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Ministro do clima da Noruega conhece programa Pecuária Sustentável do Pará - 17/11/2025
- Descrição:
Iniciativa pioneira no país incentiva produtores a adotarem boas práticas de manejo,
pastagens, agropecuária, preservando a floresta em péApós alcançar o reconhecimento internacional de rebanho livre de febre aftosa sem vacinação.
O Governo do Pará incentiva produtores rurais a adotarem novas práticas de pecuária, conciliando
desenvolvimento econômico com alta produtividade, produção da carne com controle sanitário,
preservando a floresta em pé com o programa Pecuária Sustentável.O ministro do clima da Noruega, Andreas Bjelland Eriksen, visitou no último domingo (16), o Sítio Santana,
em Inhangapi, a propriedade rural referência em boas práticas agropecuárias na região nordeste paraense.
A visita da comitiva norueguesa faz parte da agenda durante a COP 30.O grupo conheceu o processo de brincagem, que é a identificação individual de animais bovinos e bubalinos
por meio de brinco com numeração e chip eletrônico com leitura por bluetooth. O local mantém cerca de 300
bovinos e também o cultivo de açaí, diferentes tipos de abelhas para produção de mel e outras culturas.Um dos eixos do programa, conduzido pela Agência de Defesa Agropecuária do Pará, (Adepará), o Sistema de
Rastreabilidade Bovídea (SRBIPA), alcança mais de 300 mil bovinos identificados individualmente em 1.105 explorações
pecuárias em 80 municípios do estado."É mais um passo importante de fortalecimento do programa de pecuária sustentável do Pará. Esse projeto
traz a oportunidade para que os agricultores familiares, os pequenos, os médios produtores possam ter
acesso às ferramentas que o governo está oferecendo e vai ao encontro do desejo de uma Amazônia
conservada com a sua floresta em pé", pontuou o secretário de Estado de
Agricultura Familiar, Cássio Pereira, durante a visita.
Com a identificação individual animal, o produtor rural consegue fazer a gestão, controle do rebanho na
propriedade com históricos de vacinas, idade e origem. "A rastreabilidade chega para gente fazer o
controle interno dos animais, saber a origem do animal quando for vender ou comprar, além de ter
o controle sanitário. Receber a visita da comitiva é um estimulo muito grande para continuar
preservando a natureza", disse o produtor rural, Manoel Cid.Parceria para produção sustentável
"Estamos felizes de ter vindo no Brasil, de ver essa realidade, de ver as coisas acontecerem", disse o
ministro Andreas, que informou que a Noruega, que já apoia a iniciativa no Pará, estendeu o contrato
até 2035, "para que seja possível continuar essa história" de produzir com segurança,
qualidade e preservando a floresta.A Adepará realiza o processo conhecido como “brincagem” para produtores com até 100 animais.
Basta procurar as unidades nos municípios e retirar os brincos de identificação.
“Nosso desafio durante o processo de identificação dos animais é gigantesco, o estado tem sido pioneiro e
tem sido vitrine. A visita do ministro da Noruega é importantíssima para conhecer o processo de identificação
dos animais, o sistema de rastreabilidade. O Pará tem trabalhado arduamente para que o processo evolua,
e essas parcerias são fundamentais para o avanço do programa ", comenta Graziela Oliveira,
diretora de Defesa e Inspeção da Adepará.Valorização da Produção
"Para a gente ter mercado, ou seja, para eu vender para qualquer outro estado do Brasil e também para
outro país, eu tenho que ter uma agência de defesa sanitária séria, segura e transparente, que tenha
respaldo para poder garantir esse produto nas questões sanitárias", afirmou o pecuarista Mauro Lúcio
Costa sobre a importância da rastreabilidade feita pelo Governo do Pará.A visita de campo foi conduzida pela Adepará, SEAF, The Nature Conservancy (TNC), Federação dos
Trabalhadores Agricultura Familiar do Pará (FETRAF), NatCap e IDH. reforçou o papel do estado em
incentivar produtores a adotarem boas práticas de pecuária, usando ferramentas de gestão,
tecnologia e segurança do alimento.Sistema de Rastreabilidade do Pará
A partir de 1º de janeiro de 2026, toda movimentação de bovinos e bubalinos no Estado deverá ser acompanhada
pela GTA e a identificação individual do SRBIPA (Sistema Oficial de Rastreabilidade Bovídea do Pará).
A partir de janeiro de 2027, todo rebanho deverá ter identificação individual, conforme as metas do
programa. Procure a Adepará do seu município e identifique seu rebanho.
Fórum debate alternativas para restaurar biomas e produzir alimentos sustentáveis - 14/11/2025
- Descrição:
Evento tem grande participação de agricultores familiares, gestores públicos e
representantes de organizações da sociedade civilCom o auditório lotado durante todo o dia, o Fórum Internacional da Agricultura Familiar e Comunidades Tradicionais
promoveu intensos debates sobre soluções sustentáveis para a produção de alimentos e a restauração dos biomas b
rasileiros. O evento, realizado na Embrapa Amazônia Oriental, integra a programação especial da instituição durante a COP30.No período da tarde, o painel “Sistemas Agroflorestais e Restauração Inclusiva: Alternativas para a Transição Climática”
reuniu especialistas de diferentes instituições e países. Sob a moderação de Débora Veiga (Embrapa), participaram
Vicente Cirino (Instituto Vida em Sintropia da Amazônia), Ivanice Carvalho (Secretaria de Desenvolvimento
Agropecuário e da Pesca do Pará – Sedap), Juan Pablo Puentes (ONF Andina) e Anabele Gomes (Rede de Sementes do Cerrado).Com grande participação de agricultores familiares, gestores públicos e representantes de organizações da
sociedade civil, os painelistas apresentaram experiências de sistemas agroflorestais (SAFs) que aliam produção de alimentos,
recuperação ambiental e geração de renda — incluindo iniciativas de manejo integrado com pecuária sustentável,
implementadas em regiões da Colômbia.
Outro destaque foi o conceito de restauração ecológica inclusiva, que valoriza o protagonismo das comunidades
locais em todas as etapas do processo. Essa abordagem reconhece e integra os saberes tradicionais,
promovendo benefícios sociais, econômicos e ambientais. Um dos exemplos vem do Cerrado, a savana
mais biodiversa do planeta, que abriga cerca de 12.600 espécies em uma área equivalente à metade da Amazônia."Precisamos pensar o país como um todo, unindo biomas e buscando soluções conjuntas que fortaleçam o
território nacional”, destacou Anabele Gomes, presidente da Rede de Sementes do Cerrado.“Quando juntamos conhecimento ancestral, políticas públicas e cooperação entre governos e comunidades,
conseguimos enfrentar a crise climática e retornar aos nossos territórios mais fortalecidos”, completou
Vicente Cirino, do Instituto Vida em Sintropia da Amazônia.Cadeias produtivas e agroindustrialização
Outro painel, mediado por Lucionila Pimentel, diretora de Defesa e Inspeção Vegetal da Agência de Defesa
Agropecuária do Estado do Pará (Adepará), apresentou experiências bem-sucedidas de agroindustrialização
e fortalecimento das cadeias produtivas em diferentes regiões do Pará e de Minas Gerais, revelando a força
de cooperativas e associações.As discussões ressaltaram a importância da agregação de valor aos produtos da agricultura familiar como
caminho para a autonomia econômica das comunidades rurais.Para o Secretário da Agricultura Familiar do Pará, Cássio Pereira, "Os impactos das mudanças climáticas
já são evidentes, estão transformando os sistemas agroalimentares no planeta e as estratégias adotadas
pelos agricultores familiares e as comunidades tradicionais para produzir alimentos e conservar florestas são as mais adaptadas"Programação e objetivos do Fórum
Ao longo de cinco dias, o Fórum Internacional da Agricultura Familiar e Comunidades Tradicionais realiza 14 painéis com
mais de 80 especialistas nacionais e internacionais. A programação aborda temas centrais para o futuro da agricultura
familiar e dos povos tradicionais diante da emergência climática, como resiliência climática, manejo de recursos hídricos,
sucessão familiar, juventude rural, energia, conectividade e sistemas agroflorestais.O evento é uma realização do IPAM, Semas, Secretaria de Agricultura Familiar e Governo do Pará,
com o apoio da Embrapa Amazônia Oriental.Serviço:
Fórum Internacional da Agricultura Familiar e Comunidades Tradicionais
De 13 a 17 de novembro, na AgriZone – Auditório Condurú,
Embrapa Amazônia Oriental (Travessa Dr. Enéas Pinheiro, Belém-PA)Programação completa, acesse aqui.
Novo PSS da Adepará oferta vagas de nível superior, médio e fundamental - 14/11/2025
- Descrição:
O edital oferta oito vagas no total, com remunerações que variam de R$ 1.688,55 a R$ 2.782,59,
em três níveis de escolaridade: Superior, médio e fundamentalA Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (Adepará) está com um novo edital de Processo Seletivo
Simplificado para contratação temporária de servidores. As inscrições podem ser realizadas de
17 a 19 deste mês pelo endereço eletrônico do Sipros.O edital oferta oito vagas no total, com remunerações que variam de R$ 1.688,55 a R$ 2.782,59, em
três níveis de escolaridade: Superior, médio e fundamental.Vagas ofertadas: Médico veterinário (4); assistente social (1); assistente administrativo (1); auxiliar de campo (2).
O PSS compreende três fases: Inscrição, de caráter habilitatório; Análise Documental e Curricular, de caráter
eliminatório e classificatório; e entrevista, de caráter eliminatório e classificatório.
Serviço:
PSS ADEPARÁ
Inscrições de 17 a 19/11
Informações: Site do Sipros.
Na COP30, Adepará destaca pioneirismo do Pará na valorização da bioeconomia e da agricultura familiar - 14/11/2025
- Descrição:
Atualmente, o Estado conta com cerca de 400 agroindústrias produzindo alimentos seguros
e de qualidade, impulsionadas por políticas públicas inovadoras de inclusão produtiva.O Pará apresentou, no segundo dia da COP30, seu protagonismo na promoção de uma bioeconomia
sustentável e inclusiva, que fortalece a agricultura familiar sem causar desmatamento. Atualmente, o
Estado conta com cerca de 400 agroindústrias produzindo alimentos seguros e de qualidade,
impulsionadas por políticas públicas inovadoras de inclusão produtiva.Pioneiro na implementação do Selo Artesanal Vegetal, o governo do Pará, por meio da Agência de
Defesa Agropecuária do Pará (Adepará), apresentou, na conferência, os resultados dessa política
que estimula a agroindustrialização no campo e fomenta a produção sustentável de alimentos.
O tema foi abordado no painel “Selo de Inspeção Artesanal Vegetal: inclusão produtiva e resiliência
climática a partir do registro de estabelecimentos de alimentos tradicionais na Amazônia paraense”,
realizado nesta segunda-feira (10), no Pavilhão Pará, na zona verde.O painel reuniu representantes da Agência de Defesa, do terceiro setor e da agricultura familiar,
que compartilharam experiências e perspectivas sobre o fortalecimento da bioeconomia amazônica.
A gerente de Inspeção e Classificação Vegetal da Adepará, Joselena Tavares, explicou que a política do
selo artesanal vegetal tem sido implementada em diversas regiões do Estado e destacou o caráter
inovador da iniciativa.“A agroindustrialização surge como alternativa para aumentar a vida útil dos produtos, garantir renda aos
produtores durante todo o ano e evitar o desperdício de alimentos. Assim, geramos mais renda no campo e
reduzimos a pressão sobre a floresta. Não existe transição climática justa sem inclusão produtiva”, ressaltou
a agrônoma.Segundo a agrônoma, o registro formal também combate a clandestinidade e agrega valor aos produtos,
permitindo que pequenos produtores deixem a informalidade e conquistem reconhecimento legal.“É um modelo amazônico que pode ser replicado em outros estados e até em outros países. Já recebemos
comitivas de várias regiões interessadas em adotar essa experiência”, afirmou.
O pesquisador do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), Edivan Carvalho, reforçou a
importância das parcerias para o fortalecimento dessa política pública e seus impactos ambientais positivos.“Essas agroindústrias evitam a abertura de novas áreas de cultivo, aproveitam sistemas agroflorestais e
utilizam fontes de energia limpa, como a solar, com equipamentos adequados às pequenas produções”,
explicou. Atualmente, 12% das agroindústrias registradas na Adepará mantêm parceria com o Ipam e
receberam apoio técnico para o processo de regularização.Entre os estabelecimentos registrados, mais de 170 trabalham com derivados da mandioca, como farinhas,
farofas, tucupi e goma de tapioca. Produtos da bioeconomia paraense que hoje ocupam espaço nas prateleiras
de grandes redes de supermercados e até em mercados internacionais.Rastreabilidade e qualidade garantida
O painel apresentou casos de sucesso da agroindustrialização paraense, que assegura a rastreabilidade
da matéria-prima até o produto final. Um dos exemplos é a Farinha Quebec, produzida em Tomé-Açu,
que já é exportada para cinco países. O empreendimento é liderado pela agricultora Ginelda Lima, que
coordena uma rede com mais de 50 fornecedores de mandioca e já possui dez produtos registrados.“O selo artesanal agregou valor ao meu produto e melhorou a nossa qualidade de vida. Meus clientes consomem
com confiança e carinho, porque sabem que a farinha é feita com responsabilidade e seguindo todas as normas
de higiene”, comemora Ginelda.Como obter o registro
Para receber o Selo Artesanal Vegetal, o produtor precisa se adequar às Boas Práticas de Produção, realizando
melhorias nas instalações, garantindo higiene na manipulação e transporte adequado dos alimentos. A Adepará
oferece visitas técnicas e orientações para auxiliar os produtores no cumprimento das normas sanitárias,
assegurando alimentos de qualidade à população.Os interessados em registrar sua agroindústria e comercializar seus produtos legalmente em todo o estado
devem procurar o escritório da ADEPARÁ no município onde atuam.Adepará na COP30

A Adepará segue com programação na COP30. Na próxima semana, a Agência participará de debates
sobre saúde animal e rastreabilidade da pecuária, com foco nas ações do Programa Pecuária Sustentável
do Pará, que reforça o compromisso do estado com a produção responsável e a preservação ambiental.Sobre a Adepará
A Adepará é responsável pela execução das políticas públicas de defesa sanitária animal e vegetal, inspeção
de produtos de origem agropecuária e fiscalização do trânsito agropecuário. Sua atuação garante a segurança
alimentar, a sustentabilidade produtiva e o fortalecimento da economia rural no estado.Com presença em todos os municípios paraenses, a Adepará tem papel estratégico na promoção de
uma agropecuária rastreável e sustentável.Programação – Adepará na COP30
📍 10/11 | 17h30 | Sala Castanheira – Pavilhão Pará (Green Zone)
Painel: Guia de Trânsito Vegetal (GTV) – Rastreabilidade, inclusão produtiva e sustentabilidade
na agricultura familiar amazônica.📍 11/11 | 9h30 | Sala Seringueira – Pavilhão Pará (Green Zone)
Painel: Selo de Inspeção Artesanal Vegetal – Inclusão produtiva e resiliência climática a partir
do registro de alimentos tradicionais amazônicos.📍 13/11 | 17h30 – 18h30 | Green Zone
Roda de conversa: Raiva: o elo invisível entre humanos, animais e ambiente.📍 16/11 | 8h | Inhangapi (visita técnica)
Tema: Pecuária sustentável – visita com o Ministro da Noruega.📍 17/11 | 14h | Agrizone
Apresentação: Rastreabilidade e desenvolvimento da defesa agropecuária do Pará – reunião
com diretoria da OMSA.📍 18/11 | 7h – 12h30 | Inhangapi e Castanhal
Visitas técnicas: Propriedade rural e frigorífico Mercúrio – participação da diretoria da OMSA.📍 19/11 | 15h | Auditório Faepa
Roda de conversa: Saúde animal, saúde de todos.📍 20/11 | 11h – 12h | Blue Zone
Visita oficial da diretoria da OMSA.
ADEPARÁ destaca rastreabilidade dos cultivos agrícolas no primeiro dia da COP 30 - 14/11/2025
- Descrição:
GTV aplicada ao dendê, açaí e abacaxi foi tema de destaque na programação
No primeiro dia da 30ª Conferência das Partes da Convenção - Quadro das Nações Unidas
sobre Mudança do Clima (COP30), em Belém (PA), a Agência de Defesa Agropecuária do
Estado do Pará (ADEPARÁ) apresentou um de seus principais instrumentos de rastreabilidade
da produção agrícola: a Guia de Trânsito Vegetal (GTV).Durante uma apresentação técnica no Pavilhão Pará, a diretora de Defesa e Inspeção Vegetal
da Agência, Lucionila Pimentel, ressaltou a importância da GTV, documento que acompanha
as cargas de produtos de origem vegetal desde a origem até o destino final, garantindo controle
sanitário e segurança em toda a cadeia produtiva.“Estamos construindo uma base de dados sólida e auditável, que fará parte das estatísticas oficiais
do Estado. A GTV vai além de um simples documento sanitário: é uma ferramenta estratégica para
políticas de inclusão produtiva, saúde pública, fortalecimento das cadeias agrícolas e promoção da
sustentabilidade”, destacou a diretora.
Atualmente, o Pará se destaca nacionalmente como o maior produtor de açaí, cacau, mandioca e dendê,
e toda essa produção passa pela fiscalização e controle rigoroso da ADEPARÁ, assegurando qualidade,
rastreabilidade e organização do setor agrícola.Lucionila Pimentel explicou ainda que a Agência mantém um sistema próprio de gestão de informações
agropecuárias, desenvolvido internamente, que amplia a visibilidade da produção — especialmente a da
agricultura familiar. O cadastramento dos produtores é gratuito e pode ser feito em qualquer unidade da
ADEPARÁ presente nos municípios. Após o cadastro e a visita técnica, o produtor já está apto a emitir a
Guia de Trânsito Vegetal.“Com essa política pública e com a GTV, conseguimos dar visibilidade e inclusão aos agricultores familiares,
o que é fundamental para a sustentabilidade de suas atividades”, reforçou.Programação
Durante toda a COP30, a ADEPARÁ apresentará iniciativas que integram defesa sanitária, inclusão produtiva
e sustentabilidade, reafirmando o compromisso do Pará com o desenvolvimento agropecuário de baixo
carbono e com o cumprimento das metas climáticas globais.Entre os temas levados pela Agência estão o Selo de Inspeção Artesanal Vegetal, a rastreabilidade do rebanho
bovino e bubalino, e o reconhecimento do Pará como área livre de febre aftosa sem vacinação — um marco
histórico para o estado e para o Brasil.Essas ações consolidam o Pará como referência em sanidade animal, segurança alimentar e valorização
da produção regional sustentável, pilares fundamentais da agenda climática e ambiental debatida na COP 30.
Na COP30, Adepará destaca pioneirismo do Pará na valorização da bioeconomia e da agricultura familiar - 11/11/2025
- Descrição:
Atualmente, o Estado conta com cerca de 400 agroindústrias produzindo alimentos seguros e de qualidade, impulsionadas por políticas públicas inovadoras de inclusão produtiva
Foto: Bruno Cruz / Ag. Pará
O Pará apresentou, no segundo dia da COP30, seu protagonismo na promoção de uma bioeconomia sustentável e inclusiva, que fortalece a agricultura familiar sem causar desmatamento. Atualmente, o Estado conta com cerca de 400 agroindústrias produzindo alimentos seguros e de qualidade, impulsionadas por políticas públicas inovadoras de inclusão produtiva.
Pioneiro na implementação do Selo Artesanal Vegetal, o governo do Pará, por meio da Agência de Defesa Agropecuária do Pará (Adepará), apresentou, na conferência, os resultados dessa política que estimula a agroindustrialização no campo e fomenta a produção sustentável de alimentos. O tema foi abordado no painel “Selo de Inspeção Artesanal Vegetal: inclusão produtiva e resiliência climática a partir do registro de estabelecimentos de alimentos tradicionais na Amazônia paraense”, realizado nesta segunda-feira (10), no Pavilhão Pará, na zona verde.
O painel reuniu representantes da Agência de Defesa, do terceiro setor e da agricultura familiar, que compartilharam experiências e perspectivas sobre o fortalecimento da bioeconomia amazônica.
Gerente de Inspeção e Classificação Vegetal da Adepará, Joselena Tavares, participou do painel
Foto: Bruno Cruz / Ag. Pará
A gerente de Inspeção e Classificação Vegetal da Adepará, Joselena Tavares, explicou que a política do selo artesanal vegetal tem sido implementada em diversas regiões do Estado e destacou o caráter inovador da iniciativa.
“A agroindustrialização surge como alternativa para aumentar a vida útil dos produtos, garantir renda aos produtores durante todo o ano e evitar o desperdício de alimentos. Assim, geramos mais renda no campo e reduzimos a pressão sobre a floresta. Não existe transição climática justa sem inclusão produtiva”, ressaltou a agrônoma.
Segundo a agrônoma, o registro formal também combate a clandestinidade e agrega valor aos produtos, permitindo que pequenos produtores deixem a informalidade e conquistem reconhecimento legal.
“É um modelo amazônico que pode ser replicado em outros estados e até em outros países. Já recebemos comitivas de várias regiões interessadas em adotar essa experiência”, afirmou.
O pesquisador do Ipam, Edivan Carvalho, ressaltou a importância das parcerias
Foto: Bruno Cruz / Ag. Pará
O pesquisador do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), Edivan Carvalho, reforçou a importância das parcerias para o fortalecimento dessa política pública e seus impactos ambientais positivos.
“Essas agroindústrias evitam a abertura de novas áreas de cultivo, aproveitam sistemas agroflorestais e utilizam fontes de energia limpa, como a solar, com equipamentos adequados às pequenas produções”, explicou. Atualmente, 12% das agroindústrias registradas na Adepará mantêm parceria com o Ipam e receberam apoio técnico para o processo de regularização.
Entre os estabelecimentos registrados, mais de 170 trabalham com derivados da mandioca, como farinhas, farofas, tucupi e goma de tapioca. Produtos da bioeconomia paraense que hoje ocupam espaço nas prateleiras de grandes redes de supermercados e até em mercados internacionais.
Rastreabilidade e qualidade garantida
O painel apresentou casos de sucesso da agroindustrialização paraense, que assegura a rastreabilidade da matéria-prima até o produto final. Um dos exemplos é a Farinha Quebec, produzida em Tomé-Açu, que já é exportada para cinco países. O empreendimento é liderado pela agricultora Ginelda Lima, que coordena uma rede com mais de 50 fornecedores de mandioca e já possui dez produtos registrados.
“O selo artesanal agregou valor ao meu produto e melhorou a nossa qualidade de vida. Meus clientes consomem com confiança e carinho, porque sabem que a farinha é feita com responsabilidade e seguindo todas as normas de higiene”, comemora Ginelda.
A agricultura e proprietária da Casa da Farinha Quebec, Ginelda Lima
Foto: Bruno Cruz / Ag. Pará
Como obter o registro
Para receber o Selo Artesanal Vegetal, o produtor precisa se adequar às Boas Práticas de Produção, realizando melhorias nas instalações, garantindo higiene na manipulação e transporte adequado dos alimentos. A Adepará oferece visitas técnicas e orientações para auxiliar os produtores no cumprimento das normas sanitárias, assegurando alimentos de qualidade à população.
Os interessados em registrar sua agroindústria e comercializar seus produtos legalmente em todo o estado devem procurar o escritório da ADEPARÁ no município onde atuam.
Adepará na COP30
A Adepará segue com programação na COP30. Na próxima semana, a Agência participará de debates sobre saúde animal e rastreabilidade da pecuária, com foco nas ações do Programa Pecuária Sustentável do Pará, que reforça o compromisso do estado com a produção responsável e a preservação ambiental.
Sobre a Adepará
A Adepará é responsável pela execução das políticas públicas de defesa sanitária animal e vegetal, inspeção de produtos de origem agropecuária e fiscalização do trânsito agropecuário. Sua atuação garante a segurança alimentar, a sustentabilidade produtiva e o fortalecimento da economia rural no estado.
Com presença em todos os municípios paraenses, a Adepará tem papel estratégico na promoção de uma agropecuária rastreável e sustentável.
Foto: Bruno Cruz / Ag. Pará
Programação – Adepará na COP30
📍 10/11 | 17h30 | Sala Castanheira – Pavilhão Pará (Green Zone)
Painel: Guia de Trânsito Vegetal (GTV) – Rastreabilidade, inclusão produtiva e sustentabilidade na agricultura familiar amazônica.📍 11/11 | 9h30 | Sala Seringueira – Pavilhão Pará (Green Zone)
Painel: Selo de Inspeção Artesanal Vegetal – Inclusão produtiva e resiliência climática a partir do registro de alimentos tradicionais amazônicos.📍 13/11 | 17h30 – 18h30 | Green Zone
Roda de conversa: Raiva: o elo invisível entre humanos, animais e ambiente.📍 16/11 | 8h | Inhangapi (visita técnica)
Tema: Pecuária sustentável – visita com o Ministro da Noruega.📍 17/11 | 14h | Agrizone
Apresentação: Rastreabilidade e desenvolvimento da defesa agropecuária do Pará – reunião com diretoria da OMSA.📍 18/11 | 7h – 12h30 | Inhangapi e Castanhal
Visitas técnicas: Propriedade rural e frigorífico Mercúrio – participação da diretoria da OMSA.📍 19/11 | 15h | Auditório Faepa
Roda de conversa: Saúde animal, saúde de todos.📍 20/11 | 11h – 12h | Blue Zone
Visita oficial da diretoria da OMSA.
ADEPARÁ destaca rastreabilidade dos cultivos agrícolas no primeiro dia da COP 30 - 10/11/2025
- Descrição:
GTV aplicada ao dendê, açaí e abacaxi foi tema de destaque na programação

No primeiro dia da 30ª Conferência das Partes da Convenção - Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), em Belém (PA), a Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (ADEPARÁ) apresentou um de seus principais instrumentos de rastreabilidade da produção agrícola: a Guia de Trânsito Vegetal (GTV).
Durante uma apresentação técnica no Pavilhão Pará, a diretora de Defesa e Inspeção Vegetal da Agência, Lucionila Pimentel, ressaltou a importância da GTV, documento que acompanha as cargas de produtos de origem vegetal desde a origem até o destino final, garantindo controle sanitário e segurança em toda a cadeia produtiva.
“Estamos construindo uma base de dados sólida e auditável, que fará parte das estatísticas oficiais do Estado. A GTV vai além de um simples documento sanitário: é uma ferramenta estratégica para políticas de inclusão produtiva, saúde pública, fortalecimento das cadeias agrícolas e promoção da sustentabilidade”, destacou a diretora.

Atualmente, o Pará se destaca nacionalmente como o maior produtor de açaí, cacau, mandioca e dendê, e toda essa produção passa pela fiscalização e controle rigoroso da ADEPARÁ, assegurando qualidade, rastreabilidade e organização do setor agrícola.
Lucionila Pimentel explicou ainda que a Agência mantém um sistema próprio de gestão de informações agropecuárias, desenvolvido internamente, que amplia a visibilidade da produção — especialmente a da agricultura familiar. O cadastramento dos produtores é gratuito e pode ser feito em qualquer unidade da ADEPARÁ presente nos municípios. Após o cadastro e a visita técnica, o produtor já está apto a emitir a Guia de Trânsito Vegetal.
“Com essa política pública e com a GTV, conseguimos dar visibilidade e inclusão aos agricultores familiares, o que é fundamental para a sustentabilidade de suas atividades”, reforçou.

Programação
Durante toda a COP30, a ADEPARÁ apresentará iniciativas que integram defesa sanitária, inclusão produtiva e sustentabilidade, reafirmando o compromisso do Pará com o desenvolvimento agropecuário de baixo carbono e com o cumprimento das metas climáticas globais.
Entre os temas levados pela Agência estão o Selo de Inspeção Artesanal Vegetal, a rastreabilidade do rebanho bovino e bubalino, e o reconhecimento do Pará como área livre de febre aftosa sem vacinação — um marco histórico para o estado e para o Brasil.
Essas ações consolidam o Pará como referência em sanidade animal, segurança alimentar e valorização da produção regional sustentável, pilares fundamentais da agenda climática e ambiental debatida na COP 30.

Adepará orienta para manutenção no Sigeagro neste final de semana - 07/11/2025
- Descrição:
A Agência de Defesa Agropecuária do Pará (Adepará) informa que, nos dias 8 e 9 de novembro,
(sábado e domingo), o Sistema de Gestão Agropecuária do Estado (Sigeagro) realizará a manutenção
programada, para que possa ser efetuada atualização no sistema.
Em razão disso, a Adepará orienta os produtores a anteciparem a emissão das Guias de Trânsito Animal e
Vegetal (GTA e GTV) e informa que todos os serviços retornarão na próxima segunda-feira, 10 de novembro.
Adepará destaca rastreabilidade, produção sustentável e defesa agropecuária paraense na COP 30 - 07/11/2025
- Descrição:
Agência apresenta políticas públicas que promovem a inclusão
de pequenos produtores e geram menos impactoA Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (Adepará) participará da programação do Pavilhão Pará,
na Zona Verde da COP 30, que acontece de 10 a 21 de novembro de 2025, em Belém (PA). A agência apresentará
ações e projetos que unem defesa sanitária, inclusão produtiva e sustentabilidade, contribuindo para o cumprimento
dos compromissos climáticos nacionais e globais.Entre os destaques da participação da Adepará estão:
Selo de Inspeção Artesanal Vegetal, que reconhece e valoriza alimentos tradicionais amazônicos, fortalecendo
a inclusão produtiva e a resiliência climática;
Rastreabilidade do rebanho bovino e bubalino, reforçando a pecuária sustentável e o controle
sanitário do Estado;Reconhecimento internacional do Pará como área livre de febre aftosa sem vacinação, marco histórico
para o agronegócio e a defesa agropecuária brasileira.
A ADEPARÁ também participará de rodas de conversa, painéis, visitas e encontros com autoridades e
representantes de organismos internacionais, como a Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA)
e o governo da Noruega.
A presença da ADEPARÁ na COP 30 reforça o protagonismo do Pará na transição para modelos de produção
agropecuária sustentável e abre espaço para discussões sobre segurança alimentar, valorização da
produção artesanal amazônica e cooperação internacional em sanidade animal e vegetal.
Eventos e destaques da programação:
10/11 | 17h30 | Sala Castanheira – Pavilhão Pará (Green Zone)
Painel: Guia de Trânsito Vegetal (GTV) – Rastreabilidade, inclusão produtiva e sustentabilidade na
agricultura familiar amazônica11/11 | 9h30 | Sala Seringueira – Pavilhão Pará (Green Zone)
Painel: Selo de Inspeção Artesanal Vegetal – Inclusão produtiva e resiliência climática
na Amazônia paraense13/11 | 17h30 – 18h30 | Green Zone
Roda de conversa: “Raiva: o elo invisível entre humanos, animais e ambiente”16/11 | 8h | Inhangapi (visita técnica)
Tema: Pecuária Sustentável – visita do Ministro da Noruega17/11 | 14h | Agrizone
Apresentação: Rastreabilidade e desenvolvimento da defesa agropecuária do Pará
para a diretoria da OMSA18/11 | 7h às 12h30 | Inhangapi e Castanhal
Visitas técnicas: Propriedade rural e frigorífico Mercúrio com a diretoria da OMSA19/11 | 15h | Auditório Faepa
Roda de conversa: Saúde animal, saúde de todos20/11 | 11h – 12h | Blue Zone
Visita oficial da diretoria da OMSA
Programa Pecuária Sustentável avança com adesão do PRIMI e fortalece pecuária paraense - 05/11/2025
- Descrição:
Parceria pioneira entre o Governo do Pará e a iniciativa privada integra
rastreabilidade e competitividade para o desenvolvimento econômicoO Programa Pecuária Sustentável do Pará avança com a adesão do Programa de Rastreabilidade
Individual e Monitoramento de Indiretos (PRIMI), em parceria com o frigorífico Rio Maria, ao Sistema de
Rastreabilidade Individual de Bovinos e Bubalinos do Pará (SRBIPA). A integração representa um passo
decisivo na consolidação de uma pecuária mais produtiva, valorizada e ambientalmente responsável, reforçando
o compromisso do estado com o desenvolvimento sustentável do setor.A parceria entre o Governo do Estado, por meio da Agência de Defesa Agropecuária do Pará (Adepará), e o
PRIMI é a primeira iniciativa do tipo destinada a fortalecer o programa estadual de rastreabilidade. A iniciativa
integra esforços para promover a segurança sanitária do rebanho, aprimorar a gestão das propriedades e ampliar
a transparência na cadeia produtiva, com ações alinhadas à sustentabilidade ambiental, à regularização fundiária
e à inovação tecnológica no campo.Rastreabilidade e transparência no campo – A integração entre os dois programas acelerou a implantação
dos brincos de identificação individual no rebanho, levando a iniciativa a ultrapassar a marca de 270 mil unidades
aplicadas antes mesmo da entrada em vigor da primeira fase da nova lei, em 1º de janeiro de 2026, que exigirá o
registro dos animais a cada movimentação. O resultado consolida um marco para o setor, demonstrando a
capilaridade e o avanço do Programa Pecuária Sustentável em todo o estado.“O programa de identificação individual do gado paraense é essencial para acessar mercados com integridade,
transparência e segurança alimentar na cadeia pecuária. Um dos pilares dessa iniciativa é o apoio aos pequenos
produtores, que possibilita o aumento da produtividade e a valorização do produto por meio da rastreabilidade.
A adesão do PRIMI amplia o alcance do programa e oferece ao pecuarista novas oportunidades de participação”,
destaca o diretor-geral da Adepará, Jamir Macedo.
Sustentabilidade e competitividade integradas – O PRIMI, que já implementou a identificação individual em
mais de 100 propriedades paraenses, atua no monitoramento e na regularização ambiental e fundiária, garantindo
que a pecuária paraense se desenvolva de forma legal e regularizada. Isso cria uma cadeia produtiva com plena
conformidade socioambiental, agrega valor ao produto final e amplia as oportunidades de acesso a mercados
mais exigentes.
“Ao unir forças com o Programa Pecuária Sustentável, mostramos que sustentabilidade e aumento da produtividade
caminham lado a lado”, ressalta Thiago Witzler, diretor do PRIMI. “Nosso foco é garantir que a produção do Pará
esteja totalmente em conformidade com o Código Florestal e todas as normas ambientais. Estamos construindo
um modelo que combate o desmatamento de forma efetiva, não apenas na teoria, mas com resultados concretos no campo.”

Modelo de referência nacional – Segundo Fábio Medeiros, diretor de Parcerias Estratégicas em Pecuária da
The Nature Conservancy, a integração entre governo, setor privado e sociedade civil mostra como uma política
pública pode ampliar iniciativas que beneficiam todos os elos da cadeia produtiva. “A união de esforços no
rastreamento individual de animais cria transparência, protege a floresta, facilita o acesso a mercados e
atrai investimentos. A Amazônia é chave para o clima e o Pará lidera com soluções que unem
produtividade e sustentabilidade”, afirma.Com a integração, o Pará fortalece seus objetivos na agenda de sustentabilidade, mostrando o caminho para uma
economia rural que não avança sobre a floresta, garantindo igualdade de condições no mercado, segurança jurídica
e competitividade aos produtores. A aliança consolida a posição do estado como vanguarda na construção de uma
estratégia integrada, que combina desenvolvimento econômico, segurança sanitária do rebanho e proteção ambiental.
ADEPARÁ reforça alerta sobre prazo para identificação do rebanho e regularização da GTA no Pará - 03/11/2025
- Descrição:
Em 60 dias apenas animais identificados e com GTA vão poder circular. O trânsito agropecuário vai exigir a brincagem e o cadastro no SRBIPA.

Foto: Ascom / ADEPARÁ
A Agência de Defesa Agropecuária do Pará (Adepará) alerta os produtores rurais paraenses sobre a contagem regressiva de 60 dias até o início do prazo oficial que tornará obrigatória a identificação de bovinos e bubalinos com brincos — visual e eletrônico — e a regularização da Guia de Trânsito Animal (GTA). A medida passa a valer a partir de 1º de janeiro de 2026, conforme previsto no Sistema de Rastreabilidade Bovídea do Pará (SRBPA).
Segundo a Adepará, o Governo do Pará está com uma campanha publicitária em andamento para orientar os criadores sobre a importância da brincagem e da atualização da GTA. A recomendação é que os produtores não deixem para a última hora a realização do procedimento e o cadastramento dos animais no sistema de rastreabilidade.
Foto: Ascom / ADEPARÁ
“É fundamental que o produtor declare o número de animais que possui e confirme a identificação de todo o rebanho em trânsito até essa data limite”, destacou Barbra Lopes, coordenadora de Cadastro e Rastreabilidade Animal da Adepará.
Para produtores com até 100 animais, o Governo do Pará, por meio da Adepará, fará a doação dos brincos de identificação. Já os criadores com rebanho superior a essa quantidade poderão adquirir os materiais em revendas agropecuárias cadastradas junto à Agência, distribuídas nos municípios paraenses.
A Adepará vem investindo fortemente em infraestrutura para garantir a execução eficiente da rastreabilidade em um dos maiores rebanhos do país — o segundo em bovinos, com mais de 26 milhões de cabeças, e o primeiro em búfalos, com mais de 800 mil animais. Entre as ações, destacam-se a entrega de 95 veículos novos e 16 lanchas, além da modernização das unidades regionais e capacitação de operadores de rastreabilidade (OPR), responsáveis pela aplicação dos brincos nos animais.
Foto: Ascom / ADEPARÁ
De acordo com o diretor-geral da Adepará, Jamir Macedo, o sistema desenvolvido pela Agência é robusto e seguro, hospedado na plataforma AWS (Amazon Web Services), o que garante agilidade e integridade dos dados.
“O sistema gerencia informações sobre animais, produtores, rebanhos, vacinação e emissão de guias. A rastreabilidade, focada em trânsito e saúde animal, é um pilar do Programa da Pecuária Sustentável, que busca integridade sanitária, socioambiental e segurança jurídica na produção rural. É uma ação integrada entre o setor público, o terceiro setor e a iniciativa privada para consolidar uma pecuária de alta produtividade e ambientalmente responsável”, afirmou o gestor.
Serviço:
Mais informações sobre a rastreabilidade bovídea e o cadastramento de produtores podem ser obtidas no site oficial da Adepará: www.adepara.pa.gov.br ou nas unidades regionais da Agência em todo o estado.
ADEPARÁ intensifica combate à brucelose com ações educativas e vacinação oficial em municípios paraenses - 03/11/2025
- Descrição:
Campanha estadual inclui palestras, atendimentos em campo e reforço da vacinação obrigatória de bezerras até 31 de dezembro.
Foto: Divulgação
Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (ADEPARÁ) promoveu, nesta semana, o “Dia B contra a Brucelose e Tuberculose”, com ações educativas e aplicação da vacina oficial em diversos municípios do estado. A iniciativa tem como foco reforçar a importância da vacinação obrigatória de bezerras bovinas e bubalinas entre três e oito meses de idade, uma das principais estratégias para prevenir a brucelose, zoonose que também pode afetar seres humanos.
A campanha ocorre em duas etapas anuais. Na segunda fase, que segue até o dia 31 de dezembro, devem ser imunizadas as fêmeas que ainda não receberam a vacina no primeiro semestre. A vacinação é obrigatória e deve ser feita por profissionais habilitados pela ADEPARÁ.
Entre as principais ações do Dia B, uma palestra foi realizada para estudantes do curso de Medicina Veterinária da Universidade da Amazônia (Unama), em Belém. A atividade foi conduzida por fiscais estaduais agropecuários do Programa Estadual de Erradicação e Controle da Brucelose e Tuberculose (PECBT), com o objetivo de conscientizar futuros profissionais sobre os riscos e formas de prevenção das doenças.
Foto: Divulgação
“Todos os anos realizamos o Dia B da Brucelose e Tuberculose, que nada mais é do que educação sanitária. O objetivo é conscientizar profissionais e produtores rurais a manterem a sanidade dos seus rebanhos, garantindo alimentos seguros e qualidade de vida à população”, destacou Khrisna Tabosa, médica veterinária da ADEPARÁ.
A gerente do PECBT, médica veterinária Luise Rattis, também enfatizou o papel da academia: “É fundamental que os futuros veterinários conheçam o panorama da doença no Estado e como a Adepará atua, para que se tornem parceiros no trabalho de prevenção como profissionais autônomos.”
Além das ações educativas, a campanha levou a chamada “agulha oficial” — vacinação aplicada por médicos veterinários do serviço oficial — a fazendas com pequenos rebanhos. Em Juruti, na região do Baixo Amazonas, 30 bubalinos e 48 bezerras foram vacinados em áreas como Lago Grande, Paraná e Ilha Santa Rita.

Foto: Divulgação
Nos municípios de Aurora do Pará (Rio Capim), São Francisco do Pará (Guamá) e Juruti (Baixo Amazonas), fiscais agropecuários da ADEPARÁ realizaram a vacinação diretamente nas propriedades rurais. A ação visa garantir a cobertura vacinal principalmente em áreas de difícil acesso.
Em Novo Progresso (Tapajós), produtores dos assentamentos Santa Júlia e Nova Fronteira participaram de palestras educativas. Já em Moju (Tocantins), a Escola Professora Rosa do Socorro Carvalho, na Vila Pirateua, recebeu atividade de sensibilização sobre a doença. Estudantes de Igarapé-Açu (Guamá) também foram orientados sobre os riscos da brucelose e tuberculose animal.
Divulgação e mobilização regional
Em Marabá (Carajás), a campanha teve ampla divulgação nas rádios locais, com entrevistas do gerente regional da ADEPARÁ, Geraldo Jota, sobre as ações de prevenção e a importância da imunização dos rebanhos.
Doenças e prevenção
Brucelose é uma zoonose grave e sem cura, que pode afetar diversas espécies de mamíferos, inclusive o ser humano. A transmissão ocorre por meio do contato com secreções contaminadas ou pelo consumo de carne, leite e derivados infectados.
Tuberculose também é uma doença infecciosa que atinge animais domésticos, silvestres e o homem, sendo transmitida por fluidos corporais e produtos de origem animal contaminados.
Prevenção
Brucelose: vacinação obrigatória de fêmeas bovinas e bubalinas entre 3 e 8 meses de idade, realizada uma única vez na vida do animal.
Tuberculose: testagem dos animais, feita por médicos veterinários habilitados pela ADEPARÁ.
Serviço:
Vacinação contra a brucelose
Prazo: até 31 de dezembro de 2025
Produtores devem procurar um médico veterinário habilitado ou o escritório local da ADEPARÁ para realizar a imunização de bezerras que ainda não foram vacinadas no ano.
ADEPARÁ conscientiza sobre o Outubro Rosa e promove um dia de saúde e beleza para as servidoras - 30/10/2025
- Descrição:
Massagens, aulas de danças e ritmos e atendimentos dentários foram alguns dos serviços oferecidos
às servidoras no evento em alusão ao Outubro Rosa , campanha que busca a conscientização de mulheres a respeito do câncer do colo de útero e do câncer de mama.
Realizado nesta quarta-feira,29, no auditório da Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (ADEPARÁ), o evento teve início por volta de 9h30 com uma palestra que abordou a importância da identificação e diagnóstico precoce do câncer de mama, e ressaltou a necessidade de conscientizar o público feminino a respeito dessas doenças.
Além da palestra, as servidoras puderam verificar a pressão arterial, medir o índice de massa muscular e ainda aproveitaram para cuidar da própria beleza através de curso de automaquiagem, colocação de cílios e limpeza de sobrancelhas.
Para tornar o dia mais leve, o Coral “Vozes da ADEPARÁ“ fez uma apresentação em homenagem a todas as servidoras que participaram do Outubro Rosa na sede da Agencia, em Belém.

A organizadora do evento, Lidivane Costa, reforçou a importância da campanha, e afirmou que o cuidado e a atenção sobre essas doenças precisam ocorrer nos demais meses do ano, “Não precisa você esperar até o Outubro Rosa pra se cuidar, ao menos uma vez ao ano você deve ir ao médico para fazer um check up completo. A prevenção é importante para a manutenção da saúde”, disse a gerente de desenvolvimento humano.

Outubro Rosa
O Outubro Rosa é uma campanha que busca a conscientização de mulheres a respeito do câncer do colo de útero e do câncer de mama, e acontece anualmente no Brasil desde 2002. A campanha incentiva mulheres a fazerem os exames para prevenir doenças e identificar e diagnosticar a presença do tumor de forma precoce.
Câncer de Mama
É o tipo de câncer mais comum entre mulheres, e se dá pelo crescimento desordenado de células anormais na mama, formando um tumor. É possível prevenir a doença fazendo o autoexame, ou exames de imagem, como ultrassom e mamografia, disponíveis pelo SUS, e que devem ser realizados a partir dos 40 anos.
Câncer do Colo do Útero
O Câncer de colo é um tumor que se desenvolve nas células da parte mais baixa do útero, causada principalmente pela infecção do vírus HPV, e é o quarto tipo de câncer mais comum entre as mulheres. A prevenção pode ser feita através do imunizante contra o HPV, da realização dos exames preventivos como o Papanicolau, e na utilização de preservativos para reduzir a transmissão do vírus.

ADEPARÁ intensifica ações em todo o Pará durante semana de conscientização contra Vassoura-de-Bruxa da Mandioca - 28/10/2025
- Descrição:
Ações em portos, feiras, escolas, rádios e comunidades rurais, mostram que o conhecimento é a principal ferramenta contra a Vassoura-de-Bruxa da Mandioca
A Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (Adepará) promoveu, entre os dias 20 e 24 de outubro, uma série de ações educativas em diversos municípios paraenses para alertar produtores e a população sobre os riscos da Vassoura-de-Bruxa da Mandioca, doença causada pelo fungo Ceratobasidium theobromae (também conhecido como Rhizoctonia theobromae), que pode comprometer plantações inteiras da cultura.
A praga provoca deformações nos ramos, nanismo e o surgimento de brotos fracos e finos, semelhantes a uma vassoura velha — daí o nome popular. A infecção representa risco de perda total dos cultivos, o que preocupa especialmente o Pará, maior produtor nacional de mandioca.
“Intensificamos as ações educativas de prevenção à Vassoura-de-Bruxa em todo o Estado para conscientizar a população sobre os riscos dessa doença, que pode afetar diretamente a base da nossa produção de farinha”, destacou Gabriela Cunha, gerente de Educação Sanitária da Adepará, em exercício.
Educação em portos e comunidades rurais
Em Belém, as equipes da Adepará visitaram portos e embarcações com destino ao Amapá. No navio Ana Beatriz, que transporta cerca de 700 passageiros, fiscais agropecuários distribuíram materiais informativos e utilizaram o sistema de som da embarcação para explicar os sintomas e formas de prevenção da doença.

Durante a ação, o pequeno Fábio Henrique, de 9 anos, se impressionou ao saber que a Vassoura-de-Bruxa pode colocar em risco a tradicional farinha do almoço. Sua mãe, Bianca Figueiredo, expressou preocupação:
“Eu não consigo ficar sem farinha. Espero que todos sigam as recomendações para que a produção de mandioca não seja afetada”, disse.
A disseminação do fungo pode ocorrer por meio de materiais vegetais infectados, ferramentas de corte contaminadas e até pela movimentação de solo e água — por isso, o alerta é constante.
Mobilização pelo interior
Para ampliar o alcance das orientações, a Adepará contou com o apoio de rádios locais em mais de 20 municípios. Em Ponta de Pedras, Olivar Valente, gerente regional de Soure, participou de entrevista na Rádio Itaguari. Em Salvaterra, Xinguara, Abaetetuba, Parauapebas, Altamira e Redenção, servidores também levaram informações ao público por meio de emissoras comunitárias.
Em Rurópolis, Baião, Moju e Bagre, as ações educativas ocorreram diretamente nas comunidades rurais, com distribuição de materiais e rodas de conversa com agricultores. Já em São Geraldo do Araguaia e São Domingos do Araguaia, técnicos da agência receberam capacitação com a fiscal agropecuária Thaís Leão, responsável técnica pelo Programa da Mandioca.

Na comunidade União, em Paragominas, os trabalhos foram voltados para produtores rurais, com foco na identificação precoce da doença e manejo preventivo.
Em Novo Repartimento, Emater, Fundação Solidaridad, Procuradoria do Município, Câmara Municipal e Secretaria de Agricultura do município alinharam ações preventivas conjuntas.
Em Tucurui, alunos do curso Técnico em Agropecuária do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Pará (IFPA) assistiram a palestra dos fiscais da ADEPARÁ.
Conhecimento para combater a praga
“Esse engajamento é essencial para a prevenção e o controle da Vassoura-de-Bruxa no Pará. É fundamental conhecer para combater essa doença”, enfatizou Lucionila Pimentel, diretora de Defesa e Inspeção Vegetal da Adepará.

No oeste do estado, a agente fiscal Andressa Bentes reforçou o diálogo com produtores:
“Falamos sobre sintomas como o nanismo que impede o desenvolvimento da planta e sobre como prevenir a doença para proteger os cultivos.”
Em Oriximiná, as atividades ocorreram nas feiras com os vendedores de farinha e com alunos da Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA).

Com ações em portos, feiras, escolas, rádios e comunidades rurais, a Adepará mostra que o conhecimento é a principal ferramenta contra a Vassoura-de-Bruxa da Mandioca, garantindo a segurança da produção agrícola e a sustentabilidade da cultura mais tradicional do Pará.
Pecuária Sustentável realiza primeira 'brincagem' em bovinos com Registro em Associação de Raça - 28/10/2025
- Descrição:
Em 2026, todos os bovinos e bubalinos que circularem pelo Pará deverão possuir a Guia de Trânsito Animal e a identificação individual, atendendo ao Sistema de Rastreabilidade
A produção pecuária paraense avança com o uso de novas tecnologias e ferramentas de gestão, que aprimoram a saúde e o manejo dos rebanhos. A identificação individual de bovinos e bubalinos, implementada pela Agência de Defesa Agropecuária do Pará (Adepará), por meio do Programa Pecuária Sustentável, visa fortalecer a gestão sanitária, e já resultou na marcação de 60 vacas de raça pura (P.O.) em Capanema, na região nordeste do Estado.

Um dos principais benefícios dessa ação, conhecida como "brincagem", é melhorar a gestão da propriedade e o manejo do rebanho. Por meio desse processo, é possível monitorar o histórico de cada animal, como ganho de peso, índices reprodutivos, protocolos de vacinação e eventuais doenças. A identificação individual também facilita o controle sanitário, o que foi destacado pelo produtor rural Bruno Araújo, que utilizou a identificação individual em suas vacas da raça Tabapuã, registradas em associação de raça, com o objetivo de otimizar a gestão de sua propriedade.

Embora a Portaria nº 3.879, da Adepará, que regulamenta a rastreabilidade no território paraense, isente bovinos e búfalos registrados em associações de raça da obrigatoriedade de identificação individual devido ao número de registro genealógico marcado a ferro ou tatuado nos animais, o produtor optou por usar o brinco eletrônico. Este recurso auxiliará no manejo dos animais, garantindo mais eficiência e controle na propriedade.
Benefícios da rastreabilidade - A "brincagem" foi realizada como parte de um treinamento sobre Bem-Estar Animal e Boas Práticas de Identificação Individual, voltado para operadores do Sistema de Rastreabilidade da Adepará e servidores das regionais de Castanhal, Capanema e do Marajó. A capacitação foi conduzida pela Agência de Defesa, na última quarta-feira (22), em parceria com o IDH e o Natcap.

Segundo Graziela Oliveira, diretora de Defesa e Inspeção Animal, a ação visa qualificar os servidores da defesa agropecuária, trazendo inovações para o campo. "Estamos introduzindo novas práticas para capacitar nossos servidores, com ênfase no bem-estar animal, o que complementa as ações da rastreabilidade. Além das etapas virtuais, agora estamos combinando teoria e prática no campo", informou.
Kid Almeida, gerente regional de Capanema, enfatizou a importância do treinamento para os servidores que lidam diretamente com os animais. "O curso sobre bem-estar animal vai nos ajudar no nosso cotidiano. No campo, estamos constantemente em contato com os animais, realizando inspeções clínicas e aplicando a rastreabilidade, garantindo a segurança e o bem-estar dos animais durante todas as atividades", explicou.

Alertas aos produtores - Faltando menos de 90 dias para a implementação do decreto do Programa Pecuária Sustentável, Barbra Lopes, gerente de Cadastro Agropecuário e Rastreabilidade, fez um alerta aos produtores. "Atualmente, os produtores ainda podem emitir GTA (Guia de Trânsito Animal) tanto para animais identificados quanto para não identificados. No entanto, é fundamental que estejam atentos aos prazos: A partir de 1º de janeiro de 2026, todo animal que for transitar no Estado precisa ter a GTA e a identificação individual, com dois brincos: um eletrônico (azul) e outro visual (amarelo)", explicou.

Os brincos de identificação são fornecidos gratuitamente pelo Governo do Pará a produtores que possuem até 100 animais. Para obter os itens e realizar a identificação, os produtores podem procurar a Adepará em seus municípios.
A partir de 1º de janeiro de 2026, toda movimentação de bovinos e bubalinos no Estado deverá ser acompanhada pela GTA e a identificação individual do SRBIPA (Sistema Oficial de Rastreabilidade Bovídea do Pará). A partir de janeiro de 2027, todo rebanho deverá ter identificação individual, conforme as metas do programa.

ADEPARÁ entrega certificado de zona livre de aftosa sem vacinação para o setor produtivo - 22/10/2025
- Descrição:
Parceria entre todos os elos da cadeia da pecuária foi decisiva para a conquista internacional.

A Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (ADEPARÁ) fez a entrega nesta terça-feira, 21, para representantes do setor produtivo, do certificado da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) que reconhece o Brasil como uma zona livre de febre aftosa sem vacinação.
A entrega do documento aconteceu durante uma reunião na sede da Adepará, em Belém, da qual participaram o diretor-geral da Adepará, Jamir Macedo; a assessora técnica do Fundo de Desenvolvimento da Pecuária do Estado do Pará (Fundepec), da Federação da Agricultura do Estado do Pará (Faepa), Rose Remor; o presidente da União Nacional da Indústria e Empresas da Carne (Uniec), Francisco Victer e Daniel Freire, presidente do Sindicato das Indústrias de Carnes e Derivados do Estado do Pará (Sindicarne).
O reconhecimento, concedido pela OMSA, posiciona o Brasil — e o Pará — em um novo patamar no comércio internacional de carnes. A certificação foi oficializada em maio, durante a 92ª Assembleia Geral da OMSA, na França.
“Nós, enquanto Agência de Defesa Animal, estivemos lá em maio representando o Pará nesse momento histórico para essa importante cadeia produtiva, que gera riquezas para o nosso Estado. Agora, estamos compartilhando, dividindo, essa conquista com todos que integram esse setor”, ressaltou Jamir Macedo, diretor-geral da Adepará.
Para Francisco Victer, presidente da Uniec, o novo status sanitário é um símbolo da confiança internacional no trabalho realizado no campo. “É um feito de enorme relevância. Mostra que o mundo acredita no controle sanitário do Brasil e na responsabilidade dos nossos produtores”, afirmou.
Portas abertas para mercados de alto valor
Com o novo certificado, o Pará, que possui rebanho de mais de 26 milhões de cabeças, poderá acessar mercados exigentes e de alto valor agregado, como Estados Unidos, Japão, Coreia do Sul e União Europeia. A expectativa é de aumento das exportações e melhor valorização da carne paraense.
“O novo status sanitário é porta de entrada para novos e importantes mercados, que já exigiam a condição de livre da doença sem vacinação, então a perspectiva do Brasil e do Pará é encontrar essas incríveis fronteiras para a carne paraense brasileira. No final das contas, representa mais mercado, mas fundamentalmente, melhor cotação para o produto, que é o boi, a carne, então o que nós podemos ver é a recompensa de todo esse esforço com melhor remuneração pela atividade que cada um desempenha nesse processo produtivo”, explicou.
Trinta anos de trabalho no campo
Rose Remor, assessora técnica do Fundepec/Faepa, que reúne os sindicatos rurais em todo o território paraense, destacou o papel fundamental dos produtores rurais no processo.
“Foram três décadas de esforço, vigilância e conscientização. O produtor fez a parte dele: vacinou, notificou e caminhou junto com a gente. Essa conquista é coletiva”, ressaltou.
Ela também destacou o apoio dos médicos veterinários da Adepará, do Ministério da Agricultura e dos investimentos do governo estadual, que fortaleceram a estrutura de defesa sanitária no Pará.
Carne sustentável e com qualidade global
Daniel Freire, presidente do Sindicarne, ressaltou que a pecuária paraense já se destaca pela sustentabilidade e qualidade. Segundo ele, apenas 15,5% do território do estado é utilizado para a produção de animais, o que demonstra compromisso com o meio ambiente e responsabilidade social.
“Nossa carne já tem qualidade. Agora, com o novo status sanitário, ganhamos a chancela que faltava para consolidar nossa presença nos principais mercados do mundo”, afirmou.
Ele lembrou que o Estado produz cerca de 1 milhão de toneladas de carne por ano, mas consome apenas 250 mil. A abertura de novos mercados será essencial para o escoamento de cortes menos consumidos internamente, como músculo e patinho, e valorização de cortes nobres como o contrafilé no mercado europeu.
“Nós exportamos principalmente para a China, mas queremos comercializar para EUA e Europa. O objetivo é aumentar as exportações para valorizar a produção e gerar mais renda no campo”, disse.
ADEPARÁ participa de treinamento simulado em emergência sanitária para febre aftosa - 21/10/2025
- Descrição:

Com o objetivo de qualificar o corpo técnico para atuar frente a emergências sanitárias, a Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (ADEPARÁ) enviou duas fiscais estaduais agropecuárias, as médicas veterinárias Samyra Albuquerque e Glaucy Carreira, integrantes, respectivamente, das Gerências de Epidemiologia e Emergência Sanitária Animal (GEESA) e Vigilância para Febre Aftosa e Doenças Vesiculares (GEVFAR) para participar do treinamento simulado em emergência sanitária, realizado em Minas Gerais, no início de outubro.
Promovido pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e pelo Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), no município de Montes Claros, no norte do estado, o exercício simulado de emergência para febre aftosa contou com a presença de representantes de 22 estados brasileiros. Ao todo, 270 profissionais foram capacitados este ano.
O treinamento é realizado anualmente e dura uma semana. O Mapa seleciona o local que vai abrigar o evento e em conjunto com o órgão de defesa agropecuária estadual organiza e garante toda a logística para a capacitação das equipes. No ano passado, o treinamento ocorreu no estado do Acre, e também contou com a participação de técnicos da ADEPARÁ.

De acordo com gerente de epidemiologia da ADEPARÁ, fiscal agropecuária Samyra Albuquerque, os profissionais puderam vivenciar na prática uma situação de emergência sanitária para febre aftosa com tudo que é exigido no protocolo de emergência e o envolvimento dos demais órgãos estaduais.
Segundo a veterinária, o treinamento simulado de emergência Zoossanitária é uma ferramenta crucial para a preparação do Serviço Veterinário Oficial frente à ocorrência de doenças animais de alto impacto. Seu objetivo primordial é capacitar as equipes e avaliar a eficiência e a aplicação prática dos procedimentos e ações previstas em um Plano de Contingência.
“É nesse exercício prático que o serviço oficial tem a oportunidade de treinar a implementação de toda a estrutura de resposta, desde a aplicação dos conceitos do Sistema de Comando de Incidentes (SCI) para a organização da operação, até a correta execução das funções de cada setor dentro do Centro de Operações de Emergência Zoossanitária (COEZOO). As coordenações previstas no COEZOO – como a Coordenação Geral, a de Operações de Campo (incluindo Vigilância e Trânsito), a de Planejamento e a de Logística – praticam a cadeia de comando, a comunicação de risco, a gestão de recursos e a tomada de decisões de forma integrada, simulando um cenário real. O treinamento permite, assim, identificar vulnerabilidades, aprimorar os protocolos e garantir uma resposta rápida e eficaz para contenção e erradicação do foco de doença, minimizando os impactos econômicos e sociais”, explicou a gerente.
Zona livre de Febre Aftosa sem Vacinação -Em maio de 2025, o Brasil foi declarado zona livre de febre aftosa sem vacinação pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA). O reconhecimento da OMSA encerra uma jornada de trabalho árduo no campo com campanhas anuais de vacinação em massa realizadas pelo Serviço Veterinário Estadual para erradicar a doença. Para evitar a reintrodução do vírus e manter o novo status sanitário, a ADEPARÁ segue realizando o aprimoramento contínuo das estratégias de vigilância e investindo na qualificação do corpo técnico para, em casos suspeito de doença vesicular, ter a capacidade de agir com rapidez e eficácia para evitar a disseminação da enfermidade para outros rebanhos, reduzindo os impactos econômicos para o País.
'Pecuária Sustentável' reforça protagonismo do Pará na rastreabilidade e segurança alimentar - 20/10/2025
- Descrição:
Iniciativa do governo do Estado foi destaque em evento da Pré-COP30, em Brasília, que reuniu especialistas para debater produção sustentável e ampliação do mercado internacional para a carne paraense
O Governo do Pará, por meio da Agência de Defesa Agropecuária (Adepará), apresentou os avanços do Programa Pecuária Sustentável no evento “Alianças e Caminhos: Diálogos para a COP30”, promovido pela WWF-Brasil, em Brasília (DF). A iniciativa visou fortalecer a transparência da cadeia produtiva e ampliar o acesso da carne paraense a mercados internacionais.
No encontro, que reuniu representantes do poder público, setor produtivo e da sociedade civil para discutir estratégias voltadas à rastreabilidade, produção sustentável e expansão do mercado internacional para a carne paraense, o diretor-geral da Adepará, Jamir Macedo, destacou que o Programa vem colocando o Pará na vanguarda da rastreabilidade animal no Brasil.

Segundo Jamir Macedo, “o 'Pecuária Sustentável' está em plena expansão, com equipes em campo visitando propriedades rurais. O Estado é responsável por disponibilizar o elemento de identificação e realizar a rastreabilidade gratuitamente para produtores com até 100 cabeças de gado, enquanto os produtores com mais de 100 animais podem adquiri-lo nas revendas agropecuárias. Hoje, já são mais de 175 mil animais identificados no sistema de rastreabilidade bovina”, informou.
Transparência e competitividade - A iniciativa, pioneira no Brasil, consolida uma parceria entre os setores público e privado para garantir alta produtividade, segurança sanitária e responsabilidade socioambiental. Com a rastreabilidade, o Pará fortalece a transparência da cadeia produtiva, comprova a origem da carne produzida e amplia o acesso a mercados internacionais exigentes, valorizando sua produção.
“Nós temos duas grandes metas: a partir de 1º de janeiro de 2026, todo trânsito de bovinos no Estado deverá estar identificado, ou seja, animais de cria, recria, engorda, abate ou exportação que transitam no Estado devem estar com o elemento de identificação. A outra meta prevê que, em 1º de janeiro de 2027, todo o rebanho paraense esteja identificado”, adiantou Jamir Macedo.
Credibilidade internacional - Durante os debates, especialistas reforçaram que o Pará tem demonstrado liderança e inovação na implementação de práticas sustentáveis e no uso de tecnologias que conectam o campo às demandas internacionais por produtos livres de desmatamento e conversão.

“O Pará tem conduzido iniciativas inovadoras relacionadas à rastreabilidade. Este diálogo permite debater modelos e estratégias que representam uma transformação estruturante liderada pelo governo do Estado”, destacou a diretora de Relações Corporativas do WWF-Brasil, Daniela Teston.

ADEPARÁ prorroga prazo para atualização de cadastro de animais no Marajó - 20/10/2025
- Descrição:
Novo prazo encerra no próximo dia 14 de novembro e é essencial para manter a saúde dos rebanhos no arquipélago

A Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (Adepará) prorrogou o prazo para a atualização do cadastro de animais no arquipélago do Marajó. A campanha iniciou em agosto e terminaria no dia 14 de outubro, mas o prazo foi estendido até 14 de novembro por causa das condições climáticas que afetam a atividade pecuária.
De acordo com o gerente regional de Soure em exercício, Olivar Valente, o prazo para a declaração foi prorrogado devido ao atraso no verão da ilha do Marajó, que dificultou o controle do gado pelos produtores.
"O Marajó está enfrentando um ano atípico, com a seca dos campos atrasando. Isso impede que os produtores de gado possam reunir e controlar seus animais, impactando a contagem e a identificação do rebanho. Por isso, é importante prorrogar o prazo da campanha cadastral para atender às necessidades específicas da região e apoiar os produtores rurais”, explicou o gerente.

Com o novo prazo, os produtores ganharam uma nova chance para fazer a atualização dos dados dos seus rebanhos, sendo necessário informar quantidade, idade e espécies dos animais que eles possuem nas propriedades.
Para fazer a atualização dos dados, o produtor deve comparecer presencialmente em uma unidade da Adepará do seu município levando um documento oficial com foto e a relação das espécies de animais existentes na propriedade. Nos sete municípios ligados à Regional de Soure, os produtores têm procurado diariamente a Agência de Defesa para fazer a atualização do cadastro.

Atualização cadastral - O objetivo principal da atualização cadastral é manter o controle sanitário e a base de dados do rebanho atualizada, especialmente após a suspensão da vacinação contra febre aftosa. Esse procedimento é fundamental para:
- Manter a certificação de zona livre de febre aftosa: A base de dados sólida é essencial para comprovar a condição sanitária do estado.
- Fortalecer o vínculo com os produtores rurais: A atualização cadastral é uma forma de manter a parceria com os produtores para atualizar informações.
- Direcionar políticas públicas: Dados precisos permitem identificar o tamanho do rebanho, a importância do setor e direcionar recursos para benefício dos produtores.
- Fornecer informações oficiais: A base de dados é utilizada para o planejamento e desenvolvimento do setor.

Serviço:
Campanha de Atualização Cadastral do Marajó - Até 14 de novembro de 2025.
Documentos necessários:
- Documento oficial com foto
- Relação da quantidade e espécies de animais na propriedade









