo menos a entrada de possíveis disseminadores da praga, que são as partes do vegetal vindo dessas áreas de ocorrência”, frisou a fiscal.  

     

     

    Nova praga - Atualmente, a praga está presente em seis municípios do Amapá. A Gerente de Pragas Quarentenárias, Maria Alice Thomaz, ressaltaque “a praga não tem qualquer relação com a vassoura de bruxa do cacaueiro. Pois trata-se de uma doença nova, detectada oficialmente em julho de 2024 no Amapá". A gerente enfatiza também “que o fungo não é capaz de causar mal para a saúde humana, apesar de ser altamente destrutivo para as lavouras de mandioca. Muito embora a emergência declarada tenha sido para os estados do PA e AP, a praga encontra-se presente, até o momento, apenas no Amapá. O Pará está incluído pois, como a doença segue avançando dentro do Amapá, nosso estado possui um fronteira terrestre com esse Estado, além do Pará ser o estado com maior produção de mandioca do Brasil”, explicou.

     

    Desde que foi declarada emergência sanitária para a praga quarentenária, a Adepará construiu em conjunto com a Superintendência Federal de Agricultura (SFA/PA), um plano emergencial de combate à vassoura de bruxa da mandioca, que irá realizar levantamentos emergenciais para detecção da praga em 28 municípios escolhidos pela proximidade com o Amapá e pela produção expressiva de mandioca.  

    “Quando essa praga chega, ela causa impacto negativo grande, causa prejuízos econômicos, insegurança alimentar, compromete o desenvolvimento da cadeia produtiva porque vai impactar diretamente na produtividade. Se hoje nós somos o maior produtor de raiz, essa situação pode ficar comprometida. Por isso, toda essa preocupação que nós temos”, enfatizou Lucionila Pimentel, diretora de defesa e inspeção vegetal, 

     

    Durante o encontro, também ocorreu a 5ª reunião extraordinária do Conselho Estadual de Desenvolvimento Rural Sustentável (CEDRS), que abriga 64 organizações ligadas à agricultura familiar, e é presidido pelo Secretário de Estado de Agricultura Familiar (Seaf), Cássio Pereira.

    "A mandioca é o cultivo mais importante para a agricultura familiar do Pará. Então, o nosso papel é mobilizar secretários municipais e organizações sociais da agricultura familiar  para a perfeita compreensão da situação. A doença ainda não ocorre no Pará, no entanto ela tem ocorrência registrada no Amapá, e nós estamos nos preparando para fazer um controle sistemático para que essa praga não entre, pelas estradas, rios ou movimentação de pessoas. A mensagem é: o Pará está preparado. Nós temos uma agência de defesa forte. Estamos junto com o Ministério da Agricultura e fazendo a nossa parte”, declarou o secretário.

     

     

     

    Em âmbito federal, o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar se colocou à disposição para ajudar no combate à doença. “É muito importante esse esforço que o governo do Pará, por meio da ADEPARÁ tem feito. E nós temos dialogado junto com o MAPA para difundir as informações junto à agricultura familiar. Como maior produtor, é muito importante que nós estejamos todos juntos, governo federal,  governo estadual e também os governos municipais”, disse Edson Júnior, da superintendência  do ministério no Pará. 

     

     

    Do Acará, município com maior produção de mandioca do País, 600 mil toneladas por ano, veio o secretário municipal de agricultura, Edinaldo Neves, para participar das discussões. No município, 15 mil famílias de agricultores familiares trabalham no cultivo da mandioca. São 45 hectares plantados. A raiz in natura é comercializada para Castanhal, São Miguel do Guamá, Santa Maria do Pará e demais regiões. O secretário acredita  que  as ações conjuntas darão resultado.

    “Nosso município está à disposição para desenvolver esse trabalho em parceria com os órgãos no enfrentamento dessa doença”, afirmou.

     

    Para o enfrentamento da doença foi proposto a criação do Comitê Estadual de Enfrentamento da Vassoura de Bruxa da Mandioca para debater tecnicamente as questões e compartilhar as informações sobre a atuação dos órgãos oficiais com a cadeia produtiva.

     

    Serviço: Em caso de suspeita da doença, avise a ADEPARÁ no seu município ou entre em contato com a Gerência de Pragas Quarentenárias no telefone (91) 99392-4245 ou pelos emails ddiv@adepara.pa.gov.br, gedv@adepara.pa.gov.br e gpq@adepara.pa.gov.br

     

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ADEPARÁ reúne entidades da cadeia produtiva para apresentar ações emergenciais de combate à vassoura de bruxa da mandioca - 13/02/2025

  • Descrição:

    plantação de mandioca

     

    A Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (ADEPARÁ) realiza, nesta quinta-feira, 13, de 9h às 12h, no auditório da Agência Sede, em Belém, o evento "Vassoura de Bruxa da Mandioca - Ações Emergenciais de Defesa Sanitária", para apresentar as ações emergenciais de combate à doença causada pelo fungo Rhizoctonia theobromaea, que já está presente no Amapá, onde foi decretada emergência sanitária pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

     

    Em formato presencial e remoto, com transmissão pelo canal oficial da ADEPARÁ no YouTube (Acesse o canal), o encontro deve reunir representantes de mais de 60 entidades que integram o Conselho Estadual de Desenvolvimento Rural Sustentável (CEDRS).

     

    Na oportunidade, também será realizada a 5ª Reunião do Conselho, que vai discutir exclusivamente a atuação dos órgãos oficiais nas ações de enfrentamento da doença para evitar a introdução do fungo no território paraense. 

     

    Para manter o Pará livre da doença, a ADEPARÁ publicou em fevereiro uma norma restringindo o trânsito de materiais vegetais de mandioca vindos do Amapá, irá realizar levantamentos emergenciais para detecção da praga em 28 municípios, selecionados a partir da proximidade com o Amapá e pela produção expressiva de mandioca, e também iniciou o levantamento das rotas de risco, colocando em alerta os postos fixos de fiscalização agropecuária localizados em Almerim, Porto de Moz, Gurupá e Breves, geograficamente próximos do Amapá.

     

    No Amapá, a Agência de Defesa e Inspeção Agropecuária (DIAGRO) atua para frear a disseminação do fungo. O estado criou uma força tarefa e montou barreiras fitossanitárias ao longo da BR 156 com apoio da PRF e do Exército. Também foram intensificadas as ações de educação sanitária nas aldeias indígenas e nos seis municípios afetados. 

     

    Serviço:

    Abertura: 13/02/2025 - 09h00

    Encerramento: 13/02/2025 - 12h00

    Local: Auditório da Agência sede da ADEPARÁ

    Endereço: Travessa Estrella, 1184 - entre Pedro Miranda e Marquês de Herval - Pedreira

    Contatos: Rosa Cardoso (91) 99986-4652 / Nathália Lima (91) 98121-8001

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Cadeia produtiva da mandioca define ações estratégicas para prevenção da Vassoura de bruxa da Mandioca - 12/02/2025

  • Descrição:
    F1

     

    Barreiras fitossanitárias na divisa do Pará com o Amapá e produção de maniva-semente resistente ao fungo são algumas das medidas para evitar disseminação da praga.

     

    Setores ligados a cadeia produtiva da mandioca do Pará e Amapá estiveram reunidos nesta segunda-feira , 10, na sede da Federação da Agricultura e Pecuária do Pará ( Faepa) para tratar das ações de controle da vassoura de bruxa da mandioca, doença provocada pelo fungo Rhizoctonia theobromae que foi detectada em aldeias indígenas do Amapá, e representa uma ameaça  às plantações de mandioca no Pará.

     

    A reunião técnica contou com  representantes da Agência de Defesa Agropecuária do Pará (ADEPARÁ), Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (Sedap), Superintendência Federal de Agricultura no Pará (SFA/PA), Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), Embrapa, Agência de Defesa e Inspeção Agropecuária do Amapá (DIAGRO), além de produtores, prefeituras e instituições de ensino e pesquisa.

     

    F2

     

    Transmitida pela internet, a reunião teve a participação de mais de cem pessoas, que acompanharam as palestras ministradas por  especialistas.

     

    Por meio de três setores - diretoria de defesa e inspeção vegetal , gerência de defesa vegetal e gerência de programas de pragas quarentenárias - a ADEPARÁ fez uma apresentação conjunta com a  SFA/PA , onde foram detalhadas as ações estratégicas. 

     

    O auditor fiscal federal agropecuário Milton Cunha Leite (SFA/PA)  e a gerente de pragas quarentenárias da Agência de Defesa , Maria Alice Thomaz  abordaram o treinamento das equipes de campo, a vigilância do trânsito agropecuário com o reforço das barreiras, levantamentos emergenciais e de continuidade e capacitação de produtores. 

     

    Dentre as ações de emergência planejadas, a ADEPARA com o apoio do MAPA estará realizando levantamentos preventivos para detecção da praga em lavouras. “Nesse primeiro momento, realizaremos levantamentos para detecção da praga em 28 municípios, selecionados  a partir da proximidade com o Amapá e pela produção expressiva de mandioca” ressalta a gerente Maria Alice Thomaz.

     

    Além das ações integradas , a Adepará publicou uma norma  restringindo o trânsito de materiais vegetais de mandioca do Amapá para o Pará e está fazendo o levantamento das rotas de risco. “Nós estamos trabalhando nas rotas de risco de  entrada na praga. Fluvial e terrestre. Na nossa rota de risco tem cinco postos fixos de fiscalização agropecuária da Adepará: Monte Dourado, Almerim, Porto de Moz, Gurupá e o Estreito de Breves, na base integrada Antônio Lemos. Todos esses postos já estão em alerta. Então, é uma atividade que nós iniciamos desde o momento em que foi declarada a presença da praga”, afirmou. 

     

    F3

     

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Programa Erradicação da Mosca-da-Carambolada é reconhecido pelo MAPA pela adoção de boas práticas agrícolas - 10/02/2025

  • Descrição:

     

     

     

    O Programa Estadual de Erradicação da Mosca-da-Carambola, executado pela Agência de Defesa Agropecuária
    do Estado do Pará (ADEPARÁ) há 18 anos, ganhou reconhecimento nacional do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa)
    pela adoção de boas práticas agrícolas durante as ações de defesa realizadas no território paraense.

     

    O termo de reconhecimento foi publicado no Diário Oficial da União (DOE), desta sexta-feira (07). A conquista contou com o
    apoio da CropLife Brasil (CLB), uma associação civil sem fins lucrativos que representa empresas especializadas em pesquisa
    e desenvolvimento de soluções para a produção agrícola sustentável, que intermediou o pedido junto ao Ministério da Agricultura.

     

    Para obter o reconhecimento, a ADEPARÁ enviou relatório com a proposta, onde foram detalhadas informações, metodologias e
    práticas executadas pelos setores envolvidos, como a Gerência do Programa, Educação Sanitária, Trânsito Agropecuário e Certificação
    Fitossanitária, que promovem as ações de Combate, Monitoramento, Educação Fitossanitária, Vigilância no Trânsito Agropecuário e
    Fiscalizam as execuções dos Levantamentos de Detecção das Unidades Produtivas, respectivamente.

     



    fiscalização

     

     

     

    Para o diretor-geral da ADEPARÁ, Jamir Macedo, esse reconhecimento é resultado de um trabalho árduo realizado
    pelos servidores, sobretudo no Distrito de Monte Dourado, no município de Almeirim, na divisa do Pará com o Amapá,
    região onde ainda há ocorrência da praga.

     

    “Esse reconhecimento é merecido aos servidores da Gerência do Programa de Erradicação da Mosca-da-carambola e
    demais servidores da Agência pela excelência do trabalho executado e comprometimento com a Defesa Agropecuária
    no nosso Estado”, ressaltou o diretor.



    As Boas Práticas Agrícolas (BPAs) envolvem um conjunto de princípios, normas e recomendações técnicas aplicadas à
    produção, processamento e transporte de insumos, matérias-primas e produtos. Dentre os 10 requisitos mínimos de
    reconhecimento para adoção da BPA exigidos pelo Mapa estão o planejamento e gestão do estabelecimento rural; a organização
    e higiene no estabelecimento rural, o uso correto de insumos, o manejo integrado de pragas e o cumprimento da legislação
    ambiental e a rastreabilidade do processo produtivo com registros e controles da produção, dentre outros.

     

     

    O Fiscal Estadual Agropecuário Adalberto Tavares, Gerente do Programa, explica que o relatório pleiteando o reconhecimento
    traz uma análise da parte documental, inclusive com os materiais educativos que foram elaborados para utilização nas ações
    de educação fitossanitária. “Esse reconhecimento reforça nosso compromisso com a excelência fitossanitária e evidencia a
    importância da parceria e do trabalho em conjunto para o sucesso das ações voltadas à defesa agropecuária em nosso Estado'',
    disse o Gerente do Programa.

     



    Equipe

     

     

     

    A execução das ações de erradicação da mosca-da-carambola é realizada de forma integrada entre diferentes setores,
    envolvendo a mobilização de recursos humanos e materiais, bem como a colaboração da sociedade. Para a eficácia do programa,
    a educação fitossanitária desempenha um papel importante, funcionando como um pilar essencial para conscientizar e mobilizar
    a comunidade. Por meio de campanhas educativas, palestras, distribuição de materiais informativos e abordagens diretas a diferentes
    públicos, o programa promove práticas preventivas que reduzem os riscos de dispersão da praga e fortalecem as medidas de controle.

     

    “Com esse reconhecimento nós conseguimos demonstrar como uma abordagem integrada, regulamentada e educacional pode
    proteger a agricultura e manter o estado do Pará competitivo no mercado global de frutas”, declarou o Diretor-Geral.

     

     

    Mosca-da-carambola - É uma praga quarentenária com impacto na agricultura que impõe restrições ao comércio de frutos.
    Originária da Ásia, é uma das principais ameaças à fruticultura brasileira devido aos sérios prejuízos que causam em várias culturas.
    O primeiro registro no Brasil ocorreu em 1996, no Amapá, de onde a praga teria sido disseminada. Desde então, já houve infestações
    no Pará e em Roraima, pela proximidade geográfica e grande tráfego de pessoas e mercadorias. 
     

     

     


    Combate - Para enfrentar a ameaça, a ADEPARÁ desenvolve ações de prevenção, contenção e erradicação da praga. A Agência opera
    com unidades estratégicas e veículos especializados a fim de garantir presença em todas as regiões do estado, proporcionando agilidade
    e eficiência no atendimento e fiscalização. Desde 2007, é executado um trabalho de controle da disseminação da mosca-da-carambola
    por meio das ações de erradicação, prevenção e fiscalização, protegendo a produção de frutas e assegurando as exportações. O monitoramento
    contínuo é essencial para detectar a presença da praga e evitar sua expansão para outras regiões. Técnicas como o uso de armadilhas
    com atrativos específicos para capturar a mosca, têm mostrado bons resultados. Aliado a isso, a Lei Estadual nº 7.392/2010 estabelece
    penalidades para quem transportar ou vender frutos hospedeiros da mosca-da-carambola, com a apreensão e destruição das frutas e multas.



    MOsca

     

     



     

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Adepará define ações para prevenir 'Vassoura-de-Bruxa da Mandioca' no Pará - 06/02/2025

  • Descrição:

    Entre as medidas de prevenção para a agricultura paraense, está proibida a entrada de planta e parte de plantas vindas de regiões com ocorrência da praga

     

     

    A Agência de Defesa Agropecuária do Pará (Adepará) publicou nesta quinta-feira, 6, no Diário Oficial do Estado (DOE), a portaria estabelecendo critérios, procedimentos e medidas de Defesa Sanitária Vegetal a serem adotadas em todo o território paraense visando à prevenção, controle e não disseminação da praga Rhizoctonia theobromae, conhecida como  “vassoura de bruxa da mandioca”, um fungo que destrói plantações do cultivo, que é a base alimentar de moradores da região norte.

     

    A praga está presente no Amapá, onde foi declarado estado de emergência fitossanitário por um período de um ano em função do risco de surto da doença pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA). 

     

    Apesar de não haver registro da doença nos municípios paraenses produtores de mandioca, as medidas são necessárias tendo em vista que o Pará é o maior produtor de mandioca do Brasil e o único estado que faz fronteira terrestre com o Amapá.

     

    De acordo com a gerência de defesa vegetal da Adepará, existe o risco de introdução da praga no território paraense, que pode ocorrer por meio do trânsito de material de propagação vegetativa, procedente do Amapá. “A Vassoura de bruxa da mandioca é  uma doença  emergente  com  elevado  potencial  destrutivo,  sendo  uma  das  mais importantes ameaças  para a  cultura. Porém, há maneiras de prevenir essa praga, realizando a limpeza de maquinário, equipamentos, implementos, ferramentas agrícolas e material propagativo, que são potenciais disseminadores de pragas de uma área para outra”, explica o fiscal agropecuário Rafael Haber, gerente de defesa vegetal.

     

    A Adepará orienta produtores a não trazerem maniva do Amapá, sob risco de introdução da praga aqui no Estado. “A partir da publicação da nossa portaria, nós vamos iniciar a fiscalização no sentido de interromper o trânsito de material hospedeiro vindo de área de concorrência do Amapá para cá pro nosso estado”, orienta Haber.
     

     


    Proibições - A portaria da Adepará proíbe o ingresso de plantas e partes de plantas de hospedeiros da praga oriundos de áreas com ocorrência da vassoura de bruxa, para qualquer município do Pará. Para o trânsito de produtos vegetais oriundo de unidades federativas com o ocorrência da praga será exigido a certificação de origem. Nas fiscalizações agropecuárias, os fiscais irão exigir a Permissão de Trânsito de Vegetais - PTV, baseada em Certificado Fitossanitário de Origem - CFO, ou Certificado Fitossanitário de Origem Consolidado - CFOC, com a seguinte declaração adicional: "A partida é originária de município sem ocorrência de Rhizoctonia theobromae, em UF com ocorrência e encontra-se livre da praga".

     

    A permissão de trânsito de vegetais ficará dispensada quando as plantas e partes de plantas hospedeiras da praga originarem de locais sem ocorrência da doença. no caso, das cargas serem interceptadas no interior do Estado, sem a documentação de trânsito exigida, ou apresentem irregularidades na documentação, o vendedor, o transportador e o adquirente da carga serão autuados e a carga será apreendida.

     

    A Adepará também pede que produtores, responsáveis técnicos, extensionistas e profissionais das áreas de fomento, pesquisa, ensino e laboratórios, comuniquem imediatamente à Agência de Defesa ou Superintendência Federal de Agricultura (SFA -PA) a ocorrência de sintomas suspeitos da doença (ramos secos e deformados, nanismo e proliferação de brotos fracos e finos nos caules) para que seja feito o controle oficial.

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Fiscais da Adepará e agentes da PRF apreendem 1.500 caranguejos em Castanhal - 05/02/2025

  • Descrição:

     

     

    A apreensão ocorreu um dia antes do final de mais um período do defeso, que proíbe captura, transporte, beneficiamento, industrialização e comercialização da espécie

     

     

    Uma equipe de fiscalização volante da Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (Adepará) apreendeu 1.500 caranguejos, na madrugada do último domingo (2), no posto da Polícia Rodoviária Federal em Castanhal, município da Região Metropolitana de Belém. A apreensão resultou do trabalho em conjunto de fiscais da Adepará e agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF), após abordagem na barreira do veículo que transportava os crustáceos.

     

     

    De acordo com a fiscalização, o destino da carga era o município de Belém, onde os caranguejos seriam comercializados.

     

    Castanhal

     

     

    A equipe da Adepará, formada por agentes e fiscais agropecuários, identificou que a carga não possuía Guia de Trânsito Animal (GTA), documentação exigida para o transporte de produtos de origem animal. Também não havia declaração de estoque, que permite a emissão da GTA no período do defeso. O defeso atual foi encerrado somente no dia 3 de fevereiro (segunda-feira).

     

     

    Em cumprimento à Portaria interministerial que regulamenta o defeso, após a apreensão os animais foram devolvidos à natureza. “Os caranguejos foram soltos numa área de mangue, localizada no município de São João da Ponta (nordeste paraense). Nessa área protegida, onde existe uma reserva ambiental, os caranguejos vão poder completar o ciclo de reprodução, garantindo a manutenção da espécie”, informou Jamir Macedo, diretor-geral da Adepará.

     

    No Pará, o período do defeso do caranguejo-uçá foi iniciado em  dezembro de 2024. São cinco períodos, nos quais é proibida a captura, o transporte, beneficiamento, industrialização e comercialização da espécie. Os próximos períodos de proibição de captura no Pará ocorrem de 27 de fevereiro a 4 de março de 2025, e de 29 de março a 3 de abril de 2025.

     

    apreensão

     

    Proteção – Estabelecido pela Portaria Interministerial nº 22/2024, dos Ministérios da Pesca e Aquicultura (MPA) e do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), o defeso também determina que pessoas físicas ou jurídicas que atuam com manutenção, conservação, beneficiamento, industrialização ou comercialização do crustáceo deverão apresentar declaração de estoque detalhada antes de cada período do defeso.

     

    Mesmo durante a proibição de captura, a comercialização dos estoques declarados será permitida em caráter excepcional, desde que comprovada a origem. Produtos de captura apreendidos pela fiscalização, quando vivos, deverão ser devolvidos ao habitat natural, de acordo com o Decreto nº 6.514/2008.

     

     

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ADEPARÁ oferta curso de certificação para responsáveis técnicos de cultivos como cacau e banana em Altamira - 03/02/2025

  • Descrição:

    plantação de banana


     

    A Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (ADEPARÁ) promove, no período de 25 a 28 de fevereiro, em Altamira, na região de integração do Xingu, o Curso  Habilitação de Responsáveis Técnicos para Emissão de Certificação Fitossanitária de Origem (CFO) e Certificação Fitossanitária de Origem Consolidada (CFOC) para Cacau e Banana.


     

    O curso tem coordenação da ADEPARÁ e será executado em parceria com a  Superintendência Federal de Agricultura no Pará (SFA-PA). Estão sendo ofertadas 40 vagas para engenheiros agrônomos. 

     

    No curso, os alunos terão aulas expositivas ministradas na Faculdade Serra Dourada e também aulas práticas em campo. Os instrutores são três fiscais estaduais agropecuários da ADEPARÁ e um pesquisador da Embrapa Acre.

     

    Para se inscrever , os interessados devem preencher a ficha de inscrição, efetuar o pagamento da taxa, que é gerada nas unidades da Adepará e encaminhar o comprovante de pagamento para o email certificacaoadepara@gmail.com

     . 

    cacau
     

     

    SERVIÇO:

     

    Curso de Certificação Fitossanitária - CFO e CFOC para Cacau e Banana

    Período: 25 a 28 de fevereiro de 2025

    Local: Faculdade Serra Dourada - Altamira/PA


     

    REQUISITOS PARA INSCRIÇÃO:

    Exclusivo para Engenheiros Agrônomos, com registro no CREA (cópia da carteira do CREA via e-mail).

    Comprovante de Pagamento da Inscrição (via e-mail).

    E-mail: certificacaoadepara@gmail.com

    Corporativo: (91) 99392-3399

     

    FICHA DE INSCRIÇÃO


     

    TAXA DE INSCRIÇÃO:R$ 288,07


     

    PAGAMENTO DA TAXA:

    BANPARÁ - Agência nº 015 e Conta Corrente nº 54.414-0.

    Banco do Brasil - Agência nº 1674-8 e Conta Corrente nº 11.568-1.

    Boleto via Sistema SIGEAGRO (emitido nas Unidades Locais da ADEPARÁ).



     

    Instrutores:

    – Engº Agrº. Euclides Holanda Cavalcante Filho - FEA/ADEPARÁ 

    – Engº. Agrº. Gleicilene Brasil de Almeida - FEA/ADEPARÁ

    – Engº. Agrº. Wilson Emilio Saraiva da Silva - FEA/ADEPARÁ

    - Engº Agrº. Thais Leão - FEA/ADEPARÁ 

    - Engº. Agrº. Amauri Siviero Carga - Pesquisador EMBRAPA/AC. 

    - Eng°. Agr°. Geraldo Sousa Costa - CEPLAC

    - Dr. Wilson da Silva Moraes - Pesquisador MAPA/SFA-SP

     



    CARD com informações sobre o curso em altamira

     

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Termina nesta sexta, 31 de janeiro, prazo para atualização cadastral do dendê - 31/01/2025

  • Descrição:

    Adepará destaca que o prazo não será prorrogado, e a medida é importante para fortalecer a rastreabilidade e a sanidade da produção da palma de óleo no Pará.

     

    Foto: Ascom/ADEPARÁ

     

    A Agência de Defesa Agropecuária do Pará (Adepará) reforça o prazo final, nesta sexta-feira (31), para que os produtores de dendê realizem a atualização cadastral de suas Unidades Produtivas. O recadastramento é obrigatório, conforme a portaria nº 6174/2024, e o prazo não terá prorrogação.

    A Adepará enfatiza que a medida busca fortalecer a rastreabilidade, a sanidade e a qualidade da cadeia produtiva da palma de óleo no Pará. O objetivo é garantir a segurança fitossanitária e a competitividade do setor.

    Com a atualização dos dados, a Adepará pode monitorar a produção e a regularização dos produtores, assegurando o controle sobre a origem e o destino da produção de dendê no território paraense.

     

     

    A fiscal agropecuária Joselena Tavares, gerente de inspeção vegetal, frisa o que acontece com quem não faz o recadastramento. “Os produtores ficam temporariamente com o cadastro bloqueado até procurarem a Adepará, e sanarem as pendências. Eles também recebem sanções administrativas por não obedecerem a portaria, já que o cadastro é obrigatório", disse ela.

     

    "Com essa atualização,  a gente consegue saber se o produtor aumentou a área de plantio para que ele tenha uma safra mais tranquila em relação à emissão das guias, também, é para que a gente possa dar um suporte para os produtores para que eles estejam regularizados e não tenham problemas para circular com a produção”, explicou Joselena Tavares.

     

    Os produtores devem comparecer a uma unidade da Adepará. É necessário levar cópias dos seguintes documentos:

    Pessoa Física: RG e CPF

    Pessoa Jurídica: CNPJ e Contrato Social

    Comprovante de residência atualizado

    Comprovante de uso, posse ou propriedade da terra

    Cadastro Ambiental Rural (CAR)

     

     

    Além disso, é necessário fornecer um número de telefone e e-mail válidos. Os produtores que não realizarem a atualização ficarão impedidos de circular com os frutos do dendê, estando sujeitos à fiscalização nas barreiras agropecuárias estaduais.

    Após a atualização cadastral, as informações serão comprovadas pela ADEPARÁ, e as áreas produtivas passarão por uma análise de imagem para validação dos dados declarados. 

    A rastreabilidade da palma de óleo foi implementada pela ADEPARÁ em dezembro de 2023, por meio da Portaria Nº 6143/2023, possibilitando identificar origem e destino do fruto no Estado, maior produtor nacional de óleo de palma.

    De acordo com a Agência, existem hoje 1.438 produtores cadastrados, a maioria da agricultura familiar, atuando nessa atividade no Pará. O chamado Vale do Acará, que concentra a maior produção de palma, possui 1.921 unidades produtivas e 14 indústrias.

    Desde a implementação da GTV, já foram emitidas 69.441 guias, com um volume de circulação de 1,4 milhão de toneladas de cachos de fruto fresco no estado, conforme dados do SIGEAGRO/ADEPARÁ.

     

     

    Serviço:

    Prazo final para para atualização cadastral do dendê: 31 de janeiro de 2025

    Onde fazer ? Unidades da ADEPARÁ nos municípios produtores

    Documentação necessária:

    Pessoa Física: RG e CPF

    Pessoa Jurídica: CNPJ e Contrato Social, Comprovante de residência atualizada, Comprovante de uso, posse ou Contrato Social propriedade da terra, Cadastro Ambiental Rural (CAR).

     

    Mais informações: consulte a unidade da Adepará mais próxima.

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ADEPARÁ promove ação de educação sanitária no Terminal Hidroviário de Belém - 31/01/2025

  • Descrição:

    Durante a ação, mais de 400 pessoas foram orientadas e sensibilizadas pelos fiscais agropecuários

     

    Foto: Ascom/ ADEPARÁ

     

    A Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (ADEPARÁ) promoveu ação de educação sanitária na manhã desta quinta-feira, 30, no Terminal Hidroviário de Belém. O objetivo foi disseminar informações sobre doenças como a raiva dos herbívoros, a influenza aviária e a praga mosca-da-carambola (Bactrocera carambolae), inseto considerado uma das principais ameaças à fruticultura nacional e que tem como hospedeiros preferenciais mais de 30 tipos de frutas. 

     

    As equipes formadas por fiscais estaduais agropecuários, Engenheiros Agrônomos e Médicos veterinários, conversaram com passageiros nas chegadas e partidas de embarcações que fazem linha para o Arquipélago do Marajó. Mais de 400 pessoas que esperavam para viajar foram sensibilizadas e orientadas  durante a ação. “Já tinha ouvido falar na raiva, mas as outras doenças são novidade pra mim. Vou compartilhar com meus vizinhos pra gente se prevenir”, disse o chaveiro Francisco Amaral, que mora em Cachoeira do Arari.

     

     

    A Educação Sanitária é uma das principais ferramentas  utilizadas pela ADEPARÁ para evitar a disseminação de pragas e doenças. Além da abordagem, os técnicos da Agência também fazem a distribuição de panfletos educativos. O material é ilustrado e contém informações básicas sobre as doenças, como preveni-las e como as pessoas podem entrar em contato com a Agência para avisar sobre casos suspeitos. 

     

    O estudante José Wilker, que também reside em Cachoeira do Arari, disse que desconhecia as doenças e que agora vai ficar mais atento. Ele reconheceu a importância da ação e disse que  repassar as informações na Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Professor Delgado Leão, onde ele estuda.
    “É a primeira vez que ouvi falar sobre essas doenças. Vou avisar meus colegas de escola para desenvolvermos um projeto para ajudar a disseminar essas informações na nossa comunidade”.

     

     

    As ações educativas da ADEPARÁ procuram aproximar as comunidades do trabalho de defesa agropecuária realizado pela Agência no território paraense. “Nessas ações nós explicamos para a população sobre as medidas preventivas e informamos como as pessoas podem nos ajudar a prevenir essas doenças. Se elas nos avisarem sobre os casos suspeitos, nós conseguimos agir de imediato. Então, no caso da gripe aviária, por exemplo, nós alertamos as pessoas para não se aproximarem de aves com sintomas de gripe, avisar logo a ADEPARÁ para que possamos fazer o atendimento, realizar exames, retirar os animais da área de risco”, explicou o fiscal estadual agropecuário Clóvis Carneiro.

     

    O Pará é estado livre da Influenza Aviária, mas outras regiões do País registraram casos em aves migratórias e algumas aves silvestres. A chegada do inverno no hemisfério norte é o período em que as aves migram para o Brasil, por isso há necessidade de redobrar os cuidados. “Isso ocorre todo ano, sempre quando chega o inverno no hemisfério norte, as aves vêm para o hemisfério sul para poder se reproduzir e se alimentar. E, depois, migram para o hemisfério norte novamente, no final do ano, exatamente quando muda o clima”, alertou o veterinário que participou da ação educativa.

     

    veyerinário orienta passageiros

     

    Em caso de suspeita da doença notificar a ADEPARÁ  nos escritórios de atendimento da Agência, ou acessando o  SISBRAVET

     

     

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Produtores rurais do Marajó têm até hoje para atualizarem seu cadastro - 30/01/2025

  • Descrição:

     

     

    A campanha cadastral faz parte das ações de defesa agropecuária para manter
    o status livre de febre aftosa sem vacinação do rebanho

     

    Produtores rurais, agricultores, pecuaristas do Marajó têm até o dia 30 de janeiro, para realizarem a atualização
    cadastral e saldos de animais presentes nas suas propriedades, junto à Agência de Defesa Agropecuária do Estado
    do Pará (Adepará), mais próxima do seu município.

     

    Devem ser declaradas as seguintes espécies: bovina, bubalina, suína, ovina, caprina, equina, asinina, muar, aves,
    animais aquáticos e abelhas. Por idade do animal, macho ou fêmea conforme estabelecido pelas normas sanitárias.
    Após o término do prazo da campanha, as propriedades que não realizaram a atualização cadastral terão o cadastro
    bloqueado para emissão de Guia de Trânsito Animal (GTA), além da aplicação de sanções legais.

     

    bufa

     

     

    “Todo produtor que tem animais na sua propriedade no estado, tem obrigação de declarar o quantitativo além de
    fazer a sua atualização cadastral. Ela é de suma importância para manter o status de livre de febre aftosa sem vacinação,
    além de auxiliar na proteção do rebanho pois impede a introdução e a disseminação de doenças, uma forma de proteger
    a produção agropecuária em nosso estado” comenta a gerente Rastreabilidade e Cadastro Agropecuário da Adepará, Barbra Lopes. 



    Conforme  a lei estadual nº 6.712 de 2025 é obrigatório atualizar o cadastro de todas as espécies. "Por ser uma obrigação prevista em lei,
    o produtor que não realizar a declaração terá sua exploração bloqueada, ficando impedido de movimentar os seus animais e emitir a guia
    de trânsito animal, GTA” , afirma a gerente da Agência de Defesa, Barbra Lopes. 

     

    A atualização de cadastro de animais iniciou pelo Marajó que possui o maior rebanho bubalino do Brasil. A partir de maio e novembro
    a campanha acontecerá em outras regiões do estado. 

     

     

    Serviço: A Campanha de Atualização Cadastral e Saldo de Animais no Marajó encerra dia 30 de janeiro.

     

    Documentos necessários para atualização cadastral 
    ● Documento de Identidade 
    ● CPF - Pessoa Física 
    ● CNPJ - Pessoa Jurídica
    ● Comprovante de residência 
    ● Qualquer documento que comprove posse ou uso legal da propriedade 
    ● Cadastro Ambiental Rural - CAR (se houver)

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Adepará e parceiros conhecem experiência de cultivos alimentares no Marajó - 30/01/2025

  • Descrição:

    A Caravana Institucional Marajó promoveu visita técnica e diálogos estratégicos para incentivar a inclusão socioprodutiva e tecnológica no arquipélago do Marajó.

     

    Fotos: ASCOM/ ADEPARÁ

     

    O campo experimental da Embrapa, localizado no município de Salvaterra, recebeu, nesta semana, a comitiva composta por representantes da Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (Adepará), Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater-PA), Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Prefeitura Municipal de Salvaterra, Ministério Público do Estado do Pará (MPPA), por meio da Promotoria do Consumidor, além de Sespa, Sebrae e Uepa Campus Salvaterra.

     

    O grupo visitou os cultivos implantados na fazenda modelo da Embrapa na Ilha, onde, às margens do Rio Paracauari, quinze produtores cultivaram milho, feijão e batata de cultivares biofortificadas. Esses alimentos básicos passaram por melhorias genéticas desenvolvidas pela Embrapa, resultando em maior valor nutricional e contribuindo para a segurança alimentar da população local.

     

     

    A partir da vivência no campo experimental, os agricultores aprenderam novas técnicas de manejo e poderão replicá-las em suas propriedades, ampliando a produção de alimentos enriquecidos com vitaminas e fortalecendo a agricultura familiar.

    A segurança alimentar das comunidades marajoaras tem sido uma preocupação constante das instituições envolvidas, que vêm firmando parcerias para impulsionar práticas agrícolas sustentáveis e diversificar o cultivo além da mandioca, base alimentar tradicional da região.

    Durante o encontro, os produtores relataram suas experiências na área cultivada, enquanto os representantes institucionais discutiram novas oportunidades de cooperação para fortalecer a conservação ambiental e a sustentabilidade agrícola.

     

     

    Para a gerente de inspeção de produtos vegetais da Adepará, Joselena Tavares, a estrutura existente no campo experimental representa um grande potencial para o desenvolvimento de atividades agropecuárias que promovam a inclusão produtiva dos agricultores do arquipélago e o acesso a mercados formais.

    “É uma satisfação estarmos aqui, unindo esforços em prol do fortalecimento da produção agrícola sustentável no Marajó. A experiência apresentada demonstra o imenso potencial dessa região para impulsionar novas práticas agrícolas e promover a inclusão socioprodutiva dos agricultores locais, ampliando a oferta de alimentos e contribuindo para a segurança e soberania alimentar das comunidades. A Adepará tem um compromisso com a segurança e a qualidade dos produtos agroalimentares. Esse trabalho conjunto com a Embrapa, Emater e demais instituições parceiras permite fomentar novas oportunidades para os produtores, garantindo que os alimentos cheguem ao mercado dentro dos padrões higiênico-sanitários e de identidade e qualidade, agregando valor aos produtos regionais”, destacou a gerente.

     

    visita fazenda embrapa salvaterra

     

    Projeto Bem Diverso Sustenta e Inova - O Projeto Bem Diverso Sustenta e Inova tem promovido a capacitação de agentes multiplicadores de tecnologias e práticas sustentáveis, fortalecendo cooperativas, associações e negócios comunitários. Esse conjunto de ações, com a participação de diversas instituições, tem permitido o acesso a novas tecnologias agrícolas, crédito rural e estruturação da organização socioprodutiva, possibilitando a oferta de produtos in natura e processados com valor agregado, competitividade e sustentabilidade, além de contribuir para a conservação da biodiversidade.

     

     

    De acordo com o técnico da Emater do Escritório Local de Salvaterra, Orlando Lameira, já foram aplicadas técnicas de manejo para culturas amplamente difundidas na Ilha, como o açaí. No entanto, identificou-se a necessidade de diversificar essas práticas e capacitar os produtores. “Além do açaí, trabalhamos com o manejo de bacurizeiros nativos e a criação de abelhas sem ferrão. Também surgiu o interesse em implantar os quintais agroflorestais neste espaço da Embrapa. As cultivares biofortificadas foram inseridas inicialmente para recuperar áreas degradadas, além de proporcionar alimentos com altos teores de vitamina A e beta-caroteno. A intenção é, ainda, fornecer insumos para a alimentação escolar. Para isso, é fundamental multiplicar esse material genético – sementes e ramas de batata –, garantindo sua disseminação nas comunidades para que os agricultores possam estabelecer seus próprios cultivos agroflorestais”, explicou o extensionista.

     

    técnicos da ADEPARÁ visitam plantio

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Adepará alerta sobre o prazo final para o recadastramento de produtores de dendê - 28/01/2025

  • Descrição:

     

     

    Com um ano de implantação da GTV, Adepará registrou quase 70 mil emissões da guia.
    Recadastramento acontece na maior área de cultivo de palma de óleo do Brasil

     

     

    O agricultor Ivanilson Ferreira, que possui dez hectares de plantação de dendê no município de Acará, já
    fez a atualização cadastral dos documentos, uma exigência neste período de início de safra do fruto na
    maior região produtora do Estado. 
     

    Assim como ele, outros produtores têm procurado os escritórios da Agência de Defesa Agropecuária do
    Estado do Pará (Adepará) na região para se regularizar.

     

    “Eu procurei a Agência logo nos primeiros dias porque queria regularizar a minha situação, ficou faltando o documento
    cadastro ambiental rural, mas eu já providenciei”, disse o agricultor que, além de dendê, também planta cacau, banana
    e açaí com ajuda dos filhos. Quinzenalmente, ele retira 8 toneladas de dendê da área que possui.
    “Tenho 10 hectares plantados, 1.400 pés de dendê, por quinzena retiro 8 toneladas de cachos.
    É muita dedicação, todo dia tem trabalho na roça”, conta o agricultor.



    dendê

     

     

    Ivanilson é um dos 406 agricultores que cultivam dendê para a Marborges, agroindústria de palma de óleo que atua em pelo menos
    dez municípios do Vale do Acará, onde está concentrada a maior produção de dendê do Estado.

     

    No plantio da empresa, chama a atenção a colheita manual, uma opção mais barata que usa tração animal para diminuir os custos
    com o transporte dos frutos. Nos seis módulos de produção da empresa, são utilizados 85 búfalos para fazer a atividade de carreamento,
    que é a retirada dos cachos de frutos das plantas até as caixas que serão destinadas à fábrica. Cada caixa tem capacidade para 15 toneladas de frutos.

     

    “90% do carreamento é feito por tração animal, usamos búfalos e também muares. É mais barato, a estrutura para manter a atividade é menor;
    e o animal é acompanhado, temos apoio veterinário, tem folga para os animais, as condições para a atividade do carreamento é feito para que
    o animal caminhe menos, o custo de produção é menor comparado ao custo mecanizado”, explica Luis Geraldo, gerente agrícola da empresa.



    dendê búfalo

     

     

    Vantagem para a agricultura familiar - O agricultor familiar possui uma importância muito grande dentro da cultura da palma, pois
    preserva a sua área. E a principal vantagem dessa cultura para o pequeno produtor é a garantia de venda de produção.
    Para manter a produção em alta, há projeto para restauração dos pomares e todos os tratos culturais, fertilizações, com produtividade
    girando em até 30 toneladas por hectares.

     

    “O produtor tem renda o ano todo, quando começa a produção de colheita, seja no plantio de um ciclo tenera (que varia de 10 a 15 dias),
    seja no híbrido (20 até 30 dias). Nós recomendamos para uma família em torno de dez hectares, o que vai propiciar uma renda satisfatória
    e a possibilidade de ter outras culturas, outras fontes de renda, como o açaí, o cacau, a pimenta, hortaliças e animais, é uma cultura que
    vem incrementar algo mais no cotidiano daquela família”, assegura Luis Geraldo.

     

    Na área da empresa, que abrange 14 mil hectares de área própria e 8 mil hectares de terceiros (agricultura familiar e produtores
    médios e independentes), o plantio obedece a um sistema de árvores dispostas no espaçamento de 9 x 9. São 148 plantas
    por hectares. Essa disposição das árvores permite maior produtividade.



    hectares dendê

     

     

    O diretor agrícola José Antônio Pina conta que a palma de óleo é a oleaginosa mais produzida no mundo. O Pará detém 92% da produção
    nacional e é responsável pela geração de emprego e renda para o agricultor da região. “É uma cultura fundamental para a região,
    pois emprega muita gente, desenvolve a região, agrega valor para as famílias, aumenta a renda das famílias. 90% da nossa mão de
    obra é de moradores da região. A palma tem essa característica de empregabilidade o ano todo”, diz o diretor. 

     

     

    Atualização cadastral - O prazo para a atualização cadastral de produtores de palma de óleo encerra nesta sexta-feira, 31. A  Adepará
    segue orientando para que os produtores procurem os escritórios da agência na região. Além de atualizar o cadastro dos produtores que
    possuem plantio de dendê, as equipes da Adepará também realizam ações de educação sanitária. No assentamento Benedito Alves
    Bandeira, no Acará, servidores atenderam 23 produtores na região e também visitaram os plantios.

     

    “Como os produtores só dispõem de um carro na propriedade, nós demos esse apoio, aproveitamos para realizar a visita nos plantios e
    coletamos o ponto de referência da propriedade, que será usado para o georreferenciamento da área”, explicou Enéas Marcelino,
    agente fiscal agropecuário que tem estado à frente das ações.

     

    Na região da Calmaria II, entre os municípios de Moju e Tailândia, a equipe da Ulsa Moju- Regional Abaetetuba, fez a atualização
    cadastral e novos cadastros de mais de 50 produtores. 

     

    “É muito importante esse trabalho de educação fitossanitária que as unidades locais de sanidade agropecuária estão realizando,
    essa ação agrega multiplicadores, leva a informação para próximo do nosso público alvo, além de dar celeridade na atualização
    cadastral que é realizada em seguida. As equipes estão de parabéns pela pró-atividade, pelo compromisso e pelo empenho,
    isso tudo se traduz nos bons resultados que tivemos ano passado e que com certeza serão ainda melhores neste 2025”,
    disse Lucionila Pimentel, diretora de Defesa e Inspeção Vegetal.  

     

     

    Guia de Trânsito Vegetal - A rastreabilidade da palma de óleo, implantada há um ano pela Adepará, trouxe a regulamentação
    dessa cadeia tão importante para o desenvolvimento econômico do Pará. Com a criação da GTV Dendê, em 2024 já foram
    identificados 1.921 unidades produtivas e 14 indústrias, ultrapassando 1,4 milhões de toneladas de dendê em circulação, com a
    emissão de 69.441 guias. Com a implantação dessa política pública agropecuária, os produtores estão tendo a certeza da
    identidade de que aquele fruto tem origem e obedece todas as questões legais para ser transportado para a unidade que irá beneficiar o produto.

     

    Na agroindústria, equipes voltadas para a agricultura familiar auxiliam nas questões relacionadas aos processos de emissão da guia e
    nas dúvidas que os produtores possam ter. “O nosso time de pessoas do escritório e de campo, auxiliam os produtores tanto na
    produção e apoiam na questão de fornecer o que for necessário, do início ao fim do processo”, assegura Geraldo. 

     

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Condutor que transportava 30 toneladas de polpa de açaí recebe auto de infração da ADEPARÁ - 27/01/2025

  • Descrição:

    A nota fiscal continha informações e registros diferentes do que foi apresentando durante fiscalização.

     

    fiscalização

     

    Fiscais Estaduais Agropecuários da Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (ADEPARÁ), do posto de Itinga, no município de Dom Eliseu, sudeste do paraense, notificaram, nessa quinta-feira (23), uma carga com 30 toneladas de polpa de açaí congelado, que eram transportadas com documentação fiscal irregular.

     

    O caminhão saiu do município de Inhangapi, nordeste do Pará, com destino a cidade de São Carlos, interior de São Paulo. “Estava discriminado em nota apresentada pelo condutor do caminhão no momento da fiscalização o registro de açaí popular 8%. Após feita a fiscalização dentro do veículo foi encontrado 10 toneladas de polpa de açaí congelada 14%, sendo diferente da nota e registro apresentado” disse o Agente Fiscal Agropecuário da ADEPARÁ, Dilmar Bandeira.

     

    A ação foi realizada em conjunto com a equipe de fiscalização da SEFA. Foi feito o auto de infração por deixar de prestar informações ou fornecer documentos de acordo com o art. 66 da Lei Estadual n. 7392/2010.

     

    açaí congelado

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ADEPARÁ inicia o ano com bem-estar de servidores e realiza programação alusiva ao Janeiro Branco - 27/01/2025

  • Descrição:

    palestrante

     

    A Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (ADEPARÁ) realizou programação em alusão ao Janeiro Branco, mês de conscientização sobre a prevenção de doenças mentais.

     

    Em 2025 o tema da campanha é: “O que fazer pela saúde mental agora e sempre?”. A ideia é fazer com que pessoas, famílias, empresas e instituições apoiem ações que estimulem a valorização da saúde mental como prioridade coletiva.

     

    Na ADEPARÁ, os servidores assistiram a palestra de especialistas na área e receberam orientações sobre saúde mental , identificação de transtornos emocionais, prevenção de doenças  e encaminhamentos sobre a rede de serviço. 

     

    A programação também contou com uma campanha de vacinação com oferta de doses de influenza,hepatite A e B, Dupla Viral e Febre Amarela.

     

    De acordo com os organizadores,  a procura foi muito grande e um total de 150 servidores foram imunizados.

     


    vacinação
     

     

    A importância da campanha janeiro Branco na ADEPARÁ 

     

    O primeiro mês do ano é simbolicamente associado a recomeços, novas metas, reflexões e novos projetos. A escolha do nome “Janeiro Branco” remete à ideia de uma “folha em branco”, incentivando as pessoas a reescreverem suas histórias e priorizarem a saúde mental. Segundo o criador da campanha, o psicólogo Leonardo Abrahão, Janeiro Branco é uma campanha nacional no combate ao adoecimento mental. “O mês é um convite para que cada servidor reflita sobre suas emoções e relacione-se melhor consigo mesmo. Visa  prevenir nossos afastamentos na Adepará  em decorrência de problemas emocionais ”, pontuou a psicóloga Gabriela Danin.

     

    “O Janeiro Branco é um momento oportuno para fomentar debates sobre a saúde mental e reduzir o estigma que ainda cerca as doenças emocionais. É uma campanha que incentiva a prevenção e o tratamento adequado para o nosso bem-estar emocional. O objetivo da campanha é trabalhar a nossa sensibilidade, ter uma percepção sobre o nosso autocuidado, assumir as nossas responsabilidades sobre o nosso autocuidado, pois somente eu posso cuidar da minha saúde mental, zelar pelas nossas necessidades, não tem como terceirizar a minha saúde mental”, explicou o psicólogo Leomar Santos, convidado para ministrar a palestra para os servidores da instituição.


     

    Onde buscar ajuda ?

    1-Unidade Básica de Saúde 

    2-Centro de Atenção Psicossocial 

    3-Clínica Escola de Psicologia 

    4-Serviço de Psicoterapia 

    5-Serviços de Saúde Ocupacional 

    6-Hospital de Clínicas Gaspar Vianna

     

    vacinação

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