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ADEPARÁ participa de reunião que apresentou ações conjuntas das instituições do governo com o Sistema FAEPA/SENAR para 2026 - 15/01/2026
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A Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (ADEPARÁ) participou na última quarta-feira,14, no auditório da Faepa, de uma reunião de trabalho do Sistema FAEPA/Senar, que marcou a abertura oficial das ações planejadas para o ano de 2026. O encontro foi conduzido pelo presidente Carlos Xavier e contou com a presença do Superintendente do Senar, Walter Cardoso, diretoria, coordenadores dos Núcleos Regionais, assessores técnicos sindicais, assessoria técnica, além de presidentes de Sindicatos Rurais.
A reunião teve caráter institucional e reuniu importantes parceiros, como a Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (Sedap), representada pelo secretário Giovanni Queiroz, fortalecendo a parceria entre a Federação da Agricultura e Pecuária do Pará (Faepa), o Senar, o Sebrae e demais instituições convidadas. Também participaram Adepará, Emater, Prodepa, Fapespa, Ideflor-Bio, além de representantes do Mulheres do Agro, CNA Jovem e lideranças setoriais.Na ocasião, o Sistema Faepa/Senar, por meio do Observatório do Agro, firmou um Termo de Referência com a Emater, Adepará, Sedap, Ideflor-Bio e a Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra), consolidando uma parceria estratégica voltada ao fortalecimento da inteligência, da gestão e do desenvolvimento do agronegócio paraense. A iniciativa tem como objetivo integrar dados, informações técnicas e conhecimentos institucionais, promovendo ações conjuntas de análise, planejamento e apoio à formulação de políticas públicas e estratégias para o setor agropecuário. A cooperação também permitirá maior eficiência no acompanhamento de indicadores, no suporte aos produtores rurais e na tomada de decisões baseadas em evidências.
Durante o encontro, foram apresentadas e debatidas as frentes estratégicas para 2026, incluindo: Instrumentos Financeiros; Fundiário e Meio Ambiente; Produção e Irrigação; Institucional e Criação do Fundo Açaí; Senar – Programas e Projetos; Logística; Comunicação; e Ação Legislativa, entre outros temas. Na ocasião, também foi realizada a entrega de 10 robôs Açaí Bot ao Senar Pará. Os equipamentos, fabricados pela empresa Açaí Kaa, foram adquiridos pelo Senar para treinamento de produtores rurais de açaí. Em 2025, técnicos da Ateg/Senar Pará já haviam sido capacitados para operar a tecnologia.
Outros temas relevantes abordados foram o andamento do Programa RetifiCar, a Reforma Tributária e os custos cartorários. Sobre este último ponto, os produtores obtiveram retorno imediato da Associação dos Notários e Registradores do Brasil - Anoreg, que se comprometeu a acompanhar e dar encaminhamento às demandas apresentadas pelo setor produtivo rural. Ainda entre as pautas, foi apresentada a proposta do Instituto de Excelência do Cacau.Com informações de Ascom FAEPA
Adepará reforça ações educativas para proteger produção de mandioca no Sudeste do Estado - 13/01/2026
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Agência percorre comunidades rurais e terras indígenas para orientar agricultores sobre o combate à vassoura de bruxa e garantir o sustento de centenas de famílias

O Sudeste do Pará, conhecido por sua forte produção de soja e criação de gado, também possui produção de mandioca, um cultivo essencial para o sustento de muitas famílias de pequenos agricultores. Para ajudar na proteção dessas plantações, a Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (Adepará) promoveu ações educativas nos municípios de Bom Jesus do Tocantins, Abel Figueiredo, Rondon do Pará e Dom Eliseu.
Em Bom Jesus do Tocantins, a equipe de educação sanitária da Adepará visitou a Comunidade Gaúcha, onde cerca de 600 agricultores, a maioria produtores de farinha de mandioca, participaram de uma roda de conversa sob a sombra de uma mangueira. A fiscal agropecuária Marluce Bronze, agrônoma da Adepará, explicou os cuidados necessários para evitar a propagação da vassoura de bruxa, uma praga que ameaça as plantações de mandioca.

A equipe também reuniu agricultores de dois assentamentos da Comunidade Bacabal Grande, com aproximadamente 80 a 90 famílias em cada projeto. A produção local de farinha é expressiva, com cerca de 34 toneladas produzidas por semana, abastecendo as feiras de Marabá e Bom Jesus do Tocantins e atendendo o comércio local.
O técnico agrícola Alisson Santos, da Secretaria Municipal de Agricultura, destacou a importância da prevenção. "Orientar os produtores sobre o controle da vassoura de bruxa e o uso de sementes de qualidade é fundamental para garantir uma produção saudável", explicou.
Prevenção
Seu Cícero Lima, agricultor de Bom Jesus do Tocantins, compartilhou sua experiência sobre a produção de mandioca. "Quando a safra é boa, conseguimos vender. Quando é pequena, usamos para consumo próprio. Já ouvi falar dessa doença, mas graças a Deus, aqui ainda não chegou. É importante diversificar as culturas, para não depender apenas da mandioca", comentou.

Na Terra Indígena Mãe Maria, onde vivem os indígenas do povo Gavião Parkatejê, localizada à margem da BR-222, a comunidade se mobilizou para participar das atividades educativas. A palestra abordou os sintomas da vassoura de bruxa e houve a distribuição de material informativo sobre a praga, que já foi registrada em áreas indígenas isoladas no Pará, mais precisamente no Parque do Tumucumaque.
Na reserva, o saber tradicional indígena se mostrou um valioso aliado na luta contra a praga. "Trabalhamos o tradicional e o moderno, valorizando o nosso conhecimento e respeitando a natureza", afirmou a liderança local, Kátia Silene Tonkyre.
A TI Mãe Maria possui área de 62.488 hectares e abriga cerca de 670 pessoas de diferentes grupos Gavião. A agropecuária é uma das principais fontes de sustento dos Akrãtikatêjê, que cultivam mandioca, maracujá, peixe e castanha-do-Pará, além da recente criação de gado.
Preservando o cultivo da mandioca

Em Rondon do Pará, na divisa com o Maranhão, a economia é impulsionada pela agricultura, pecuária e comércio. No Assentamento Campo Dourado, agricultores de diversas comunidades participaram da roda de conversa e tiraram dúvidas sobre a vassoura de bruxa.
A agricultora Elissandra Lima Silva expressou sua preocupação: "Plantei uma roça de três alqueires e sei que a produção exige muito investimento. A doença é uma ameaça, mas as orientações da Adepará foram muito valiosas para nos ajudar a prevenir".
Em Abel Figueiredo, os técnicos visitaram uma casa de farinha e alertaram o produtor Josimar Pereira dos Santos Souza, que produz dez quilos de farinha por mês. "Se essa doença chegar, será um grande problema. Acredito que a higiene das ferramentas e do maquinário pode ajudar a retardar sua chegada", disse ele.
Sustento familiar
Em Dom Eliseu, a equipe de educação sanitária se reuniu com agricultores de quatro comunidades: Alto Bonito, Bonito I, Vila Nazaré e Colônia União.
Maxwell França, produtor de mandioca na Comunidade Alto Bonito, afirmou que as orientações da Adepará foram importantes para ele, que está iniciando seu terceiro plantio anual. "É muito bom aprender desde o começo, assim podemos evitar problemas futuros", disse.
Rivelino Silva, produtor de mandioca, melancia, açaí e cacau, compartilhou a experiência de sua família, que vive da roça. Ele também falou sobre a importância de se prevenir contra a vassoura de bruxa: "Aprendemos que é possível conviver com a praga e evitá-la, além de aprender a higienizar nossas ferramentas".
Parceria com prefeituras
As prefeituras têm sido grandes aliadas da Agência de Defesa no controle e combate às pragas agrícolas. "Contamos com o apoio das prefeituras para mobilizar as comunidades e garantir o sucesso dessa campanha de prevenção. Agradeço imensamente aos produtores, aos agricultores familiares e aos povos indígenas pela receptividade e interesse. A simplicidade e o entusiasmo de todos foram fundamentais para o sucesso das atividades", disse Marluce Bronze, fiscal agropecuária da Adepará.

Adepará alerta produtores sobre o período de atualização cadastral da palma de óleo no Pará - 07/01/2026
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O prazo para realizar a atualização dos dados referente a safra de dendê de 2026 vai até 31 de janeiro de 2026 em todas as unidades da agência

A Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (Adepará) avisa aos produtores que está em vigor, desde 1º de janeiro, a Portaria Nº 7336/2025, que estabelece a obrigatoriedade do cadastro das unidades produtivas de palma de óleo no Estado.
O prazo para realizar a atualização dos dados referente a safra de dendê de 2026 vai até 31 de janeiro de 2026 em todas as unidades da Adepará.
Para realizar a atualização do cadastro, o produtor deverá comparecer a uma Unidade Local de Sanidade Agropecuária (Ulsa) ou Escritório da agência existente no município onde está localizada a propriedade rural, munido de cópias dos seguintes documentos:
- Pessoa Física: RG e CPF;
- Pessoa Jurídica: CNPJ e Contrato Social;
- Comprovante de residência atualizado;
- Comprovante de uso, posse ou propriedade da terra;
- Número de telefone e e-mail válidos.
A atualização cadastral só será válida mediante a entrega das cópias completas dos documentos solicitados e a assinatura do produtor no formulário de atualização.

Produtores que não realizarem a atualização cadastral estarão impossibilitados de emitir a Guia de Trânsito Vegetal (GTV), o que significa que não poderão transitar com seus produtos até regularizarem a situação junto à Adepará.
A medida visa garantir o controle da movimentação do dendê dentro do estado, assegurando que a cadeia produtiva continue operando dentro dos parâmetros legais e sanitários.
Rastreabilidade da palma de óleo
Segundo Joselena Tavares, gerente de Inspeção e Classificação Vegetal da Adepará, o cadastro atualizado é fundamental para garantir a rastreabilidade da palma de óleo no território paraense, o que é essencial para o controle sanitário e para a regularização da documentação dos produtores.
Ela ressalta que a rastreabilidade é um passo importante para preservar os avanços na cadeia produtiva do dendê, que tem gerado grande riqueza para o Estado e impulsionado a agricultura familiar, especialmente na região do Vale do Acará, um dos maiores polos produtores de palma de óleo do Brasil.
“A política de rastreabilidade implementada pela Adepará ajuda a garantir a sustentabilidade e a transparência da produção de dendê, o que é crucial para manter a competitividade do Pará no mercado nacional e internacional”, destaca Joselena.
Obrigatoriedade - A partir de dezembro de 2023, a Adepará implementou a Política de Rastreabilidade da Palma de Óleo por meio da Portaria Nº 6143/2023, que instituiu a obrigatoriedade da Guia de Trânsito Vegetal (GTV) para essa cadeia agrícola.
Essa ferramenta permite identificar a origem e o destino dos frutos no Estado, que é o maior produtor nacional de óleo de palma. Atualmente, existem 1.438 produtores de dendê no Pará, a maioria deles oriundos da agricultura familiar. O Vale do Acará concentra a maior produção, com 1.921 unidades produtivas e 14 indústrias.
Desde a implementação da GTV, já foram emitidas 69.441 Guias de Trânsito Vegetal, e a circulação de cargas de cachos frescos de dendê alcançou 1,4 milhões de toneladas, segundo dados da Sigeagro/Adepará.

Serviço
Período de Atualização Cadastral do Dendê: até 31 de janeiro de 2026
Documentos necessários:
- Pessoa Física: RG e CPF;
- Pessoa Jurídica: CNPJ e Contrato Social;
- Comprovante de residência atualizado;
- Comprovante de uso, posse ou propriedade da terra;
- Cadastro Ambiental Rural (CAR).
Para mais informações, os produtores podem entrar em contato com a Adepará ou acessar o site da Adepará.
CGE prorroga prazo para fazer a declaração anual de bens - 06/01/2026
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A Conroladoria Geral do Estado (CGE) prorrogou o prazo para que os servidores públicos façam a declaração no Sistema de Registro de Bens dos Agentes Públicos (Sispatri), referente ao ano-base 2024 (exercício: 2025).
Com o novo prazo, os servidores públicos do Poder Executivo Estadual devem efetuar as suas declarações até o dia 28/02/2026.
Para falicitar o acesso a declaração, a CGE criou um contéudo explicando como efetuar o envio das informações.
Acesse o link do passo a passo para declaração: https://www.youtube.com/watch?v=RApi0lzr_Kg
ADEPARÁ entrega registro para agroindústria de farinha do município de Portel - 30/12/2025
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Em evento realizado pelo Sistema OCB/PA (Organização das Cooperativas Brasileiras no Pará), a Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (ADEPARÁ), representada pela gerente de inspeção e classificação vegetal, fiscal agropecuária Joselena Tavares, fez a entrega do certificado de registro para a Cooperativa Agrícola, Produção e Agroextrativista do Marajó (Coop Marajó), que construiu uma casa de farinha na comunidade Maanaí, às margens do rio Camarapi, no município de Portel.
A agroindústria foi certificada pela ADEPARÁ como produtora e envasadora de produtos e subprodutos de mandioca. Com o registro, a agroindústria poderá comercializar os produtos nos supermercados e vender para as prefeituras, que por lei precisam adquirir um mínimo de 30% de produtos oriundos da agricultura familiar.
A Coop Marajó reúne um total de 53 cooperados e beneficia 5 mil famílias cadastradas em Portel. Na casa de farinha da comunidade, a mão de obra é da própria comunidade e vai gerar renda para 6 cooperados.
O certificado foi entregue para o presidente da Coop Marajó Walter Vieira Moreira. De acordo com o presidente, a parceria institucional tem sido positiva e a cooperativa tem fornecido produtos para a merenda escolar. "Nós temos uma parceria com a secretaria de educação do município e conseguimos atender 72 escolas da área urbana e rural fornecendo farinha, macaxeira, hortaliças e frutas. E daqui pra frente vamos fortalecer essa parceria para continuar fornecendo alimentos de qualidade provenientes da agricultura familiar ".
Em abril de 2025, o Sistema OCB/PA firmou um Acordo de Cooperação Técnica com a ADEPARÁ para fortalecer o cooperativismo no setor agropecuário, facilitando a regularização de cooperativas, promovendo a educação sanitária e a fiscalização do trânsito agropecuário de produtos do agronegócio, visando impulsionar a produção familiar e as agroindústrias no estado.
Coral Vozes da ADEPARÁ encerra o ano com programações natalinas - 23/12/2025
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O Coral Vozes da ADEPARÁ, formado por 24 servidores e colaboradores da Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará, finalizou as atividades artísticas do ano de 2025 com apresentações natalinas que ocorreram no município de Castanhal e aqui na capital.
No 3º Encontro de Corais de Castanhal, os coralistas mais uma vez foram uma das atrações do evento, que reúne vários corais da região.
Em Belém, o “Vozes da ADEPARÁ” fez apresentação no Mangal das Garças, no último domingo, 21, num evento que reuniu diversas organizações não governamentais para ajudar a angariar brinquedos que serão doados para instituições ligadas à infância.
Para 2026, os ensaios do coral continuam uma vez na semana, a partir da segunda quinzena de janeiro.
Governo do Pará entrega nova unidade da Adepará em Xinguara - 22/12/2025
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A unidade foi totalmente reconstruída e adaptada, proporcionando aos servidores estrutura de qualidade para o atendimento ao produtor rural

O governador do Pará, Helder Barbalho, entregou nesta quarta-feira, 17, a nova Gerência Regional e Unidade Local de Sanidade Agropecuária (Ulsa) da Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (Adepará) no município de Xinguara, no sul do Pará.
Durante a entrega da unidade, o chefe do Executivo estadual destacou a importância da Adepará no fortalecimento da produção agropecuária.
“O fortalecimento, a intensificação cada vez maior melhora a produção agropecuária no Estado do Pará. Ajudando, colaborando com o pequeno produtor, para que o Estado possa produzir mais, produzir com qualidade. Estamos entregando a reconstrução da sede da Adepará, que será o ambiente de receber os produtores rurais do nosso Estado”, disse o governador Helder Barbalho.
Localizada no centro da cidade, a nova unidade foi totalmente reconstruída durante sete meses, gerando emprego e renda na região, com investimento 800 mil reais. O prédio conta com mobiliário moderno, novos equipamentos de informática e ar-condicionado, proporcionando aos servidores um ambiente de trabalho mais confortável. Além disso, a unidade já está equipada com novos veículos para aprimorar a fiscalização agropecuária na região. O espaço também permite melhor atendimento a serviços como: emissão de guia de trânsito animal e vegetal (GTA e GTV), e cadastro agropecuário, abrangendo tanto a saúde animal quanto a proteção dos cultivos agrícolas.

“Muitas vezes o produtor saía da sua fazenda e devido o espaço, tinha que esperar do lado de fora, ou estava chovendo e a gente se apertava dentro da Adepará. Agora, com esse novo espaço melhorou bastante, o produtor pode se sentar e esperar, é climatizado, e isso agrega bastante, eles estão gostando”, comemora o assessor rural Maicon Oliveira.
Xinguara foi o município onde teve início o programa Pecuária Sustentável e também o local de implementação do Sistema de Rastreabilidade Bovídea Individual do Pará (SRBIPA) com o primeiro lote de bovinos identificados individualmente no sistema, com a colocação de brincos, um visual amarelo e outro eletrônico. Atualmente, o município conta com mais de 475 mil cabeças de gado registradas no sistema, que tem como meta identificar individualmente todo o rebanho do Estado até 31 de dezembro de 2030.
“Estou muito feliz! Ter uma unidade local adequada para atender tanto o produtor rural quanto os servidores é fundamental. Assim conseguimos cumprir o objetivo da Agência, que é atuar ao lado do produtor para que o agronegócio de Xinguara e do Estado do Pará possa crescer e se desenvolver em quantidade e qualidade,” afirmou o diretor-geral da Adepará, Jamir Macedo.
Nova estrutura - A inauguração faz parte de um amplo processo de reestruturação das unidades físicas da Adepará, iniciado pela atual gestão. Em 2025, o Governo do Pará entregou à Adepará 50 motocicletas, 15 lanchas e uma usina de energia solar, com capacidade estimada de geração de 1,4 milhão de kWh por ano, abastecendo todas as unidades da Agência. A iniciativa reduz custos operacionais e contribui diretamente para a mitigação das emissões de gases poluentes.
A Adepará está presente em todos os 144 municípios do território paraense. São 176 estruturas como: laboratório, regionais, unidades locais, escritórios, postos de fiscalização construídos e equipados pelo Governo do Estado.

ADEPARÁ promove ação de saúde com doação de sangue e outros serviços - 15/12/2025
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A Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (ADEPARÁ) realizou nesta segunda-feira,15, na sede da Autarquia uma ação de saúde voltada para os servidores.

A ação contou com serviços oftalmológicos, doação de sangue e vacinação. Foram disponibilizadas doses de Influenza, Covid, Febre Amarela, Difteria e Tétano e Hepatite B.
O HEMOPA esteve presente na Agência com uma unidade móvel realizando doação de sangue. Nesta época de Natal e Ano Novo o Hemocentro reforça a campanha de doação para manter o estoque de sangue. O fiscal agropecuário Wilson da Silva foi uma das pessoas que fez a doação de sangue. O engenheiro agrônomo ressaltou a importância da campanha para incentivar novos doadores. “É uma ação muito válida, porque salva vidas”, disse.
A Assistente Social do HEMOPA Camila Medina contou que este é o terceiro ano seguido da parceria entre o Hemocentro e a Agência de Defesa e destacou a importância de manter os bancos de sangue com estoque suficiente para atender a demanda do final de ano.

Além dos serviços de saúde, foram ofertadas ações de beleza e bem estar para os servidores e colaboradores da Agência, como limpeza facial e maquiagem, spa dos pés e massagem corporal.
Serviços:
Limpeza facial e Maquiagem
Massagem corporal
Spa dos pés
Doação de sangue
Vacinação
1ª Corrida e Caminhada da Adepará reúne servidores e atletas no Parque do Utinga - 15/12/2025
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O evento, que incentiva a prática esportiva e a qualidade de vida, teve dois percursos: 6 km de corrida e 3 km de caminhada

O Governo do Pará, por meio da Agência de Defesa de Estado (Adepará), realizou a 1ª Corrida e Caminhada promovida pelo órgão, na manhã deste domingo (14), no Parque Estadual do Utinga Camillo Vianna, em Belém. O evento reuniu servidores, atletas e iniciantes, incentivando a prática esportiva, o lazer e a busca por qualidade de vida.
O evento contou com 500 inscritos, entre servidores, atletas profissionais e amadores, em duas modalidades: corrida de 6 km e caminhada de 3 km. Às 7h foi dada a largada no estacionamento do Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Pará (Ideflor-Bio), para o percurso na área interna do Parque do Utinga.

O professor de Educação Física Anderson Costa, coordenador da equipe Capivaras, que inscreveu 37 participantes na corrida e caminhada, conquistou o primeiro lugar da corrida. Para ele, foi o momento de acompanhar a evolução dos atletas. “Hoje, eu tô competindo com meus próprios alunos. São os meus atletas. Estou treinando eles para me darem trabalho depois nas corridas. Eu fico muito feliz e com orgulho em ver os meus alunos chegando em segundo lugar, quarto lugar. A Adepará está de parabéns pela organização", disse Anderson.
Interação - Segundo o diretor-geral da Adepará, Jamir Macedo, o evento incentiva boas práticas esportivas e a busca por qualidade de vida e lazer. “Parabéns para cada servidor, atleta que participou da primeira corrida e caminhada da Adepará nesta manhã, no Parque do Utinga. Um momento de interação, diversão e, acima de tudo, dia de buscar saúde e qualidade de vida para todos”, reforçou o diretor-geral.
Criado em 2014 com a proposta de motivar e promover bem-estar e saúde entre os servidores, possibilitando convívio social e desenvolvimento artístico e cultural, o Coral Vozes da Adepará animou o público com um repertório de música regional durante a chegada e entrega das medalhas aos participantes da corrida e caminhada.

Agência de Defesa entrega o kit do atleta da 1ª Corrida e Caminhada da Adepará - 12/12/2025
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Servidores recebem kits até sábado para participar do evento no Parque do Utinga,
que reunirá 500 atletas em percursos de 3 km e 6 km.Incentivando a prática de atividade física, saúde e bem-estar, o governo do Pará, por meio da Agência de
Defesa de Estado do Pará (Adepará), realiza a entrega do kit para os servidores e atletas que irão participar
da 1ª Corrida e Caminhada da Agência de Defesa, no próximo domingo (14). A entrega ocorre até o sábado (13),
de 9h às 12h, em Belém, na sede da Adepará, localizada na travessa da Estrella, 1184, Pedreira."Essa é a minha primeira experiência de corrida pela Adepará, e eu estou com uma expectativa muito grande,
que a partir dessa corrida, eu possa fazer outras, pelo bem da minha saúde mental e física", contou
a assistente administrativa, Enilda Brabo.Essa é a primeira edição que a Agência de Defesa promove uma corrida e caminhada. O objetivo é incentivar
boas práticas esportivas e fomentar a adoção de uma vida saudável e livre do sedentarismo por parte dos servidores.

“Essa é uma grande oportunidade para os 500 atletas que se inscreveram para que possam participar
de acordo com seu preparo físico, seja na caminhada de 3km ou na corrida de 6km. Queremos destacar
que cuidar da saúde é fundamental e que podemos fazer isso de forma coletiva, unindo trabalho,
esporte e qualidade de vida”, enfatizou a gerente de Desenvolvimento Humano da Adepará, Lidivane Costa.
Pela primeira vez, o engenheiro agrônomo e fiscal estadual agropecuário, Jorge Góes, terá contato com
a natureza do parque do Utinga e diz que esse será momento de celebrar o esporte e a saúde.
“A expectativa pela corrida é a melhor possível, porque será a primeira, então acredito que haverá
muitos corredores, servidores, ainda mais no parque do Utinga, é a festa da saúde", comentou.

A 1ª corrida e caminhada Adepará será neste domingo (14), no Parque Estadual do Utinga, em Belém.
A concentração será às 6h. O percurso da corrida terá 6 km, sendo a largada às 7h.
Já a caminhada terá 3 km de percurso e a largada será após o início da corrida, 7h10.
ADEPARÁ promove neste domingo,14, a I Corrida e Caminhada da Agência - 12/12/2025
- Descrição:
A Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (ADEPARÁ) promove neste domingo,14, às 7h da manhã, a I Corrida e Caminhada organizada pela Agência de Defesa, instituição que é referência na saúde animal e vegetal em nosso estado.
Quinhentas pessoas estão inscritas para participar da primeira edição do evento, que incentiva a prática esportiva entre servidores e a população em geral, com o objetivo de levar uma vida mais saudável realizando atividades físicas, evitando assim o sedentarismo.
A concentração para a prova será às 6h30 no Parque Estadual do Utinga. A largada ocorrerá às 7h. Os participantes vão fazer 3 km de caminhada e 6km de corrida.
A entrega dos Kits para a I Caminhada e Corrida da ADEPARÁ está ocorrendo desde o dia 11 de dezembro na sede da autarquia. Os inscritos podem retirar os Kits até o horário de meio-dia, de sábado, 13, na sede da Agência de Defesa , localizada na Travessa Estrella, 1184, bairro da Pedreira, em Belém.

Serviço:
I Corrida e Caminhada da ADEPARÁ - 14 de dezembro, 7h, Parque Estadual do Utinga.
Consulta GTA - 11/12/2025
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Veterinários admitidos em PSS recebem capacitação para atuar nos programas de Saúde Animal da Adepará - 10/12/2025
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Treinamento prático ocorreu em fazenda e abrangeu os programas de saúde animal executados pela Agência de Defesa em todo o Estado.
Foto: Divulgação
A Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (Adepará) promoveu, na primeira semana de dezembro, em Castanhal, nordeste paraense, um treinamento especializado para os médicos veterinários recém-admitidos por meio do Processo Seletivo Simplificado (PSS). A iniciativa teve como objetivo capacitar os profissionais para o desempenho de atividades essenciais nos programas de saúde animal da Agência, abrangendo os municípios de lotação dos veterinários.
Durante o treinamento, os veterinários receberam orientações técnicas e práticas para atuar na vigilância epidemiológica, no atendimento à notificação de doenças, na colheita e envio de material biológico para laboratórios credenciados e na fiscalização do trânsito agropecuário nos postos de fiscalização agropecuária da Adepará existentes no Estado. Também foram abordadas questões sobre a fiscalização em revendas agropecuárias e o controle de zoonoses.
Foto: Divulgação
Ao todo, dez veterinários de municípios como Breves, Garrafão do Norte, Itaituba, Prainha, Uruará, dentre outros, participaram da capacitação, que ocorreu na Fazenda Três Marias, em Castanhal. Além deles, também foram capacitados nove Agentes Fiscais Agropecuários e 15 Auxiliares de campo. O treinamento incluiu aulas teóricas on-line e atividades práticas de campo, conduzidas pelos Fiscais Estaduais Agropecuários da Adepará, médicos veterinários responsáveis pela gestão dos programas de saúde animal juntamente com os FEAs/Médicos Veterinários dos municípios das Unidades de Castanhal e Inhangapi, Cleane Pantoja e Joylson Canto, que deram o apoio necessário para a execução do mesmo.
Na prática de campo, os profissionais puderam vivenciar a rotina de vigilância em propriedades rurais, com foco na prevenção, controle e erradicação de doenças que afetam os rebanhos, como por exemplo a Brucelose, Tuberculose, Raiva dos Herbívoros, Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB), além de surtos entre suínos, aves, equinos, caprinos e ovinos. As ações também abordaram a prevenção da febre aftosa com a realização de inspeção clínica de patas e bocas para verificar se há animais com sintomatologia de lesões; doenças de abelhas e de outras espécies, demonstrando a amplitude do trabalho da Adepará.
Foto: Divulgação
Para Samyra Albuquerque, gerente de epidemiologia da Adepará, o serviço veterinário estadual é fundamental para a saúde dos rebanhos no Pará, uma vez que segue as diretrizes dos programas nacionais do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e atende a toda a legislação estadual vigente. “Nossa missão é garantir que os animais estejam livres de doenças, protegendo a saúde pública e a economia do Estado, que depende diretamente do setor agropecuário”, afirmou.
Segundo a gerente, os profissionais foram treinados para fazer atendimento à notificação de qualquer doença de interesse da defesa agropecuária, principalmente das sindrômicas. “Eles foram treinados para coletar material de suspeita de doença respiratória e nervosa das aves (influenza aviária e doença de NewCastle), síndrome hemorrágica dos suínos (peste suína clássica ou africana), síndrome veicular (febre aftosa) , assim como da suspeita de síndrome neurológica (raiva dos herbívoros)”, explicou a veterinária.
Foto: Divulgação
Com essa capacitação, a Adepará reforça seu compromisso com a segurança sanitária, contribuindo para o fortalecimento da cadeia produtiva de alimentos e para a promoção de práticas responsáveis e sustentáveis no campo.
Decreto do governador amplia o prazo para a rastreabilidade de bovinos e bubalinos no estado - 03/12/2025
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Identificação dos animais pode ser feita até 2030. Assinatura ocorreu durante a 64º edição do Encontro Ruralista, na FAEPA.
Foto: Rodrigo Pinheiro / Agência Pará
O Governador do Pará, Helder Barbalho, assinou, nesta terça-feira (2), o decreto nº 5.074, que amplia o prazo da rastreabilidade bovina e bubalina no estado. Com o decreto, a identificação dos bovinos e bubalinos pode ser feita até 31 de dezembro de 2030. A assinatura ocorreu durante a 64ª edição do Encontro Ruralista, organizado pela Federação da Agricultura e Pecuária do Pará (FAEPA) e realizado na sede da entidade.
A medida ocorre para atender o setor produtivo. Antes, os produtores tinham até 1º de janeiro de 2026 para identificar o rebanho movimentado com brincos (visual e eletrônico) estando com a Guia de Trânsito Animal (GTA) em dia, e até 1º de janeiro de 2027 para a identificação total de todo o rebanho bovino e bubalino, conforme estabelecia o decreto do programa Pecuária Sustentável do Pará.
Foto: Marco Santos / Agência Pará
O novo decreto considera que o processo de identificação individual e a rastreabilidade de bovinos e bubalinos no Estado do Pará, no âmbito do Sistema de Rastreabilidade Bovídea Individual do Pará (SRBIPA), constitui atividade permanente e sistemática das ações de Defesa Sanitária Animal do Estado do Pará e que, portanto, terão seus prazos estendidos.
A identificação dos bovinos e bubalinos movimentados, para qualquer finalidade, inclusive abate, cria, recria, engorda, leilões e exportação, deverá ocorrer até 31 de dezembro de 2030.
"Queremos mostrar a capacidade produtiva com integridade, com boas práticas e, acima de tudo, fazer um grande chamamento ao mercado nacional e internacional para poder valorizar quem produz de forma correta, sustentável e responsável e isso está sendo feito no Pará. Hoje, com a ampliação desses prazos, atendemos o setor produtivo e provocamos os mercados a valorizar aqueles que produzem com regularidade ambiental, agregando valor e boas práticas, assegurando esse movimento: de um Estado que produz e de um Estado que respeita o meio ambiente", afirmou o governador.
Foto: Marco Santos / Agência Pará
Programa Pecuária Sustentável
O Programa Pecuária Sustentável do Pará foi lançado durante a COP 28, em Dubai, e é a maior iniciativa de rastreabilidade individual do Brasil. A proposta é promover uma nova pecuária no estado, conciliando desenvolvimento econômico e regularização ambiental. Com parceria entre setor público e privado, ele prioriza a alta produtividade, segurança sanitária, a transparência e responsabilidade socioambiental na cadeia produtiva, visando a produção de carne de qualidade com sanidade animal e livre de desmatamento.
O objetivo do programa é implementar a rastreabilidade animal, um dos eixos de comprovação da origem dos animais, abrindo espaço de comercialização da carne produzida no Pará para os mercados internacionais exigentes, como o europeu e o chinês, além do fortalecimento da confiança dos consumidores. A meta do programa é rastrear 100% do rebanho bovino movimentado no Pará, agora, até 31 de dezembro de 2030.
Dados do Sistema de Gestão Agropecuário (SIGEAGRO) da ADEPARÁ apontam que o Pará tem o segundo maior rebanho do país, com 26 milhões de bovinos, e o primeiro em bubalinos com 782 mil cabeças de búfalos, mais de 70% concentrados no Marajó.
Anúncio do novo prazo ocorreu durante o 64º Encontro Ruralista
Com a participação de lideranças, produtores e representantes do Sistema FAEPA/SENAR/FUNDEPEC, além de autoridades, a edição 2025 do encontro discute temas estratégicos como a prestação de contas das entidades, os resultados do Agro na COP30, mercado de carbono, impactos da expansão de áreas protegidas, reforma tributária e financiamento para o agro.
Foto: Marco Santos / Ag. Pará
A gestão e o desenvolvimento rural também fazem parte da pauta, incluindo regularidade fiscal (ITR), logística, saúde no campo, pecuária de leite, fundo eventos, temas fundiários e ambientais, comunicação, educação formal, energia e iluminação pública, irrigação, além das ações e programas do Senar, PS-JA, FPR, NCR e o fortalecimento dos núcleos e sindicatos, entre outros de fundamental importância para o setor.
"A ideia de trazer as lideranças e discutir o assunto é exatamente buscando o desenvolvimento do Estado. Hoje nós avançamos muito! Primeiro com a presença do governador, que a respeito da rastreabilidade bovina prorrogou até 2030", afirmou o presidente da Faepa, Carlos Xavier.
Com colaboração de Rosa Cardoso (Ascom ADEPARÁ) e Igor Nascimento (Ascom Semas)
Adepará e Mapa capacitam técnicos para combate à mosca-da-carambola - 28/11/2025
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Atividade reuniu 90 participantes de onze regionais da Agência de Defesa
Principal polo produtor de laranja do Pará, o município de Capitão Poço, no Nordeste paraense, sediou, nesta semana, o segundo treinamento de 2025 destinado a técnicos que atuam no monitoramento e combate à mosca-da-carambola nas regiões do Marajó, Nordeste paraense e Transamazônica.
Gerente regional da Adepará em Capitão Poço, Pedro Pedrosa, dá as boas-vindas aos participantes.
A atualização faz parte dos esforços conjuntos da Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (Adepará) e do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) para fortalecer as ações de defesa vegetal e garantir a fitossanidade da produção de frutas no Estado.
Situação da praga no País e novas diretrizes
Entre os temas apresentados, ganhou destaque o panorama nacional da praga, exposto por auditores fiscais do Mapa. O chefe do Serviço de Inspeção e Fiscalização de Insumos de Sanidade Vegetal da Superintendência Federal de Agricultura no Pará (SFA/PA), Wagner Xavier, detalhou o Manual de Monitoramento e Controle da Praga, apresentou o painel nacional de acompanhamento e explicou as normas atualizadas que incorporam novas tecnologias ao programa.
Segundo o auditor fiscal federal agropecuário, o treinamento também busca uniformizar procedimentos e ampliar a participação das equipes. "As reuniões nas regionais de Santarém, Capitão Poço e Marabá têm o objetivo de envolver os técnicos que atuam diretamente no monitoramento e no combate da praga. As atualizações das normas são essenciais para uniformizar o trabalho, viabilizar a comercialização e garantir a exportação dos produtos do Estado", destacou.
Equipes do Mapa e da Adepará atualizam conhecimento sobre a mosca das frutas.
Ele lembrou ainda que o êxito da fruticultura brasileira no mercado externo também depende deste trabalho. "O Pará mantém mercados abertos graças ao monitoramento constante. A exportação de manga, uva e laranja no País como um todo também se sustenta nas ações realizadas aqui no Norte", frisou.
Resultados do monitoramento no Pará
O gerente do programa estadual de erradicação da mosca das frutas, fiscal agropecuário Adalberto Tavares, apresentou os resultados das ações desenvolvidas no Estado, reconhecidas recentemente como uma das melhores práticas agrícolas do Pará. Segundo ele, o encontro reuniu representantes de onze Gerências Regionais e 50 Escritórios Locais, totalizando 90 servidores.
Gerentes e fiscais responsáveis pelas palestras da Adepará
“O objetivo foi alinhar orientações, revisar normas técnicas e atualizar as equipes sobre a legislação do Programa Nacional de Erradicação da Mosca-da-Carambola (PNEMC). Esse momento fortalece a padronização e a eficiência das atividades de defesa agropecuária”, afirmou.
Mudanças climáticas e dispersão da praga
O impacto do clima na dispersão da mosca-da-carambola também foi discutido. O engenheiro agrônomo e fiscal agropecuário da Adepará, Vandeilson Belfort Moura, apresentou sua tese de doutorado intitulada “Eficácia das Medidas de Controle Fitossanitário na População Declínio da Mosca-da-carambola (Bactrocera carambolae) nas Condições Climáticas da Amazônia Oriental”. O estudo analisa o foco registrado em Oriximiná e os efeitos das mudanças climáticas sobre o comportamento da praga.
“Vivemos uma emergência climática e fitossanitária. A fruticultura é altamente sensível ao clima, e já observamos alterações na epidemiologia de doenças devido ao aquecimento global”, explicou.
Educação sanitária e novas metodologias
A educação sanitária como estratégia essencial para envolver produtores e comunidades foi tema da palestra da fiscal agropecuária Gabriela Cunha, que atua na Gerência de Educação Sanitária da Adepará. Intitulada “A Fronteira Invisível: como a Educação Sanitária sustenta o sistema de defesa fitossanitária frente à Mosca-da-Carambola”, a palestra destacou a importância de metodologias participativas para ampliar a conscientização.
Novas ferramentas de monitoramento
A Diretoria de Defesa e Inspeção Vegetal também apresentou a nova Planilha Digital que será utilizada para registrar os dados de monitoramento. Josivan Tenório, da área administrativa da Agência de Defesa, demonstrou a ferramenta e tirou dúvidas dos participantes.
Após eventos em Santarém e Capitão Poço, a próxima reunião técnica será realizada em Marabá, contemplando as regiões Sul e Sudeste do Estado.
Manutenção dos Polos Citrícolas
O Pará é o sétimo maior produtor de laranja do País. Somente em Capitão Poço, são 19 mil hectares de área plantada. O pólo citrícola da região nordeste engloba ainda os municípios de Irituia, Ourém, Garrafão do Norte e Nova Esperança do Piriá.
A mosca-da-carambola está presente nos Estados do Amapá, Pará e Roraima. No Pará, encontra-se sob controle oficial em Monte Dourado (Almeirim).
A mosca-da-carambola é uma ameaça a várias culturas frutíferas.
A diretora de Defesa e Inspeção Vegetal da Adepará, Lucionila Pimentel, reforçou a importância do trabalho que vem sendo executado. "A presença da praga nesta região impacta diretamente o pólo citrícola de Capitão Poço. Cada ação de monitoramento é essencial para manter a economia local", frisou.
No município de Capitão Poço, os citros movimentam a economia. Nos packing houses, a laranja passa por processos de lavagem, polimento, classificação e embalagem, garantindo um produto higienizado e padronizado para o consumidor.
“A laranja de mesa precisa desse processo de higienização. É uma exigência do mercado e também do consumidor acostumado em consumir um produto com essas características”, explicou o agente fiscal agropecuário da Regional de Capitão Poço, Roosevelt Olortegui.
Fotos: Rosa Cardoso (Ascom/ADEPARÁ)
Painel discute pecuária sustentável na agricultura de base familiar na Amazônia - 19/11/2025
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Evento no Pavilhão Pará, na COP30, abordou a política pública pioneira que promove a rastreabilidade animal
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A Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (Adepará) e instituições parceiras apresentaram, na terça-feira, no Pavilhão Pará, na Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas, os avanços do Programa de Pecuária Sustentável, iniciativa que integra desenvolvimento agropecuário e responsabilidade ambiental.
No painel “A pecuária como aliada da agricultura familiar na Amazônia”, representantes da Adepará, Imaflora, Fundação Solidariedade e Mesa Brasileira da Pecuária Sustentável discutiram estratégias para ampliar a política pública por meio da assistência técnica aos pequenos produtores, promovendo práticas sustentáveis nas propriedades rurais com criação de bovinos e bubalinos.
Inclusão de agricultores familiares - Na região da Transamazônica, o programa já alcança 800 famílias, das quais 76% têm na pecuária sua principal fonte de renda. Para as instituições envolvidas, fortalecer esses produtores é essencial para consolidar uma pecuária compatível com a agenda climática global.
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A fiscal agropecuária e veterinária Barbra Lopes, coordenadora de Rastreabilidade e Cadastro Agropecuário da Adepará, destacou o papel estratégico da agricultura familiar no setor.
“A promoção da cadeia da carne no Pará passa pela agricultura familiar. Eles são a base. É muito importante que o Governo, por meio da Agência de Defesa Agropecuária, leve essa política a regiões onde pequenos produtores criam bovinos e bubalinos”, afirmou.
Experiências na Amazônia - Representantes da Adepará e Imaflora citaram a experiência do Assentamento Tuerê, considerado um caso de referência graças à assistência técnica e ao processo de regularização ambiental.
O Tuerê participa de uma articulação multissetorial que envolve órgãos públicos, organizações da sociedade civil e empresas privadas — entre elas JBS, TNC, Imaflora e Fundação Solidariedade — para auxiliar produtores a aderir ao processo de requalificação comercial e retorno ao mercado formal.
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Rastreabilidade e regularização - O coordenador de Políticas Públicas do Imaflora, Bruno Velho, ressaltou o avanço do Protocolo “Boi na Linha”, que fortalece o monitoramento e a rastreabilidade dos fornecedores diretos e indiretos. “A requalificação comercial tem sido um instrumento essencial para a reinserção desses produtores no mercado”, declarou.
Articulação multissetorial - Para Paulo Lima, gerente de Programas da Fundação Solidariedade, a política de rastreabilidade tem sido fundamental para inserir agricultores familiares no mercado formal.
“Fomentar a rastreabilidade na pecuária de base familiar é um desafio. O caso do assentamento Tuerê mostra como a união entre poder público, sociedade civil e setor privado cria condições para que as famílias entendam a importância da rastreabilidade e percebam seus benefícios. Essa articulação multissetorial é promissora, porque cada ator contribui com sua expertise. Ainda há muito a avançar para tornar a política mais atrativa ao pequeno pecuarista, mas a experiência no Tuerê indica um caminho consistente”, avaliou.
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O olhar para o produtor - Para Barbra Lopes, mais do que tecnologia e protocolos, o programa deve manter foco nas pessoas. “É preciso olhar para o programa entendendo o ser humano que produz alimentos na Amazônia”, afirmou.


















