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Em Bragança, Adepará e Emater realizam treinamento sobre as boas práticas de processamento para produtores de polpas de frutas - 01/04/2025
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A regulamentação de produtos artesanais de origem vegetal permite que pequenos produtores tenham acesso a novos mercados e possam fornecer produtos para a merenda escolar.
Foto: Divulgação
A Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (Adepará) participou nesta semana, em Bragança, região de integração do Rio Caeté, do "Treinamento de Boas Práticas no Processamento de Polpas de Frutas", em parceria com a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater).
O curso, voltado para três associações de agricultores familiares do município, foi realizado na Unidade Didático-Agroecológica do Nordeste Paraense (UDB) da Emater. O objetivo é promover a regulamentação dos produtos artesanais fabricados pelas associações, garantindo a segurança alimentar e a legalização da comercialização.
Foto: Divulgação
Segundo Luiz Augusto dos Santos Pereira Filho, fiscal estadual agropecuário da Unidade Local de Sanidade Agropecuária (ULSA) de Bragança, a parceria entre a Adepará e a Emater busca incluir os agricultores no mercado formal por meio da agroindústria de polpas de frutas existentes na UDB. A iniciativa também atende à demanda das prefeituras que podem adquirir produtos para a merenda escolar pelo Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), que fornece alimentos para estudantes da educação básica pública.
"Com o apoio da Emater e a infraestrutura da unidade didática, onde já existe uma agroindústria registrada na Gerência de Produtos Artesanais de Origem Vegetal da Adepará, os agricultores poderão processar a polpa de frutas e ofertar um produto regulamentado e seguro para a merenda escolar", destacou Pereira Filho.
Durante o treinamento, o engenheiro agrônomo da Adepará apresentou os procedimentos necessários para registro e operação da agroindústria de frutas, detalhando o passo a passo para regularização e a documentação exigida para comercialização de produtos artesanais vegetais no estado.
Foto: Divulgação
O curso foi dividido entre aulas teóricas e atividades práticas e contou com a participação de representantes do Departamento de Vigilância Sanitária da Secretaria Municipal de Saúde de Bragança e técnicos da Emater. Eles reforçaram a importância das boas práticas no processamento e manuseio da polpa de frutas.
"O treinamento surgiu da necessidade dos próprios agricultores de serem capacitados para processar sua matéria-prima na agroindústria e atender ao mercado local, especialmente para a merenda escolar, já que o estabelecimento já possui registro na Adepará", afirmou Gerson Piedade Monteiro, agente fiscal agropecuário da Adepará.
A parceria entre os órgãos ligados à agricultura e as associações possibilita que os agricultores utilizem um estabelecimento registrado, com infraestrutura adequada e boas práticas de fabricação, facilitando a aquisição dos produtos pelo mercado institucional.
Foto: Divulgação
"Esta é a primeira fase de um trabalho voltado para a produção e registro da polpa de frutas pelas associações, permitindo que mais produtores sejam beneficiados e ampliem a oferta de produtos regionais no mercado interno", explicou Nelson Leite, gerente de Produtos Artesanais de Origem Vegetal da Adepará.
A Unidade Didático-Agroecológica do Nordeste Paraense (UDB) possui uma área de 100 hectares, utilizada para encontros, cursos, oficinas, palestras e outras atividades voltadas às ciências agrárias. O espaço também abriga o Laboratório de Solos e desenvolve atividades como criação de bovinos, ovinocultura, compostagem, meliponicultura, implantação de Sistemas Agroflorestais (SAFs) e produção de mudas.
Adepará intensifica ações de vigilância em criações de abelhas com ferrão e sem ferrão - 01/04/2025
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Medida é de prevenção para proteger a cadeia de produção de mel no Pará.

A Agência de Defesa Agropecuária do Pará (Adepará), por meio do Programa Estadual de Saúde das Abelhas, intensificou as medidas preventivas para evitar a contaminação de colmeias pela Aetinose, doença que afeta as abelhas e é causada pelo pelo pequeno besouro das colmeias (Aethina tumida).
No Pará, não há registro da presença do pequeno besouro das colmeias, mas a Agência de Defesa Agropecuária orienta para os criadores de abelhas o reforço da sanidade dos criatórios de abelha para a manutenção de colmeias sadias. Qualquer caso suspeito da doença nas colmeias, deve ser informada obrigatoriamente à Adepará nos municípios ou pela internet no Sisbravet.
A doença é de notificação obrigatória para a Defesa Animal e por isso a Adepará reforçou a vigilância em apiários e meliponários e, também, as fiscalizações de trânsito especialmente nas divisas com outros Estados da federação, além de ampliar as ações educativas voltadas para as doenças de notificação obrigatórias das abelhas.
A Adepará participou de uma reunião da câmara setorial da cadeia produtiva do mel e produtores de abelhas na sede da Superintendência Federal de Agricultura do Pará (SFA/PA), na terça-feira (25). O encontro abordou estratégias de prevenção à Aetinose, e discutiu a implementação das medidas preventivas para a garantia da segurança alimentar da população.
Foto: Ascom/ADEPARÁ
Além da Adepará, o encontro contou com representantes da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas), Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (Sedap), e Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).
Participaram, ainda, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Federação dos Criadores de Abelha do Pará (Fapic), Federação da Agricultura e Pecuária do Pará (Faepa) e Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar/PA).
“Nós orientamos que os criadores mantenham seus cadastros sempre atualizados e que nos comuniquem imediatamente em caso de suspeita da ocorrência do besouro adulto ou de sua larva. A notificação rápida faz com que o Serviço Veterinário Oficial possa agir de forma ágil, garantindo maior eficácia no controle de doenças”, ressalta a fiscal estadual agropecuária Elaine Queiroz, médica veterinária responsável pelo programa.Atualmente, a Adepará possui 938 criadores cadastrados e mais de 20 mil colmeias em atividade no Estado que são regularmente inspecionadas pela fiscalização agropecuária.
Foto: Divulgação
O pequeno besouro das colmeias - O inseto Aethina tumida ataca colmeias de abelhas e pode se propagar pela importação de abelhas vivas, pelo transporte inadequado de colmeias, pelo compartilhamento de equipamentos contaminados entre apiários e até mesmo pela movimentação de caixas sem os devidos cuidados sanitários. O besouro veio da África e pode prejudicar tanto as abelhas com ferrão (Apis mellifera) quanto algumas espécies de abelhas sem ferrão (meliponíneos).
Os criadores interessados em mais informações sobre as ações que promovem a sanidade das colmeias podem entrar em contato com o escritório da Adepará em seu município ou com o Programa Estadual de Saúde das Abelhas, por meio do telefone (91) 99392-4250 ou do e-mail gpessea@adepara.pa.gov.br.
ADEPARÁ capacita 70 operadores para rastreabilidade bovina em evento de tecnologia para pecuária - 31/03/2025
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Tecnologia e sustentabilidade impulsionam a rastreabilidade bovina no Pará,
fortalecendo a pecuária e abrindo novos mercadosEm um encontro que reuniu pecuaristas, representantes da indústria da carne e profissionais do agronegócio, a Agência de
Defesa Agropecuária do Pará (ADEPARÁ) capacitou 70 operadores da rastreabilidade bovina e identificou 180 animais no
Sistema de Rastreabilidade Individual Bovídea do Pará (SRBIPA). O evento, realizado no último dia 26 na fazenda Itaipavas,
na cidade de Piçarra, abordou inovações tecnológicas para a pecuária, manejo sustentável e a valorização da produção de
carne para novos mercados.
A programação incluiu palestras sobre saúde animal, rastreabilidade individual bovina e o uso de tecnologia na produção,
além de apresentar as ações do Programa Pecuária Sustentável.Segundo Barbra Lopes, gerente de rastreabilidade e cadastro agropecuário da Adepará, o evento foi uma oportunidade de estreitar
laços com o setor e fortalecer a implementação do sistema. “Além de capacitar 70 operadores da rastreabilidade, conseguimos conversar
diretamente com pecuaristas sobre o funcionamento do SRBIPA e o trabalho da Adepará para garantir a execução do programa. A rastreabilidade
individual, com tecnologia RFID, é um avanço para o setor”, destacou Barbra.
Tecnologia e rastreabilidade na pecuária paraense
O SRBIPA permite monitorar toda a trajetória do rebanho e garantir sua sanidade por meio de dois elementos de identificação:
um brinco visual amarelo e um brinco eletrônico azul com tecnologia RFID. Os operadores da rastreabilidade (OPRs), devidamente
habilitados pela Adepará, são responsáveis por aplicar o sistema nas propriedades rurais.Renato Pontes, pecuarista e anfitrião do evento, ressaltou a importância da adesão ao sistema e o impacto positivo da rastreabilidade para o setor. “Fizemos questão de ser a primeira fazenda a adquirir 5 mil brincos do programa. Nosso objetivo é liderar a regularização ambiental, o manejo sustentável e incentivar outros produtores a adotarem essa tecnologia. A rastreabilidade vai abrir novos mercados e valorizar a carne paraense”, afirmou.

O evento contou com o apoio da MSD Saúde Animal e do Grupo Pontes.
Programa Estadual de Saúde das Abelhas - PESAB - 28/03/2025
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Objetivo Geral
Apoiar a apicultura e a meliponicultura no estado do Pará por meio das atividades pertinentes à Defesa Sanitária Animal, como educação sanitária, investigação epidemiológica, diagnóstico, monitoramento, controle e prevenção de pragas e doenças. O objetivo é manter as colmeias saudáveis, garantindo produção adequada em quantidade e qualidade de produtos, além de contribuir para a polinização dos pomares, essencial para a agropecuária do estado.
Objetivos Específicos
- Manter um cadastro atualizado dos produtores;
- Controlar e prevenir pragas e doenças por meio da fiscalização da entrada de produtos nas barreiras sanitárias;
- Atender notificações de suspeita de doenças;
- Encaminhar amostras para laboratório para diagnóstico;
- Realizar vigilância epidemiológica de focos de doenças-alvo do programa;
- Atuar em conjunto com a Inspeção de Produtos de Origem Animal para vigilância em estabelecimentos de beneficiamento de mel e produtos das abelhas;
- Desenvolver ações de educação sanitária por meio de reuniões, esclarecimento sobre as atividades da Defesa Sanitária, importância do cadastramento, notificação de doenças, emissão da GTA, aplicação de questionários para diagnóstico educativo e produção de material informativo;
- Monitorar propriedades para identificar a presença de pragas e doenças, bem como sua distribuição geográfica;
- Realizar estudos epidemiológicos sobre doenças que afetam as abelhas;
- Emitir a Guia de Trânsito Animal (GTA);
- Planejar e executar ações do programa;
- Identificar propriedades de risco;
- Capacitar tecnicamente profissionais e promover educação continuada em sanidade apícola e meliponicultura;
- Conhecer, propor e revisar normas voltadas à sanidade apícola e da meliponicultura;
- Interagir com outras instituições para desenvolver atividades conjuntas voltadas à manutenção e ao crescimento da apicultura e da meliponicultura no estado.
Papel dos Apicultores e Meliponicultores
- Cumprir as normas sanitárias, especialmente as exigências para o trânsito de abelhas;
- Manter atualizado o cadastro do apiário e do meliponário junto ao Serviço Veterinário Oficial;
- Comunicar imediatamente à Adepará qualquer alteração significativa na condição sanitária do apiário ou meliponário;
- Utilizar apenas insumos agropecuários registrados no Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), respeitando suas indicações de uso;
- Registrar o trânsito de colmeias e rainhas, a ocorrência de doenças, bem como os medicamentos, produtos veterinários e demais insumos agropecuários utilizados.
A participação dos apicultores e meliponicultores, por meio do cumprimento das normas sanitárias e do correto manejo dos apiários e meliponários, é fundamental para a efetivação dos objetivos do Programa Estadual de Saúde das Abelhas no Pará.
Papel dos Médicos Veterinários do Setor Privado
Os médicos veterinários do setor privado podem prestar serviços no âmbito do PESAB, observando as normas sanitárias, especialmente a obrigação de notificação imediata ao Serviço Veterinário Oficial em caso de suspeita de doenças de notificação obrigatória.
Cadastro na Adepará
Apicultores e meliponicultores, façam seu cadastro na Adepará!
Para se cadastrar, é necessário comparecer à unidade da Adepará mais próxima de sua residência. Além disso, o transporte regular das colmeias, atendendo às exigências sanitárias, como a emissão da Guia de Trânsito Animal (GTA), é essencial para garantir um controle sanitário adequado.
O cadastro é obrigatório e tem como objetivo monitorar, prevenir e controlar possíveis pragas e doenças que possam afetar as abelhas. Além disso, permite o atendimento e a avaliação de casos de intoxicação por agrotóxicos e o planejamento de políticas públicas para o desenvolvimento do setor produtivo.
Trânsito de Abelhas
Todo o trânsito de abelhas, independente do destino e da finalidade, está condicionado à emissão da Guia de Trânsito Animal (GTA) e à apresentação dos demais documentos sanitários e fiscais, observadas as legislações vigentes
Legislação Estadual
- Resolução COEMA nº 184, de 23 setembro de 2024 - Dispõe sobre os procedimentos de licenciamento ambiental para a prática da meliponicultura, os critérios para uso e manejo sustentável das abelhas Nativas sem ferrão (ANSF), no âmbito do estado do Pará, e altera os anexos das Resoluções COEMA nº 117, de 25 de novembro de 2014, e no 165, de 24 de agosto de 2021.
Legislação Federal
- NOTA TÉCNICA Nº 2/2024/ DICOE II/ CDVIG/ CGVSA/ DAS/ DAS/ MAPA – Nota técnica conjunta entre as áreas de saúde animal, saúde única e boas práticas e sanidade vegetal para estabelecer medidas de investigação conjunta de abelhas por suspeita de intoxicação.
- NOTA TÉCNICA Nº 10/2018/DSE/CAT/DSA/CGSA/DSA/MAPA/SDA/MAPA - Medidas prescritas pelo Departamento de Saúde Animal – DSA para controle e erradicação do Pequeno Besouro das Colmeias - PBC (Aethina tumida) a partir de recomendações do Grupo Ad Hoc sobre Aethina tumida.
- Nota Técnica nº 9-2019-SDA-MAPA – Infestação de colmeia pelo Aethina tumida
- IN 21 2013 abelhas e produtos apícolas
- Instrução Normativa n° 16, de 08 de maio de 2008 - Instituir o Programa Nacional de Sanidade Apícola PNSAp, no âmbito do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.
- PORTARIA SDA Nº 795, DE 10 DE MAIO DE 2023 - Define as normas higiênico sanitárias e tecnológicas para estabelecimentos que elaborem produtos de abelhas e seus derivados.
- PORTARIA Nº 665, DE 3 DE NOVEMBRO DE 2021 - Institui o Catálogo Nacional de Abelhas-Nativas-Sem-Ferrão.
- Portaria n° 248, de 30 de dezembro de 1998 - Aprovar as metodologias para Pesquisa de Bacillus larvae em Mel, em anexo.
- Resolução CONAMA 346 de 16 de agosto de 200 disciplina a utilização das abelhas silvestres nativas, bem como a implantação de meliponários
- IN IBAMA nº 169 de 20 de fevereiro de 2008 Instituir e normatizar as categorias de uso e manejo da fauna silvestre em território brasileiro …
Outros Documentos
Manual de colheita e envio de amostras de abelhas
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ADEPARÁ entrega primeiro registro para agroindústria artesanal de chocolate na região do Xingu - 26/03/2025
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Brasil Novo se destaca como referência na produção sustentável de chocolate artesanal com registro oficial da Agência de Defesa Agropecuária do Pará.

O município de Brasil Novo, localizado na região de integração do Xingu, agora abriga a primeira agroindústria de chocolate artesanal oficialmente registrada pela Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (ADEPARÁ).
Reconhecida pela qualidade das amêndoas de cacau cultivadas em sistemas agroflorestais, a região da Transamazônica tem se consolidado como polo de produção sustentável. Nessa região, o cultivo do cacau é consorciado com espécies florestais nativas, que proporcionam sombreamento, conservação do solo e enriquecimento ambiental — características que elevam a qualidade do fruto e do produto.
É desse sistema agroecológico que nasce o "Chocolate Cacau Xingu", marca da produtora Jiovana Lunelli, cuja agroindústria familiar conquistou o primeiro registro artesanal emitido pela ADEPARÁ para uma fábrica de chocolate no estado. A certificação marca um importante avanço na formalização e valorização dos produtos da sociobiodiversidade amazônica.

Com a concessão do registro, a agroindústria está autorizada a fabricar uma variedade de produtos derivados do cacau, incluindo barras com 100% de cacau, nibs e geleias, ampliando as possibilidades de comercialização e agregando valor ao cacau produzido localmente.
“O chocolate produzido com cacau orgânico da região da Transamazônica e do Xingu atende a todas as exigências higiênico-sanitárias e segue rigorosamente as boas práticas de fabricação”, destaca Nelson Leite, fiscal agropecuário responsável pela Gerência de Produtos Artesanais de Origem Vegetal (GPAOV) da ADEPARÁ.
Para a diretora de Defesa e Inspeção Vegetal da Agência, Lucionila Pimentel, o registro representa uma conquista tanto para a agricultura familiar quanto para o fortalecimento da economia regional. “Nossa agricultura está evoluindo, e o serviço oficial precisa acompanhar essa transformação. Cada certificado entregue é fruto de um esforço coletivo entre técnicos, gerências e parceiros locais. É gratificante ver o resultado desse trabalho em iniciativas como esta”, afirmou.

Do campo à barra – uma história de dedicação e sabor
Produzido pelo modelo tree to bar (da árvore à barra), o Chocolate Cacau Xingu é resultado de um processo artesanal que abrange desde o cultivo das amêndoas até a elaboração final dos produtos, utilizando ingredientes selecionados e respeitando práticas sustentáveis.
A registro foi concedida com base na Portaria nº 5094/2024, que estabelece as normas específicas para a produção artesanal de chocolates e seus subprodutos no Pará, com foco na qualidade da matéria-prima, nos processos de produção, rotulagem e segurança alimentar.
“O registro nos garante respaldo legal e transmite confiança aos consumidores. É a certeza de que entregamos um produto de qualidade, feito com responsabilidade e respeito ao meio ambiente”, explica Jiovana Lunelli.
Com uma propriedade de 96 hectares, Jiovana transformou sua vivência familiar em um projeto de vida. Filha de pioneiros no cultivo de cacau no Pará, ela chegou à região ainda criança, nos anos 1970, e teve seu primeiro contato com a produção de chocolate aos 9 anos, em um curso voltado para mulheres agricultoras. Desde então, construiu uma trajetória marcada por aprendizado, inovação e paixão pelo cacau.
“Produzir chocolate é mais do que um ofício. É levar ao consumidor um pedaço da floresta viva, um alimento que carrega a essência da Amazônia. Nosso chocolate é uma experiência sensorial e afetiva”, afirma a produtora.

Parcerias e reconhecimento
A conquista do registro é fruto de um esforço conjunto que envolveu instituições como o Sebrae, por meio do programa Sustenta Inova, o Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM) e a própria ADEPARÁ. Jiovana destaca a importância das parcerias para os produtores do interior: “Estamos longe da capital, e esse apoio técnico e institucional foi essencial para que nosso sonho se tornasse realidade.”
Projeções para a COP30
Com os olhos voltados para a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), que acontecerá em Belém em novembro de 2025, a produtora acredita que o evento será uma vitrine global para o chocolate amazônico. “Estamos mostrando ao mundo que é possível produzir com responsabilidade, agregar valor à floresta em pé e fortalecer a agricultura familiar. Somos a primeira agroindústria certificada, mas muitas outras virão.”
Produção de cacau em Brasil Novo
De acordo com dados da Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (SEDAP), por meio do Programa de Desenvolvimento da Cadeia Produtiva do Cacau (PROCACAU), Brasil Novo conta com 441 produtores de cacau, totalizando 14.038 hectares de área plantada, dos quais 8.912 hectares estão em produção ativa. O município produziu, em 2023, cerca de 10.659 toneladas de cacau, representando 7,4% do total estadual, cuja produção é estimada em 143.675 toneladas.
Com monitoramento e divulgação, Governo do Pará fortalece a cadeia produtiva do cacau - 26/03/2025
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No Dia Mundial do Cacau, o Pará celebra sua liderança na produção nacional, a qualidade das amêndoas e a oferta ao mercado de chocolates artesanais, geleias, nibs, licores e outros derivados.

Maior produtor de cacau do Brasil, o Pará se fortalece na liderança nacional com investimentos contínuos do governo do Estado na cadeia produtiva do fruto. Entre as principais ações de incentivo ao setor - que celebra o Dia Mundial do Cacau nesta quarta-feira (26) - estão o monitoramento de propriedades, educação sanitária, fiscalização do trânsito agropecuário e levantamento de detecção de pragas e doenças, realizado pela Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (Adepará).
O Estado também participa de projetos para a internacionalização de amêndoas do cacau e mapeamento e monitoramento das áreas agricultáveis, em ação desenvolvida pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Agropecuária e da Pesca (Sedap).

Em 2025, a Adepará iniciou o Projeto "Proteção e fortalecimento da cacauicultura paraense, prevenção e combate à Monilíase nas divisas do Estado", aprovado pelo Conselho Gestor do Fundo de Apoio à Cacauicultura do Estado Pará (Funcacau), o qual prevê treinamentos e ações de combate a essa doença que acomete o cacaueiro.
“Fortalecemos os postos de fiscalização nas fronteiras com o Amazonas e aumentamos o número de inspeções fitossanitárias para ter certeza que o Pará não tem essa praga. Realizamos inspeções rotineiras e elaboramos esse projeto para conseguir mais recursos e intensificar as ações de educação sanitária. Além disso, enviamos equipes treinadas para o Acre e o Amazonas, que apresentaram registro da doença, para fazer levantamento e combate à praga, porque temos profissionais com expertise para atuar em emergências fitossanitárias”, informa o engenheiro agrônomo Rafael Haber, gerente de Defesa Vegetal da Adepará.
Em fevereiro deste ano, a Adepará realizou em Altamira, no oeste paraense, um curso de certificação fitossanitária para o cacau, capacitando mais de 40 engenheiros agrônomos na emissão de certificação fitossanitária de origem, garantindo que a praga não está presente nos plantios da região. A doença reduz a produtividade e aumenta o custo de produção, elevando o preço do produto no mercado.

Crescimento - A produção de cacau cresceu, em média, 9 mil hectares nos últimos anos, e em torno de mil produtores decidem investir na cadeia produtiva do cacau a cada ano. A divulgação do cacau paraense é fortalecida pela Sedap, que apoia os eventos voltados a impulsionar o fruto no Brasil, sobretudo em Belém, Altamira, Brasília (DF) e Ilhéus (BA). A Secretaria também reforça a internacionalização, a exemplo de eventos em Portugal, Bélgica e França. Nesses festivais, os produtores levam amêndoas de cacau, chocolates artesanais, geleias, nibs, licores, doces, polpa e compotas.
A Sedap também apoia a produção de cacau com o repasse de recursos do Programa de Desenvolvimento da Cadeia Produtiva da Cacauicultura no Pará (Procacau), destinado a órgãos que garantem apoio técnico, produção de sementes híbridas e suporte aos produtores. Outra estratégia da Sedap é o mapeamento e monitoramento das áreas agricultáveis com cacau, por meio de imagens e sensores remotos de alta resolução.
“Por meio do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) foram entregues cinco escolas das indústrias nos municípios de Igarapé-Miri, Medicilândia, Altamira, Castanhal e Tomé-Açu, e uma unidade móvel que viaja a municípios interessados em capacitar empreendedores para fazer chocolates e derivados. Temos 50 unidades que fabricam chocolates e derivados, e a tendência é aumentar esse número”, informa Ivaldo Santana, coordenador do Procacau na Sedap.
Adepará realiza atualização cadastral de veterinários no Programa Estadual de Controle da Brucelose - 24/03/2025
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Recadastramento é anual e obrigatório devido a importância dos veterinários para o desenvolvimento do programa em todas as regiões do Pará
Aula prática para agentes vacinadores que vão auxiliar os veterinários durante a vacinação das bezerras
A Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (Adepará) iniciou nesta segunda-feira, 24, a campanha de atualização cadastral de médicos veterinários cadastrados e habilitados no Programa de Controle e Erradicação da Brucelose (PCEBT). O recadastramento é anual e obrigatório.
Este ano, o período da atualização cadastral vai de 24 de março a 30 de abril de 2025.
Para atualizar os dados, os profissionais devem acessar o site www.adepara.pa.gov.br e clicar no formulário disponibilizado para preenchimento e envio ao programa. Além de dados pessoais, há necessidade de incluir informações sobre os agentes vacinadores, pessoas que foram capacitadas para realizar a vacinação contra a brucelose nos municípios e que estão sob responsabilidade do veterinário cadastrado no programa.
“A atualização cadastral é importante para termos os dados dos médicos veterinários atuantes sempre atualizados e para que o produtor rural que precisar contactar um médico veterinário possa acessar o nosso banco de dados e encontrar um profissional cadastrado ou habilitado para fazer a vacinação contra a brucelose ou exames contra a brucelose e tuberculose, compondo assim a nossa lista anual de profissionais cadastrados e habilitados ativos na Agência de Defesa, bem como, para apoio ao controle de vendas de vacinas e insumos ligados ao programa. É importante ter essa atualização para que tenhamos sempre o programa trabalhando de forma séria, responsável e confiável, promovendo a sanidade do rebanho paraense”, explica o fiscal estadual agropecuário George Santos, da Gerência de Sanidade dos Ruminantes, ao qual o programa está ligado.
Programa - O Programa Estadual de Controle e Erradicação da Brucelose e da Tuberculose Animal foi criado para diminuir o impacto negativo destas zoonoses na saúde animal, além de promover uma pecuária sustentável no Pará. O objetivo é reduzir a prevalência e a incidência de brucelose e de tuberculose, vacinando bezerras contra a brucelose na faixa etária de 03 a 08 meses, realizando vigilância e certificando propriedades.
Fiscal agropecuário médico veterinário manuseando a vacina em curso realizado pelo programa da Adepará
A vacinação contra a Brucelose só pode ser realizada sob a responsabilidade de médicos veterinários cadastrados na ADEPARA, por isso há necessidade de atualizar o cadastro dos profissionais. Já para a realização de exames contra a brucelose e tuberculose animal a atividade é de responsabilidade de médicos veterinário habilitados junto ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).
Os médicos veterinários que não são cadastrados ou habilitados e que desejem integrar o programa, podem conferir as instruções pelo link Programa da Brucelose -PECEBT ou enviar e-mail para gesar@adepara.pa.gov.br.
Serviço:
Atualização Cadastral de Médicos Veterinários do Programa da Brucelose - 24 de maio a 30 de abril de 2025
Acesse www.adepara.com.br e preencha o Formulário.
Em Cachoeira do Arari, Adepará intensifica ações no controle da raiva dos herbívoros - 23/03/2025
- Descrição:
As propriedades rurais estão recebendo os fiscais e agentes agropecuários para
realizar a vacinação do rebanho, além do controle dos morcegos hematófagos.Fiscais e agentes estaduais agropecuários da Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (ADEPARÁ), estão visitando propriedades rurais em Cachoeira do Arari, no Marajó, orientando produtores rurais para vacinar seu rebanho contra raiva dos herbívoros, após a confirmação de um caso, em um búfalo na região.
Durante as visitas em propriedades rurais na região, próximas da fazenda que foi confirmado o caso, servidores orientam produtores para que vacinem seus animais; bovinos, bubalinos, equinos, ovinos e caprinos.
A ADEPARÁ atua na prevenção e controle da doença em todo o território paraense por meio do Programa Estadual de Controle da Raiva dos Herbívoros, que promove a vigilância sanitária, o monitoramento e controle de morcegos hematófagos e a educação sanitária.

“A vacinação do rebanho e o controle das colônias de morcegos hematófagos, são fatores fundamentais para que não haja novos focos da doença na região. Os animais que não foram vacinados contra raiva, precisam receber duas doses da vacina, com intervalo de 30 dias entre as aplicações. Já para animais que foram vacinados, devem tomar apenas uma dose", afirma o médico veterinário e gerente do Programa de controle da raiva dos herbívoros, Glaucio Galindo.
Raiva em Herbívoros
É uma zoonose, doença que afeta animais e humanos, causada por vírus que ataca o sistema nervoso central dos mamíferos (animais domésticos, selvagens e o homem). A transmissão ocorre pela saliva, por meio de mordedura ou lambedura em pele lesionada e mucosas.
O principal transmissor é o morcego hematófago Desmodus rotundus. Para evitar o contágio, é necessário vacinar os animais, anualmente, contra a raiva dos herbívoros, pois não há tratamento nem cura para a doença.
A Agência de Defesa informa que a doença não é transmitida pelo consumo de carne e orienta que, na ocorrência de animais com sinais clínicos compatíveis com a raiva em herbívoros não manipule esses animais, notifique-se a suspeita junto a um dos escritórios da Adepará ou por meio do Sisbravet.
Fiscais da ADEPARÁ são treinados para identificar a praga da vassoura de bruxa da mandioca no Amapá - 23/03/2025
- Descrição:
A participação de servidores das instituições ligadas à defesa agropecuária
do PA e AP representa um grande passo no fortalecimento das ações de
prevenção à vassoura de bruxa da mandiocaServidores da Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (ADEPARÁ) e da Superintendência Federal de Agricultura do Pará (SFA/PA) participaram de um treinamento no Amapá, promovido pela Agência de Defesa e Inspeção Agropecuária do Amapá (DIAGRO), em parceria com o DSV/MAPA e EMBRAPA/AP.
O treinamento ocorreu nos dias 20 e 21 de março e teve como foco a identificação e as medidas fitossanitárias para a prevenção da "Vassoura de Bruxa da Mandioca", causada pelo fungo Rhizoctonia theobromae, um fungo que destrói plantações do cultivo, a base alimentar de moradores da região norte.
Pela ADEPARÁ, foram treinados cinco fiscais agropecuários: Maria Alice Thomaz, Ana Thais Leão, Karen Neves, Leônidas Castro e Everaldo Martins Chaves, engenheiros agrônomos que serão responsáveis em multiplicar o conhecimento, compartilhando o aprendizado com os outros técnicos da Agência, que atuam nas demais regiões do Pará, e também com o produtor rural.

Com a capacitação, os técnicos aprenderam como reconhecer os sintomas da doença, além de métodos adequados de coleta de amostras para envio ao laboratório e as principais ações de defesa vegetal desenvolvidas no Amapá.
"O reconhecimento da praga é crucial, pois permite ações imediatas de controle, o que é fundamental para minimizar os danos às plantações. E esse treinamento representa um passo fundamental para o fortalecimento das estratégias de proteção agrícola, garantindo um futuro mais seguro para a agricultura na região", declarou a fiscal Ana Thais Leão, responsável técnica do programa da mandioca na ADEPARÁ.
O treinamento é parte dos esforços conjuntos para fortalecer a vigilância fitossanitária na região, para minimizar os impactos da praga na produção de mandioca e garantir a sanidade das lavouras.
"A nossa visita técnica ao Amapá e o treinamento que fizemos foi extremamente importante para as ações de defesa que promovemos e que fortalecem ainda mais a parceria já existente com a agência de defesa do Amapá. Além disso, a ADEPARÁ tem atuado para proteger a mandiocultura do estado, trabalhando intensamente na prevenção da praga, que está presente apenas no Amapá", ressaltou Maria Alice Thomaz, a gerente de pragas quarentenárias da ADEPARÁ.

Programa Nacional - Este mês, o Mapa por meio da Portaria nº 1257/2025 criou o Programa Nacional de Prevenção e Controle da Vassoura-de-Bruxa da Mandioca para fortalecer a cadeia produtiva da mandioca, estabelecendo os critérios e procedimentos para a prevenção e o controle da praga como a exigência de certificação para o transporte de frutos e partes de vegetais.
Portaria estadual - Apesar de não haver registro da doença no Pará, ainda em fevereiro deste ano a ADEPARÁ publicou a portaria nº 298/2025, estabelecendo a proibição para o ingresso de plantas ou partes de vegetal oriundo de áreas de ocorrência da praga, medidas importantes e necessárias para evitar a disseminação da doença para o território paraense, tendo em vista que o Pará é o maior produtor de mandioca do Brasil e o único estado que faz fronteira terrestre com o Amapá.
Adepará e órgãos de defesa do consumidor fiscalizam pescado em Belém - 23/03/2025
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A Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (Adepará), em parceria com o
Ministério Público do Estado do Pará (MPPA), Vigilância Sanitária de Belém, Divisão de
Investigação e Operações Especiais – Delegacia do Consumidor, Procon e Ministério da
Agricultura e Pecuária (Mapa), realizaram esta semana, uma fiscalização no comércio
varejista de Belém, com o objetivo de intensificar suas ações e reinspeções, no pescado
que vem sendo ofertado aos consumidores.A fiscalização do pescado é realizada em todas as etapas do processo, a competência
da Adepará vai desde o trânsito da matéria prima, produção, beneficiamento, armazenamento
e transporte dos produtos até o comércio varejista, visando garantir a procedência regularizada
do pescado; proteger o produtor, a indústria e o consumidor; prevenir as fraudes seja por substituição
de espécies ou por excessos no glaciamento do produto; e assegurar a alimentação segura para a população.A gerente do Serviço de Inspeção Estadual, a fiscal e médica veterinária Adriele Cardoso,
ressalta que a fiscalização consiste em identificar as empresas que possuem registro no órgão
oficial de inspeção. “Nós verificamos se as empresas possuem o selo de inspeção municipal (SIM), estadual (SIE) ou federal (SIF) e, a partir daí, procedemos à coleta de amostras para serem encaminhadas ao laboratório oficial, onde serão realizadas as análises laboratoriais pertinentes”.Em relação ao glaciamento do pescado, a fiscal explica que a técnica de cobrir o peixe com uma
camada de gelo para conservação é utilizada para evitar que o peixe desidrate e oxide.
“O método é amplamente utilizado pela indústria e possui amparo legal, pois é feito visando a prevenção da desidratação e oxidação lipídica do produto durante o armazenamento prolongado em congelamento. E existem técnicas laboratoriais para determinar o teor de absorção de água durante esse processo. Conforme a IN 21/2017 – Mapa, o limite máximo do glaciamento no peixe é de 12% do peso líquido declarado, valores acima disso, são considerados fraude econômica lesando o consumidor”, explicou a fiscal.
A ação faz parte das etapas de fiscalização que a Adepará realiza no período que antecede a Semana Santa, pois é nessa época que ocorre o aumento do consumo do peixe pela população paraense.
A Agência de Defesa Agropecuária orienta que o consumidor fique atento às seguintes orientações na hora de adquirir o produto:
- Escolher produtos que possuam o selo de inspeção estadual ou federal em seu rótulo;
- Observar as condições de higiene do comércio varejista;
- Comprar produtos que estejam nas condições corretas de armazenamento, sendo resfriado ou congelado, não contendo água em seu interior;
- Avaliar as condições da embalagem, que não pode estar violada; e nunca esquecer de olhar a data de validade que deverá estar visível e legível no rótulo do produto.
ADEPARÁ e EGPA realizam em Abaetetuba capacitação para melhorar relações interpessoais no trabalho - 21/03/2025
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Como parte do investimento em capital humano, a Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (ADEPARÁ) iniciou 2025 dando prosseguimento a interiorização do Projeto Mediação de Conflitos. Criado no segundo semestre de 2024, o projeto visa a integração e a valorização dos servidores por meio de capacitações que buscam melhorar o relacionamento interpessoal e o clima organizacional dentro da instituição.
A primeira capacitação de 2025 chegou à Regional de Abaetetuba, esta semana, com a realização do Curso de Gestão de Conflitos no Serviço Público, ministrado para mais de 30 servidores que atuam em escritórios e unidades locais de sanidade agropecuária dos 15 municípios atendidos pela regional.
Ministrado por Loris Luiz Martins das Neves, com grande experiência na área de relacionamento interpessoal e desenvolvimento de pessoas, o curso foi realizado na Agência do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), em Abaetetuba.

A Capacitação é uma proposta da Gerência da Área de Gestão de Pessoas (GAGP) e da Unidade de Capacitação e Treinamento (UCT), com apoio da Diretoria Geral e Administrativa, com o objetivo de identificar os fatores que prejudicam as atividades laborais dos servidores nas vinte regionais que integram a Agência de Defesa.
Implementado em 2024, o projeto tem um compromisso contínuo com a educação e o diálogo para construção de um ambiente de trabalho que promova a empatia, a compreensão mútua e o respeito pela diversidade, explica Eliana Braga, gerente de gestão de pessoas.
“A partir dessa iniciativa as chefias passaram a conduzir e a identificar de forma mais eficaz os conflitos, não somente ajudando a resolver disputas de maneira produtiva, mas também oferecendo uma oportunidade para o crescimento pessoal e institucional, fortalecendo a equipe e melhorando a eficiência do trabalho, através de uma cultura de diálogo com os gestores e diretores”, ressalta a gestora Eliana Braga.

Realizado em parceria com a Escola de Governança Pública do Estado do Pará(EGPA), o curso é ofertado aos servidores da Agência por meio da coordenação e organização da Unidade de Capacitação e Treinamento (UCT), responsável pelo desenvolvimento de projetos que promovam a qualificação e o bem-estar dos servidores.

A Coordenadora da Unidade, Karla Julieta de Sousa, conta que já houve turmas em Belém e Castanhal. E que a partir deste ano deve ocorrer a expanção desse treinamento para as demais regiões do estado. No decorrer de 2025, o projeto deve alcançar pelo menos seis gerências regionais da Adepará.
“O objetivo, tanto das capacitações quanto do projeto, é ter resultados positivos como melhoria no clima organizacional, nas relações interpessoais no ambiente de trabalho, em liderança, uma motivação para planejar e alcançar as metas da Agência. Então, nós trouxemos o curso para Abaetetuba e já estamos com datas previstas para os próximos que irão acontecer em Redenção, no mês de abril, e em Altamira, no mês de maio. No segundo semestre, outras regionais e servidores serão alcançadas”, ressaltou Karla Sousa, da UCT.

A iniciativa foi bem recebida pelo gerente regional de Abaetetuba, Leonaldo Donato Dias, que gerencia escritórios e unidades locais de sanidade agropecuária em 15 municípios da região.
“Quando assumi me espantei com a grandiosidade da Regional porque são 15 municípios para administrar. Além da extensão territorial, existem as peculiaridades de cada município. Então, não é fácil atingir todo esse público, mas com o treinamento nós alcançamos 60% dos nossos colaboradores. Cada escritório, cada unidade, está aqui representada. E a didática do curso é muito boa além da carga de conhecimento que o nosso professor tem. Então, eu acredito que, com todo esse conhecimento e a dinâmica do curso, o nosso trabalho vai fluir melhor, com as equipes mais unidas para alcançar nosso objetivo que é ser uma das melhores regionais da ADEPARÁ”, disse o gestor.

O Agente Fiscal Agropecuário - AFA, Denilson Brito , de Mocajuba, acredita que o curso vai agregar muito conhecimento aos servidores. “Eu creio que vai agregar muito para nosso pessoal e melhorar o atendimento porque primeiro você melhora o relacionamento com a sua equipe, e depois, com certeza, isso vai resultar em um melhor atendimento ao produtor rural”.
O fiscal estadual agropecuário - FEA João Paulo Santos, atua no município de Tailândia e espera que o curso tenha reflexo no trabalho que as equipes desempenham. “É muito importante ofertar cursos como esse porque ao longo do tempo, nossas relações vão se estremecendo e isso é natural. Ocorre dentro da família e também entre servidores. Com o curso, nós nos reciclamos e aprendemos a conviver com o outro. Isso é muito importante na vida profissional. Até para eliminar as desavenças e mediar os conflitos que surgem. Aqui é a nossa segunda família, passamos mais tempo no trabalho, do que com a própria família”.
Para Raquelen Araújo, agente fiscal agropecuária de Abaetetuba, o curso deve trazer mudanças positivas na conduta dos servidores. “O curso oportuniza o autoconhecimento para que nós possamos oferecer um trabalho melhor. Essas capacitações permitem o aprimoramento do serviço e a nossa evolução para oferecer maior qualidade no atendimento, mais eficiência para o nosso público, que é a grande razão de estarmos aqui”.
NOTA DE PESAR - 21/03/2025
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Publicada no DOE relação de servidores da ADEPARÁ aptos a requerer a Progressão - 20/03/2025
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Prazo para requerer progressão inicia nesta quinta-feira,20. Para ter direito, servidores devem encaminhar requerimento ao CAPE.

Foi publicada nesta quinta-feira, 20, no Diário Oficial do Estado (DOE), a portaria Nº 1263/2025 com a listagem dos servidores da Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (ADEPARÁ) aptos a requerer a Progressão Horizontal.
Segundo a portaria, o prazo para requerer a Progressão é de Cinco (05) dias úteis, a contar da data da publicação da portaria.
Os servidores deverão anexar o requerimento da Progressão e encaminhar o documento para a Comissão Permanente de Avaliação e Desempenho (CAPE) por meio do PAE, versão 4.0.
Acesse a Relação de Servidores aptos a receber a Progressão
Formulário para requerer a Progressão
ADEPARÁ intensifica ações de educação sanitária com estudantes de Agronomia da UFRA - 20/03/2025
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Em Belém e Capanema fiscais da Agência de Defesa divulgaram as ações de defesa fitossanitária.

Com auditório lotado de estudantes da Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra), a Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (Adepará) apresentou os programas desenvolvidos pela instituição que são importantes para manter as lavouras paraenses livres de pragas.
A atividade extraclasse é resultado de parceria entre a Adepará e Ufra e tem o objetivo de divulgar as ações da Agência bem como despertar nos alunos o interesse pela defesa agropecuária.
Segundo o fiscal estadual agropecuário Cleber Sampaio, gerente do Programa Sementes e Mudas da Adepará, a atividade vem ocorrendo há alguns anos, sempre no início do ano letivo, e já faz parte do calendário de evento dos setores que compõem a defesa e inspeção vegetal da Agência.

“Todos os anos recebemos os alunos da Universidade Federal Rural do Pará, uma forma de estreitar o relacionamento com as instituições de ensino e pesquisa, principalmente ligadas ao agronegócio. E é uma forma de despertar nos alunos esse interesse pela defesa agropecuária para que eles possam saber o que é, o que faz, e quem sabe vir a trabalharem nessa atividade. A maioria deles vai desempenhar alguma atividade ligada ao setor agropecuário”.
As atividades educativas que contribuem na disseminação de ações, projetos e programas desenvolvidos pela Adepara em todas as regiões do Estado também ocorrem nos campis da Ufra pelo interior.
Conhecendo a monilíase - Em Capanema, na Região de Integração do Rio Caeté, fiscais agropecuários da Gerência de Educação Sanitária participaram do primeiro ciclo de palestras sobre pragas quarentenárias realizado no Campus da Ufra. A atividade foi promovida pela universidade e teve o apoio da Unidade Regional da Adepará de Capanema. A palestra foi ministrada pelas fiscais agropecuárias Gabriela Cunha, Núbia Vasconcelos e Marluce Bronze. As engenheiras agrônomas falaram sobre a monilíase do cacaueiro e do cupuaçuzeiro e destacaram a importância das noções de biossegurança como prevenção à doença.

“Nós utilizamos as metodologias ativas como base para a nossa abordagem. Fizemos questionários pré-teste e pós-teste para avaliação de conhecimentos, palestra educativa e atividade lúdica com encenação sobre sintomas e sinais da monilíase”, conta a fiscal agropecuária Gabriela Cunha, engenheira agrônoma que atua na Gerência de Educação Sanitária.
A professora Patricia Leitão Lima, que ministra Entomologia Agrícola na Ufra de Capanema, disse que o evento “proporcionou aos futuros profissionais de Agronomia, a compreensão sobre a importância das medidas de biossegurança para o combate das Pragas Quarentenárias no Pará, iniciativa fundamental para o entendimento sobre os desafios na prevenção da monilíase do cacaueiro e do cupuaçuzeiro nas regiões produtoras”.
Abaetetuba recebe Curso de Gestão de Conflitos da EGPA - 18/03/2025
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A Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (ADEPARÁ) por meio da Unidade de Capacitação e Treinamento, está realizando, no período de 18 a 20 de março de 2025, o Curso de Gestão de Conflitos no Serviço Público, para servidores da Regional de Abaetetuba.
Ministrado pelo professor Loris Neves, o curso é resultado de parceria da ADEPARÁ com a Escola de Governança Pública do Estado do Pará (EGPA) e tem o objetivo de melhorar o relacionamento entre os servidores e tornar o ambiente de trabalho um lugar de convivência saudável e harmônico.
Durante três dias, a capacitação abordará a importância dos relacionamentos interpessoais dentro do ambiente de trabalho, refletindo na qualidade do serviço prestado.
SERVIÇO:
Curso de Gestão de Conflitos no Serviço Publico
Data: 18 a 20/03/2025
Local: Sebrae Abaetetuba
NOTA DE PESAR - 14/03/2025
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NOTA DE PESAR
A Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (ADEPARÁ) lamenta informar o falecimento do servidor Helder Afonso da Silva, Auxiliar de Campo lotado na Regional de Santarém, que atuava na Ulsa de Monte Alegre.
O servidor tinha 54 anos e há 21 anos trabalhava na ADEPARÁ.
O velório e o sepultamento serão realizados no município de Monte Alegre, em local ainda a ser divulgado pela família.
A Adepará manifesta profundo pesar pela partida precoce do servidor e se solidariza com a família e com os amigos neste momento de tristeza.
ADEPARÁ entrega 1,2 toneladas de carne para a Funai em Tucumã - 14/03/2025
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A doação de carne é resultado da apreensão de animais criados irregularmente em terras indígenas onde ocorreram as ações de desintrusão no Pará.
Equipe da Gerência de Inteligência da ADEPARÁ realiza a segunda entrega de carne proveniente de apreensão de animais em terra indígena
Fiscais da Gerência de Inteligência e Combate a Fraudes Agropecuárias (GICFA) da Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (ADEPARÁ) realizaram nesta quinta-feira (13), a entrega de 1,2 toneladas de carne para a sede da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), no município de Tucumã, na região do rio Xingu.
A doação foi determinada pela Justiça como resultado das operações de desintrusão realizadas em 2024, quando as forças de segurança retiraram um grupo de não indígenas que ocupavam ilegalmente o território e apreenderam animais de produção que estavam sendo criados também de forma ilegal na Terra Indígena Apyterewa, em São Félix do Xingu.
Com o abate dos animais e a doação da carne, a ADEPARÁ cumpre com as medidas determinadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para consolidar a desintrusão que foi a garantia de que o gado fosse aprendido, abatido e destinado à doação.
Conforme a Gerência de Inteligência da ADEPARÁ, a finalidade é colaborar com as ações desenvolvidas pela FUNAI em prol das comunidades indígenas do Estado do Pará, tendo em vista que as ações de desintrusão estão sendo realizadas de forma integrada com diversos órgãos federais e estaduais.
A gerente regional de Tucumã entrega o termo de doação para e a representante da Funai
Segundo a Adepará, após a inspeção clínica dos animais pela defesa agropecuária, foram encaminhados ao estabelecimento de abate para passar pelo serviço de inspeção e toda a carne foi doada. "Nós somos o órgão responsável pela defesa agropecuária no Estado e estamos atuando em parceria com frigoríficos da região, habilitados para abater esses animais. Então, além da retirada dos animais e da condução deles, nós realizamos inspeções desde a apreensão dos animais realizada por órgãos competentes, passando pelo abate, até o transporte da carne que será doada, para assim garantir o controle sanitário e de qualidade, já que nós somos responsáveis pela sanidade do rebanho, fiscalizando toda a cadeia produtiva, até a chegada da carne no comerciante, sendo um dos principais responsáveis pela seguridade e confiabilidade dos produtos e subprodutos de origem animal e vegetal no Estado", ressaltou Jamir Macedo, diretor-geral da ADEPARÁ.
A Funai informou que a carne será distribuída através das casas de apoio aos povos indígenas existentes em Tucumã, Ourilândia do Norte e São Félix do Xingu e nas aldeias localizadas nas imediações destes municípios.
Este é o segundo abate sanitário e doação de carne feita pela ADEPARÁ em 2025. No mês passado, os fiscais agropecuários da Gerência de Inteligência fizeram a entrega de 1,5 tonelada de carne para as obras assistenciais da Fazenda Esperança, projeto que atende mais de 80 dependentes químicos e que tem o apoio da Igreja Católica, no distrito de Mosqueiro.
Gerência de Inteligência - Criada pela Portaria nº 5440, de 21 de novembro de 2023, a Gerência de Inteligência da ADEPARÁ está subordinada às Diretorias de Defesa e Inspeção Animal e Vegetal. É responsável por auxiliar em procedimentos operacionais, padrões, prevenção e combate de fraudes na utilização do sistema agropecuário. A GICFA tem também como atribuições, apurar irregularidades e realizar diligências em propriedades rurais; bloquear ou suspender temporariamente o cadastro agropecuário em casos de descumprimento das legislações, além de dar suporte a outras instituições, na realização de ações conjuntas quando necessário.
Em Capanema, Adepará realiza Curso de Agente Vacinador para Brucelose - 14/03/2025
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Os agentes vacinadores vão auxiliar veterinários a manter a sanidade do rebanho em 15 municípios atendidos pela Regional de Capanema da Adepará.

A Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (Adepará), por meio da Regional de Capanema, na região de Integração Rio Caeté, nordeste paraense, realizou nesta semana o primeiro Curso de Agente Vacinador para Brucelose de 2025. As aulas teóricas foram ministradas no Sindicato Rural de Capanema, e as aulas práticas na Fazenda Agropecuária Boa Terra, referência na produção de leite na região.
Fiscal agropecuário médico veterinário Gerlan Alvarenga
Ministrado pelo médico veterinário e fiscal agropecuário Gerlan Alvarenga, o curso abordou as diretrizes dos programas Nacional e Estadual de Controle e Erradicação da Brucelose, as principais legislações e os procedimentos de biossegurança que devem ser observados na vacinação. A turma foi formada por vaqueiros, estudantes, moradores das comunidades e produtores rurais.
“Nós capacitamos esse público para que possam atuar na região e fazer a vacinação com segurança porque, como se trata de uma vacina viva, existe risco na manipulação. A vacinação das bezerras garante uma produção de leite livre de doenças e, consequentemente, produtos derivados do leite mais seguros ao consumidor“, informou Gerlan Alvarenga.
Parte teórica do curso foi ministrada no Sindicato Rural de Capanema
Cobertura - As atividades foram acompanhadas pela Gerência do Programa da Brucelose, representada pelo veterinário e fiscal agropecuário George Santos. Ele explicou que o Ministério da Agricultura e Pecuária preconiza que a vacinação das bezerras deve alcançar 80% de cobertura vacinal, acrescentando que os cursos de agente vacinador contribuem para difundir as ações.
“A iniciativa de vocês de difundir esse conhecimento é muito importante. Ajuda a disseminar as informações sobre o Programa, divulga a gravidade da doença para os animais e para os humanos, e as perdas econômicas que ela acarreta. Quando temos esse conhecimento, isso pode ser primordial para a saúde como um todo, e para aumentar a cobertura vacinal no nosso Estado”, ressaltou o fiscal agropecuário.

Obrigatoriedade - As fêmeas bovinas e bubalinas, na faixa etária de 3 a 8 meses de idade, devem ser vacinadas uma vez na vida, em uma das etapas da campanha, que ocorre semestralmente. A imunização exige um profissional habilitado e cadastrado na Adepará, e somente o médico veterinário pode receitar a compra da vacina nas revendas agropecuárias igualmente cadastradas na Agência.
Os agentes vacinadores auxiliam os médicos veterinários, e são capacitados para atender às comunidades onde moram, contribuindo com o Programa. Pessoas acima de 18 anos que saibam ler e escrever podem fazer o curso.

Aula prática com vacinação de bezerras na fazenda Agropecuária Boa Terra, em Capanema
O consultor rural Adriano Paiva foi um dos participantes do curso. Sua família tem uma propriedade em Capanema, onde cria cerca de 20 bovinos para retirada de leite. “Eu sabia que essa vacinação era obrigatória, mas não sabia que tinha todo esse procedimento a ser seguido. Não sabia, por exemplo, que havia toda a exigência sobre o uso de EPIs (equipamentos de proteção individual). Agora, a vacinação vai ser com todo o equipamento certinho”, informou.
Conscientização - Atenta à importância da vacinação para o controle da Brucelose, a produtora rural Gineide Ribeiro, proprietária da fazenda onde ocorreu a aula prática, capacitou seus funcionários. “É uma doença que oferece riscos à saúde, a nós. Quem manipula a vacina precisa ter esse conhecimento prévio. Economicamente, os danos causados ao produtor são grandes. Quanto mais conscientização do controle dessa doença, quanto mais consciência, mas o produtor vai ter ganhos”, complementou a produtora.

Produtora rural Gineide Ribeiro e o fiscal agropecuário George Santos
Segundo Gineide Ribeiro, as ações de defesa agropecuária realizadas pela Adepará, por meio de visitas, orientações e inspeções, são fundamentais ao desenvolvimento da pecuária. “Eu vejo a Adepará como parceira. É onde posso tirar minhas dúvidas e contribuir com o crescimento da produção. Juntos, conseguimos desenvolver a nossa região e conscientizar mais produtores da importância de controlar essas doenças, para ter cada vez mais saúde, mais mercado e mais produtividade”, ressaltou.
No nordeste paraense, a pecuária leiteira e de corte é expressiva, e cada vez mais segura devido às ações de prevenção à Brucelose. Capanema tem um rebanho de aproximadamente 360 mil cabeças de gado e propriedades que são referência na produção de leite. “Vacinando, conscientizando, treinando suas equipes, tendo conhecimento prévio também, é engrandecedor para a nossa região promover mais esses cursos, tanto para funcionários como para os próprios produtores rurais”, disse Gineide Ribeiro.
Capacitação - Em 2024, a Regional de Capanema, que abrange 15 municípios, realizou seis cursos de agente vacinador para Brucelose. Segundo o gerente regional Kid Almeida, o objetivo do curso é formar pessoas que possam ajudar no manejo e no trabalho preventivo. “Essas pessoas, quando passam a ter esse conhecimento, vão ser meio que os nossos olhos nas propriedades, orientando o produtor. Se eles verificarem um animal com alguma situação fora da normalidade, já orientam o produtor a procurar a Adepará, para que nós possamos ter um serviço de vigilância com mais qualidade e um atendimento muito melhor ao produtor rural”, ressaltou o gerente.
“A propriedade onde realizamos o curso é referência na produção leiteira, e temos outros produtores que fornecem leite para laticínios registrados. Por isso, é muito importante que eles sigam as exigências sanitárias para que esse mercado continue fortalecido”, frisou Kid Almeida.
Prazo - Neste ano, a 1ª etapa da vacinação contra Brucelose prossegue até 30 de junho. Além de vacinar as bezerras, o produtor precisa comprovar que os animais foram vacinados. A notificação da vacina requer a apresentação do atestado (documento original) emitido pelo veterinário cadastrado no Programa, e a nota fiscal de compra da vacina.
A Brucelose e a Tuberculose são zoonoses (doenças que podem ser transmitidas entre animais e humanos), que causam grandes prejuízos à pecuária. A Brucelose é altamente contagiosa, e vacinar é a melhor forma de proteger o rebanho. Além da vacinação, a Adepará faz a certificação de propriedades livres ou monitoradas, que ofereçam ao consumidor produtos de baixo risco sanitário.

Serviço: Vacinação contra Brucelose - 1ª Etapa: até 30 de junho de 2025. Declaração da Vacina - mesmo prazo, com apresentação do atestado emitido pelo veterinário cadastrado no Programa e nota fiscal de compra da vacina.















